thumb|240px|O crescimento da produção de alimentos tem sido maior que o crescimento populacional. O eixo y é o porcento de produção per capita. Fonte: Food and Agriculture Organization.

Insegurança alimentar é a falta de disponibilidade e o acesso das pessoas aos alimentos. Uma casa é considerada como tendo segurança alimentar quando seus ocupantes não vivem com fome ou sob o medo de inanição. De acordo com o World Resources Institute, a produção de alimentos per capita tem aumentado substancialmente nas ultimas décadas.Agriculture and Food — Agricultural Production Indices: Food production per capita index , World Resources Institute Em 2006, MSNBC reportou que globalmente o número de corrente pessoas obesas passou o número das desnutridas, onde mais de 1 bilhão de pessoas estão acima do peso normal, e um estimado de 800 milhões estão desnutridas.Nearly 1 in 5 Chinese overweight or obese, MSNBC, August 18, 2006 De acordo com um artigo de 2004 da BBC, China está sofrendo de obesidade endêmica.Chinese concern at obesity surge, BBC, October 12, 2004

Definição Duas definições comuns de segurança alimentar vem da FAO e da USDA:

Segurança alimentar existe quando todas as pessoas, todo tempo, tem acesso físico e econômico para alimentação nutritiva, saudável e em quantidade suficiente para atender suas necessidades e preferências para uma vida ativa e saudável. (FAO) Nathan Yuri Segurança alimentar para uma casa significa acesso por todos os membros, todo o tempo, a alimentos suficiente para uma vida ativa e saudável. Segurança alimentar inclui no minimo (1) a pronta avaliabilidade de alimentos seguros e nutricionalmente adequados, e (2) habilidade assegurada de adquirir alimentos de uma maneira socialmente adequada (isto é, sem recorrer para suprimentos de emergência, lixo, roubo ou outras estratégias). (USDA)

As escalas de insegurança alimentar vão de situações de alimentação segura para fome em larga escala. Tanto carestia como fome estão enraizadas na insegurança alimentar. Insegurança alimentar pode ser categorizado como crônica ou transitória. Insegurança alimentar crônica se traduz em uma grande vulnerabilidade para fome. Assegurar acesso para segurança alimentar pressupõe a eliminação dessa vulnerabilidade. Fome crônica não é crise humanitária. É similar a desnutrição e relacionada com pobreza, existindo principalmente em países pobres.Melaku Ayalew – What is Food Security and Famine and Hunger?

Situação Mundialmente em torno de 852 milhões de pessoas estão em fome crônica devido pobreza extrema, enquanto até 2 bilhões de pessoas possuem segurança alimentar intermitente devido vários níveis de pobreza. Em meados de 2007, o aumento de plantações para uso em biocombustíveis, os preços do petróleo em mais de US$100 o barril,The global grain bubble crescimento da população,Food crisis will take hold before climate change, warns chief scientist mudança climática,Global food crisis looms as climate change and fuel shortages bite perda de terras agrícolas para desenvolvimentos residenciais e industriais,Experts: Global Food Shortages Could ‘Continue for Decades'Has Urbanization Caused a Loss to Agricultural Land? e o crescimento da demanda na China e na Índia,The World's Growing Food-Price Crisis tem aumentado o preço dos grãos.The cost of food: Facts and figures Tumultos por alimentos tem surgido em vários países pelo mundo.Riots and hunger feared as demand for grain sends food costs soaringAlready we have riots, hoarding, panic: the sign of things to come?Feed the world? We are fighting a losing battle, UN admits

Está cada vez mais difícil manter a segurança alimentar em um mundo marcado pela confluência do fenômeno do "pico", propriamente, pico do petróleo e principalmente em áreas urbanas até Novembro de 2007. Qualquer perturbação nos suprimentos das fazendas pode precipitar uma crise alimentícia urbana em um período relativamente pequeno de tempo.Mathew Maavak – WE ARE IN A BAD FIX

Características Ditaduras e Cleptocracias

Assim como o economista, e ganhador do prêmio Nobel, Amartya Sen observou, "não existe essa coisa de problema de alimentos apolítico". Enquanto secas e outros eventos naturais podem iniciar eventos de carestia, é a ação do governo ou falta de ação que determina sua severidade, e se ou não ocorrerá uma crise humanitária. O século XX está repleto de exemplos de governos afetando a segurança alimentar de suas próprias nações, às vezes intencionalmente.

Quando governos assumem o poder pela força ou por eleições fraudulentas, sua base de suporta é geralmente pequena, construída com patronagem e cronismo. Nestas condições "a distribuição de alimentos no país é um problema político. Governos na maioria dos países priorizam áreas urbanas, já que as mais influencias e poderosas famílias e companhias usualmente estão localizadas. O governo as vezes negligencia fazendeiros de subsistência e áreas rurais no geral. Quanto mais remota e subdesenvolvida a área for, menores as chances de que o governo irá efetivamente atender suas necessidades. Muitas políticas agrárias, especialmente os preços da commodities agrícolas, discriminam contra áreas rurais. Governos as vezes mantém os preços em níveis tão artificialmente baixos que os produtores de subsistência não conseguem acumular capital para fazer investimentos para melhorar suas produções. Então, eles são efetivamente impedidos de saírem de sua situação precária".Fred Cuny – Famine, Conflict, and Response: a Basic Guide; Kumarian Press, 1999.

