A Faculdade de Medicina de Taubaté (FMT), ligada hoje à Universidade de Taubaté, é uma escola de medicina do Interior de São Paulo, localizada no Campus do Bom Conselho, em Taubaté. É a Faculdade de Medicina mais antiga do Vale do Paraíba e uma das mais antigas do interior do Estado de São Paulo.

Histórico esquerda|thumb||200px|Fachada da tradicional Faculdade de Medicina A Faculdade de Medicina de Taubaté foi criada pela Lei Municipal nº 701, de 22 de abril de 1963, constituída em Autarquia pela Lei 812, de 26 de setembro de 1964 e autorizada a funcionar pelo Decreto Estadual no 47.701./67, em 30 de janeiro de 1967, promulgado pelo governador do Estado de São Paulo.

O terreno onde funciona o Hospital Santa Isabel, hoje Hospital Universitário de Taubaté (HUT), foi adquirido do espólio do Visconde de Tremembé, representado pelos herdeiros José Bento Monteiro Lobato e Maria Tereza Natividade Lobato, em 27 de novembro de 1911, conforme transcrição de compra feita em 17 de outubro de 1966.

Em 5 de fevereiro de 1969, foi feito o convênio entre a Faculdade de Medicina e a Irmandade de Misericórdia de Taubaté, para utilização do Hospital Santa Isabel.

A FMT foi transformada em entidade autárquica municipal com personalidade jurídica e patrimônio próprio pela Lei 1.032 de 11 de dezembro de 1967. Foi doada para a Irmandade de Misericórdia, a Faculdade de Medicina de Taubaté, compreendidos na doação o nome da Faculdade, os direitos, os bens móveis, laboratórios, gabinetes, biblioteca, material de estudo e todo o acervo utilizado pelo estabelecimento para suas finalidades. A Faculdade funcionava em imóvel da prefeitura de Taubaté, com uso cedido à Irmandade de Misericórdia de Taubaté. Esta concessão de uso da área edificada ficou assegurada pelo prazo de 20 anos, nos termos o Decreto – lei complementar n° 9, de 31 de dezembro de 1969 (Lei Orgânica dos Municípios).

A Irmandade construiu o Hospital das Clínicas, que passou a se chamar Hospital Santa Isabel de Clínicas (hoje Hospital Regional) e desativou o antigo Hospital de mesmo nome, que depois da incorporação pela Unitau foi reestruturado , passando a se chamar Hospital Escola da Universidade de Taubaté. Atualmente é o HUT, fazendo parte do Complexo Regional.

A primeira mantenedora foi a Prefeitura de Taubaté com o Parecer no 235/71 do CEE e 680/71 do CFE de 16 de setembro de 1971, foi aprovada a transferência de mantenedora para a Irmandade de Misericórdia de Taubaté através da Lei 1.272 de 20 de abril de 1971 em Escritura de Doação.

Em 1973 o Conselho Federal de Educação reconheceu a Faculdade de Medicina de Taubaté e em 1979 a Faculdade de Medicina foi transferida para a Universidade de Taubaté, por força do Parecer CFE no 305/82.

Em 2 de junho de 2009, após seleção entre mais de 50 desenhos que perdurou por 2 anos e votação de mais de 800 pessoas entre alunos, ex-alunos, funcionários do Departamento de Medicina e professores, foi eleito o emblema que representa a Faculdade de Medicina de Taubaté, com 67% dos votos.http://www.unitau.br/universidade/departamentos/medicina/ex-alunos/historico

