O Angrense foi um periódico publicado entre 1836 e 1910 na ilha Terceira, durante boa parte da sua existência como órgão do Partido Progressista Terceirense, financiado e mantido pelo seu líder, Teotónio de Ornelas Bruges, o 1.º conde da Praia da Vitória, e outros membros da sua família.Enciclopédia Açoriana : «O Angrense».Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1836-1860).Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1861-1880).Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1881-1900).Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1901-1910).

História O Angrense foi um semanário publicado em Angra do Heroísmo, onde era inicialmente impresso na Tipografia do Angrense, no período de 23 de setembro de 1836 a 16 de setembro de 1910. Com uma existência de 74 anos, constituiu-se num dos mais antigos do arquipélago e do país. Apresentava um cariz fortemente políticos e ideológico afirmando-se na fase final da sua publicação como A Folha do Partido Progressista Terceirense. À época do encerramento da publicação, era proprietário e diretor Teotónio Simão Paim de Ornelas Bruges, sendo composto e impresso na Tipografia Sousa & Andrade.Luísa César (coord.), Jornais açorianos. Ponta Delgada, 1995.

O primeiro número saiu a 23 de setembro de 1836 e terminou com o n.º 3128, a 16 de setembro de 1910. Nos primeiros anos apresentava um formato pequeno, com conteúdo limitado no qual predominava alguma legislação nacional e ofícios e editais dos organismos locais.

A partir de 1862, o jornal aumentou de dimensão, mudando a paginação e o arranjo gráfico, afirmando-se como um periódico voltado para política local, de claro pendor progressista, a linha política do seu proprietário, mas sem o declarar no seu cabeçalho. Em novembro de 1870, com a morte do 1.º conde da Praia da Vitória, interrompeu a publicação, mas reapareceu em 18 de junho de 1874, a partir de então tendo como subtítulo «Folha do Partido Progressista Terceirense».

Como órgão partidário, assumiu como linha editoraial o combate ao Partido Regenerador, o seu mais directo adversário, representado na impresnsa angrense pelo seu órgão A Terceira (a partir de 1859). Redigidos em linguagem viva, e por vezes mordaz, a leitura destes dois periódicos permite compreender os meandros das lutas políticas nos Açores na segunda metade de século XIX e no período que antecedeu a implantação da República Portuguesa. A leitura de O Angrense permite compreender aspectos significativos da vida quotidiana terceirense, cujas notícias vão preenchendo uma boa parte das suas colunas.

O jornal manteve-se na posse da família do conde da Praia da Vitória ao longo dos 74 anos em que se publicou. Teve como redator António José Pais Júnior, de 1851 a 1870. Em 1903, a redação passou para José Gonçalves Lestinho, substituído, a partir de 1907, por Teotónio Simão Paim de Ornelas Bruges. Referências

Ligações externas Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1836-1860). Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1861-1880). Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1881-1900). Centro do Conhecimento dos Açores: «O Angrense» (1901-1910).

Categoria:Jornais dos Açores Categoria:Jornais em língua portuguesa Categoria:Jornais extintos de Portugal Categoria:Fundações em Portugal em 1836 Categoria:Publicações fundadas em 1836 Categoria:Extinções em Portugal em 1910 Categoria:Publicações extintas em 1910