thumb|275px|Pesquisas não conseguem obter um consenso a respeito da relação entre celulares e câncer. A relação entre o uso de telefones celulares e o desenvolvimento de câncer tem sido objeto de investigação cientifica desde o final do século XX. E há anos vem ganhando a atenção de diversos pesquisadores ao redor do mundo, mas no entanto as pesquisas apresentam resultados bastante díspares, distanciando a comunidade científica de um consenso. Enquanto estudos iniciais tenham levantado hipóteses sobre potenciais riscos associados à exposição à radiação de radiofrequência, emitida por aparelhos celulares pode ser maligna para o ser humano, outras no entanto afirmam que nem mesmo as torres de transmissão podem causar mal algum. Contudo, um estudo supervisionado pela OMS que deveria ser publicado no final de 2009 indicava segundo os resultados preliminares que o uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, em especial tumores cerebrais. O estudo é um projeto cooperativo denominado Interphone.Interphone Study inglês)inglês)

Consenso científico Segundo a engenheira e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Adilza Condessa Dode, mais de 80% dos óbitos de pacientes de Belo Horizonte que tinham casos de câncer relacionados à radiação eletromagnética tratava-se de casos de pessoas que moravam a cerca de 500 metros de distância das antenas de telefonia da cidade.Ciência Hoje: Ligação perigosa

Em 31 de maio de 2011, a Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio da Agência Internacional de Pesquisa sobreo Câncer (IARC), publicou um relatório classificando a radiação emitida por telefones celulares portáteis como "possivelmente cancerígena para seres humanos". Esta classificação foi feita após reexames dos estudos preliminares feitos por cientistas sobre a segurança de telefones celulares. Uma destas pesquisas mostrava um aumento de 40% de risco de aparecimento de gliomas na categoria de usuários de uso mais constante do aparelho. (30 minutos por dia durante um período constante de 10 anos).

Mas um estudo, o primeiro a analisar especificamente crianças e o risco de câncer associado a celulares, descobriu que pacientes com tumor cerebral não eram mais propensos a serem usuários regulares de celulares do que os indivíduos de controle que não tinha câncer.“Se o uso de celular fosse um fator de risco, seria de se esperar que pacientes com câncer usassem mais o aparelho”, disse o professor Martin Roosli, que conduziu o estudo no Instituto Tropical e de Saúde Pública, na Basileia, Suíça.

Em 2024, Ligação entre celular e câncer cerebral é descartada em estudo da OMS que analisa dados coletados em 3 décadas, Liderada pela Agência Australiana de Proteção contra Radiação e Segurança Nuclear (Arpansa, na sigla em inglês), a análise revisou os dados de 63 estudos publicados entre 1994 e 2022.

Tabela A tabela abaixo traz os dez aparelhos de celular com maior taxa de radiação que eram vendidos no Brasil entre 2008-2009.

FabricanteModeloSAR (W/kg)HTCHTC Touch Dual P55301,834Apple Inc.A1241 (iPhone)1,68LGMD1201,62HuaweiC2181,61LGLG-BX70001,56MotorolaV36901,55MotorolaV81601,51SamsungSCH-N3751,47MotorolaC331 (T) e C332 (T)1,47Motorola182c1,47

Ver também Alimentação e câncer Inseticida e câncer

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