Ditadores e senhores da guerra também usam alimentos como arma política, gratificando seus apoiadores enquanto nega suprimentos de alimentos para áreas que se opõem ao seu comando. Nestas condições, alimentos se tornam uma moeda em que se compra suporte e carestias se tornam uma arma para ser utilizada contra a oposição.

Governos com fortes tendencias para corrupção podem afetas a segurança alimentar mesmo quando as colheitas são boas. Quanto governos monopolizam o comércio, fazendeiros talvez acham que eles são livres para praticar cultivo comercial para exportação, mas pela lei são apenas permitidos venderem suas colheitas para compradores do governo por preços bem abaixo do mercado mundial. O governo então vende suas colheitas pelo seu preço máximo, embolsando a diferença. Isto cria uma situação de pobreza que mesmo o mais trabalhador e motivado dos fazendeiros não podem escapar.

Quando o estado de direito é ausente, ou a propriedade privada não existe, fazendeiros possuem poucos incentivos para melhorar sua produtividade. Se uma fazenda se torna noticiavelmente mais produtiva que suas vizinhas, ela pode se tornar vitima de indivíduos bem conectados com o governo. Em vez de arriscar chamar atenção e perder suas terras, fazendeiros se contentam com a ilusão de segurança da mediocridade.

Como apontado por William Bernstein em seu livro The Birth of Plenty: "Indivíduos sem propriedade são suscetíveis à fome, e é muito mais fácil dobrar os amedrontados e famintos para vontade do estado. Se uma propriedade pode ser arbitrariamente ameaçada pelo estado, este poder será invariavelmente aplicado para intimidar pessoas com opiniões politicas e religiosas divergentes".

Deficiências nutricionais crônicas thumb|right|Crianças e uma enfermeira em um orfanato Nigeriano em meados de 1960 com sintomas de baixo consumo calórico e protéico. Muitos países passam por problemas de distribuição e falta de alimentos perpétuos. Estes resultam em fome crônica e geralmente generalizada entre uma quantidade significante de pessoas. Populações humanas respondem contra a desnutrição e fome reduzindo o tamanho de seus corpos, conhecida em termos médicos como marasmo. Este processo começa no útero se a mãe for desnutrida e continua por aproximadamente até o terceiro ano de vida. Ela leva para maior mortalidade infantil, mas em taxas muito menores que durante crises humanitárias. Uma vez que o marasmo tenha ocorrido, melhorias nutricionais futuras não revertem os danos. O próprio marasmo é visto como um mecanismo de adaptação, projetado para tornar o tamanho do corpo compatível com o conteúdo calórico disponível no local que a criança vive. Limitar o tamanho do corpo como uma maneira de adaptar aos baixos níveis energéticos, afeta a saúde de três maneiras:

Falha prematura de órgãos vitais ocorre quando adulto. Por exemplo, um indivíduo de 50 anos pode morrer de falha cardíaca devido seu coração ter sofrido danos estruturais durante os primeiros estágios de desenvolvimento. Indivíduos com marasmo sofrem taxas muito mais altas de doenças. Má nutrição severa nos primeiros anos de desenvolvimento geralmente leva à problemas de desenvolvimento cognitivo.

Segundo o economista Robert Fogel: "A analise ... aponta para uma natureza ilusória do conceito de subsistência como Malthus originalmente utilizou e ainda é vastamente utilizada atualmente. Subsistência não está localizada a beira de um penhasco nutricional, onde está um desastre demográfico. Em vez de um único nível de subsistência, existem numerosos níveis em que a população e o suprimento de alimentos podem estar em equilíbrio no senso que eles podem ser sustentados indefinidamente. Porém, alguns níveis terão um número menor de pessoas e maior mortalidade normal que outros."Robert Fogel, The Escape from Hunger and Premature Death: 1700-2100; Cambridge University Press, 2004.

Crise global da água thumb|right|Silos Australianos O pico da água, que já está causando na alta importação de grãos em numerosos países pequenos, talvez logo comece afetar países maiores como China e Índia. Os lençóis freáticos estão em declínio em vários países (incluindo o norte da China, os EUA e Índia) devido ao excesso de água bombeada. Outros países afetados incluem Paquistão, Afeganistão e Irã. Isto eventualmente irá causar queda nas colheitas e escassez de água. Até mesmo sobrecarregando seus aquíferos, China está desenvolvendo um déficit de grãos. Quando isto ocorrer, invariavelmente os preços dos grãos irá subir. A maioria de 3 bilhões de pessoas previstos para nascer no mundo pelo meio do século XXI, nascerá em países já com problemas de suprimento de água. Depois de China e Índia, existe um grupo secundários de países menores com grandes déficit de água - Afeganistão, Argélia, Egito, Irã, México e Paquistão. Quatro destes já importam grande quantidades de seus grãos. Apenas Paquistão continua auto-suficiente. Mas com uma população expandindo em 4 milhões por ano, logo ele também será obrigado importar seus grãos.The Food Bubble Economy

Degradação da terra

Agricultura intensiva às vezes leva para um círculo vicioso de exaustão da fertilidade do solo e declínio da produção. Aproximadamente 40% das terras disponíveis para plantio está seriamente degradada.Global food crisis looms as climate change and population growth strip fertile land Na Africa, se as tendencias atuais de degradação continuarem, o continente será capaz de alimentar apenas 25% de sua população em 2025, de acordo com a Universidade das Nações Unidas em Gana.Africa may be able to feed only 25% of its population by 2025

Mudanças climáticas