Situação atual esquerda|thumb||200px|Anfiteatro da Faculdade O curso de Medicina da Faculdade completou, em 2019, 52 anos de existência. Atualmente localizada no campus do Bom Conselho, em Taubaté, conta com cerca de 130 professores e com uma infra-estrutura composta pelo Complexo Regional: Hospital Universitário de Taubaté (HMUT): mantido pela Governo do Estado de São Paulo através da organização social São Camilo, em acordo com o município de Taubaté. Conta com cerca de 200 leitos, onde são realizados procedimentos de baixa e média complexidade. Hospital Regional do Vale do Paraíba (HRVP): mantido também pelo Governo do Estado de São Paulo, é a maior referência para atendimento de alta complexidade da região e principal porta de urgência e emergência, com cerca de 250 leitos, pronto atendimento completamente equipado, plantão 24h de serviços de cardiologia e neurocirurgia Pronto Socorro Municipal: integrado ao HRVP, é porta de entrada para urgência e emergência no sistema de saúde de Taubaté e local onde atuam estudantes da faculdade de medicina através de ligas e programação do internato. Ambulatório Médicos de Especialidades (AME): implementado até agosto de 2014. Centro de Reabilitação Lucy Montoro: atende pessoas como doenças físicas ou incapacitantes, a ser implementado no antigo Departamento de Fisioterapia da UNITAU (atrás do campus da FMT) até abril de 2014.http://www.ovale.com.br/regiao/junior-anuncia-acordo-para-a-instalac-o-do-ame-unidade-comeca-a-funcionar-em-8-meses-1.476117

Além disso, são realizados estágios durante o internato, no Instituto de Infectologia Emilio Ribas em São Paulo (administrado pela FMUSP) e no Hospital Municipal de São José dos Campos (administrado pela UNIFESP). Ambos os hospitais de ensino do Complexo Regional são centros de referência na saúde da região, atendendo quase que exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de 59 cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

A biblioteca do campus possui um acervo com cerca de 25.000 exemplares de livros e periódicos, o que facilita o acesso dos alunos ao material necessário para estudo em todas as áreas médicas. A estimativa é de que, desde sua fundação, a faculdade tenha formado mais de 3.000 profissionais. O campus da faculdade apresenta 12 laboratórios (incluindo um dos maiores Laboratórios de Anatomia do Brasil e um núcleo de Biologia Molecular, com um laboratório de ponta e especialização na área).

Por pertencer a uma universidade de caráter municipal e filantrópica, a faculdade possui diversos programas de bolsas de estudos que variam de 20% até 100% de desconto nas mensalidades. A Unitau disponibiliza cerca de 1,8 milhões de reais por ano para bolsas Simube (além de outros programas de bolsas e descontos oferecidos pela universidade). Por essa mesma razão, a FMT possui uma das menores mensalidades dentre as faculdades de medicina do estado de São Paulo.

A Faculdade ainda disponibiliza bolsas de iniciação científica e monitoria da própria universidade (PIC, PIBIC), do CNPq (governo federal) e FAPESP (governo de São Paulo).

A partir de 27 de abril de 2012 a faculdade entrou para o programa do FIES, programa do Ministério da Educação destinado a financiar estudantes de cursos de graduação.name="ReferenceA">http://www.unitau.br/universidade/departamentos/medicina/ex-alunos/veja-a-sua-faculdade

Utilizado em outras grandes faculdades como a UNICAMP, Santa Casa e PUC-RS, a metodologia de módulos, implantada em 2007 na Faculdade de Medicina, segue três eixos básicos: Teórico-Demonstrativo, Prático-Construtivista e Humanístico.

O Eixo Teórico-Demonstrativo agrega todas as disciplinas de antigamente, mas agora compactadas e integrando-as em módulos (por exemplo: um dos módulos do 1º ano reúne as disciplinas de Bioquímica, Citologia, Genética e foi chamado de Bases Moleculares, outro reúne Anatomia, Histologia e Embriologia e foi chamado de Bases Morfológicas). Desta forma, foi possível organizar os assuntos de forma que os alunos estudassem apenas uma vez, de forma integrada. Discussões de casos foram estabelecidas para uma visão clinica do dia-a-dia do médico generalista.

O Eixo Prático-Construtivista visa proporcionar vivência prática ao estudante de medicina, desde o inicio do curso, em todos os níveis de atenção à saúde (Unidades de Saúde da Família, PAMO – Posto Médico Odontológico, Ambulatórios, Pronto Socorro e Hospitais). No 1o e 2o ano, dá-se maior ênfase à atenção primária, de prevenção. Já no 3o e 4o ano, há um contato maior com a prática médica hospitalar, no chamado "pré-internato", onde há contato com as áreas básicas e principais especialidades. Isto prepara os alunos para enfrentarem o internato (5o e 6o ano) com uma base maior e vivência clínica diferenciada, não vista na maioria das outras instituições, onde os alunos chegam ao internato apenas com base teórica e pouca sedimentação da matéria.

Pesquisas em diversas universidades respeitadas internacionalmente, como Pittsburgh e Oxford, indicaram que a atividade vivenciada além dos livros aumenta o interesse e o aprendizado do aluno em até 80%, o que justifica a alteraçõ curricular.

E, por fim, o Eixo Humanístico trabalha “o lidar com o outro”, a relação médico paciente e suas implicações, a ética de médico para médico, de médico para paciente e de médico para sociedade.

Docentes Ilustres (em atividade) Manlio Basilio Speranzini - Professor Titular de Clinica Cirúrgica da FMT e preceptor da residência de Cirurgia Geral do Hospital Universitário de Taubaté. É Chefe do Departamento de Cirurgia Geral da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e Livre-Docente pela FMUSP. Gregório Lorenzo Acácio - Membro da equipe de Medicina Fetal do Hospital Israelita Albert Einstein até 2009 e Professor Doutor de Obstetricia e Ginecologia da FMT. Primeiro médico do mundo a realizar uma cirurgia de gastrosquise dentro do útero materno. Carlos Alberto Capellanes - Professor das disciplinas de Semiologia e Gastroenterologia da FMT. Membro do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Presidente Nacional da SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva. Deomir Germano Bassi - Chefe da Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário de Taubaté e Professor Titular de Cirurgia do Aparelho Digestivo. Pós-Doutor em Harvard(EUA) e Pesquisador da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Irimar de Paula Posso - Professor Titular de Anestesiologia da FMT e Professor Assistente da FMUSP. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Médico do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Nelson Franco Filho - Professor Titular de Ortopedia e Traumatologia e preceptor da Residência Médica de Ortopedia do HUT. Presidente do grupo de quadril da SBOT por 8 anos e é considerado pelos próprios ortopedistas um dos 10 melhores ortopedistas do Brasil (de acordo com o jornal da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia). Samuel Henrique Mandelbaum - Professor Titular de Dermatologia e Chefe do Serviço de Dermatololgia do HUT. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - SP. Preside diversos congressos de dermatologia e cirurgia dermatológica no Brasil e no exterior. José Carlos Esteves Veiga - chefe de Clínica, professor do Departamento de Neurocirurgia da Santa Casa-SP e professor de Neurocirurgia da FMT. Pós Graduado pela Universidade de Berlim, foi Presidente do Departamento de Neurocirurgia da Associação Paulista de Medicina. Lin Chen Hau - Pós-graduado em Acupuntura pelo College of Traditional Chinese Medicine em 1988, é Presidente da Sociedade Brasileira de Acupuntura do Estado de São Paulo. Especializou-se em Acupuntura em Taipei - Taiwan no V. G. Hospital e em Shangai - China, Seamens's Hospital. Considerado uma das maiores autoridades em medicina chinesa no país. É professor Assistente de Ginecologia e Orientador da Liga de Acupuntura da FMT. Dorina Barbieri - Chefe da Unidade de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas (FMUSP). Foi pioneira em gastroenterologia pediátrica no Brasil. Fundou duas associações: a Brasileira de Mulheres Médicas e a Paulista de Gastroenterologia Pediátrica. É professora assistente de gastroenterologia pediátrica da FMT e da pós-graduação do Departamento de Gastroenterologia da USP. Walnei Fernandes Barbosa - Professor Pesquisador Assistente Doutor de Gastroenterologia da FMUSP e FMT. Tania Cristina de Oliveira - Professora Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) em Saúde Coletiva, Colaboradora da UNICAMP e Professora Assiste de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina de Taubaté. Sonia Maria Monegatti Mattei - Professora Assistente I de Infectologia da Faculdade de Medicina de Taubaté. Foi presidente do COREME (Conselho de Residência Médica) do Instituto de Infectologia Emilio Ribas por 10 anos, o mais conceituado na área em todo o país.