Dark Lady é o décimo primeiro álbum de estúdio da artista americana Cher, lançado em Maio 1974 pela MCA, sendo o terceiro a ser lançado pela gravadora. Durante o mesmo ano ela se divorciou do seu primeiro marido Sonny Bono,dissolvendo o dupla Sonny & Cher e terminando o programa que apresentavam juntos, The Sonny & Cher Comedy Hour, por um breve período.

Após o sucesso de Half-Breed, a gravadora escolheu que Cher novamente trabalhasse com Snuff Garrett como produtor do disco, tendo Al Capps como arranjador. O álbum seguiu a sonoridade do álbum anterior, apostando, entre outras coisas, em baladas narrativas, incluindo a faixa-título "Dark Lady", na qual Cher interpreta uma personagem associada à figura da cigana. Em 1993, o álbum foi lançado no formato compact disc (CD), junto com o álbum Half-Breed.

A recepção crítica contemporânea ao álbum foi positiva, com publicações destacando a versatilidade vocal de Cher, a força da faixa-título e a qualidade da produção, enquanto avaliações retrospectivas, apontaram o disco como mais animado em comparação a trabalhos anteriores. Em termos comerciais, o álbum atingiu a posição 69 na Billboard 200 e ao número 33 na parada canadense.

Bastidores e gravação O álbum foi produzido por Snuff Garrett, arranjado por Al Capps e teve como engenheiro de gravação Lenny Roberts. Garrett, havia trabalhado com a cantora em projetos anteriores, como o álbum Half Breed, de 1973. As gravações do álbum ocorreram enquanto Cher conciliava a carreira musical com a televisiva, incluindo o programa The Sonny & Cher Comedy Hour. Nesse mesmo ano, a cantora se divorciou de seu primeiro marido, Sonny Bono, dissolvendo a dupla Sonny & Cher, e encerrando, por um período, seus vínculos profissionais na música e na televisão. Sobre as gravações do fonograma, a artista revelou:

Canções e lançamento O repertório do álbum reúne composições de diferentes autores, como Alan O'Day e John Durrill. Mantendo a abordagem dos trabalhos anteriores produzidos por Snuff Garrett, o disco adota, entre outras coisas, a estrutura de baladas narrativas, incluindo a faixa-título "Dark Lady", na qual Cher interpreta uma personagem associada à figura da cigana.

Três canções do álbum foram escritas por Johnny Durrill, e a faixa final, "Apples Don't Fall Far from the Tree", foi escrita por Bob Stone, responsável também por um dos primeiros sucessos de Cher na década de 1970, "Gypsys, Tramps & Thieves". O álbum inclui ainda duas regravações: o tema de O Grande Gatsby (1974), "What'll I Do", e o sucesso de 1965 de Fontella Bass, "Rescue Me". Cher também presta uma homenagem a Bette Midler na faixa retrô "Miss Subway of 1952".

A gravadora MCA lançou o álbum com a letra "E" acentuada em "Chér" na capa; os álbuns de estúdio seguintes, lançados pela Warner Bros., eliminaram completamente o acento. Em agosto de 1993, o álbum original foi combinado com Half-Breed e relançado no formato compact disc na série 2 Classic Albums On One CD, em um único CD intitulado Half Breed/Dark Lady, incluindo todas as faixas dos dois discos originais. Um CD contendo apenas o álbum Dark Lady em sua forma original ainda não foi lançado.

Singles "Dark Lady" foi lançada como primeiro single do álbum em dezembro de 1973, sendo descrita como uma "balada folk sombriamente cômica". A composição é de Johnny Durrill, tecladista do grupo The Ventures. Em entrevista, Durril relembrou que passou uma semana no escritório de Snuff Garrett (produtor do álbum) tocando músicas para ele, uma das quais sendo "Dark Lady". Mais tarde, enquanto estava em turnê no Japão com os Ventures, começou a escrever uma música que considerou interessante e enviou a letra inacabada por telegrama a Garrett, que lhe disse para "garantir que a vadia o matasse", referindo-se aos personagens do amante e da cartomante da letra da música, que acabam mortos. Comercialmente, a canção alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos e na Suécia, além de número dois no Canadá, 4 na África do Sul, 10 na Noruega, 15 na Holanda, e 17 na Austrália. Existem duas versões do vídeo: a primeira é uma apresentação ao vivo exibida na terceira temporada do The Sonny & Cher Comedy Hour em 1973, na qual Cher aparece vestida inteiramente de preto, com um véu. A segunda é um vídeo animado produzido pelo estúdio de John David Wilson, Fine Arts Films, que acompanha toda a história da canção.

"Train of Thought" foi o segundo single, lançado em maio de 1974. O AllMusic a descreveu como um "rock cru e acelerado", enquanto o jornal The Guardian a incluiu na décima nona posição da lista de "grandes" canções da Cher, pontuando que se trata de "uma joia atípica" da discografia da cantora do início dos anos 1970, que mescla "blues, rock, soul e pop" e evidencia que a voz da artista "era mais adaptável em termos estilísticos do que seus detratores acreditavam". Nas paradas musicais, alcançou a posição 27 na Billboard Hot 100, e número 9 na parada Adult Contemporary. dos Estados Unidos. Internacionalmente, atingiu a posição 84 na Austrália.

"I Saw a Man and He Danced with His Wife" é o terceiro single, foi descrito pela Billboard como "quase uma canção do tipo supper club", "muito mais próxima de uma balada do que seus trabalhos recentes", e opinou que a música deveria apresentar um bom desempenho nas paradas. A faixa atingiu a posição 42 na Billboard Hot 100 e o número 3 na parada Adult Contemporary.

"Rescue Me" é o quarto e último single de Dark Lady. Trata-se de uma versão cover de uma canção de rhythm and blues gravada pela primeira vez e lançada como single pela cantora e compositora americana de soul Fontella Bass, em 1965. A música se tornaria o maior sucesso da carreira de Bass, alcançando o primeiro lugar nas paradas de R&B por quatro semanas e chegando à posição 4 na Billboard Hot 100. O AllMusic escreveu que a versão de Cher foi uma "boa" escolha de regravação e observou que é sempre agradável ouvir sua voz em clássicos. A canção alcançou a posição 84 da revista americana Cashbox e número 82 no Canadá.

Recepção crítica

A Cash Box observou que o álbum é "destacado pela faixa-título que vendeu um milhão de cópias", descrevendo Cher como "a rainha sensual do rock" e afirmando que "nenhuma canção é um desafio grande demais para ela", concluindo: "Se você gosta de boa música e de canto, adquira este LP imediatamente". A Billboard escreveu que o álbum "pode finalmente ser o LP que estabelecerá Cher como uma grande artista de álbuns", destacando que "ela tem um estilo distintivo que a identifica imediatamente" e enfatizando que o trabalho "expõe o quão versátil esta artista é", com "produção soberba" e amplo apelo entre o público. A Record World afirmou que o álbum "inevitavelmente será um grande sucesso", acrescentando que "as capacidades vocais de Cher são soberbas, e este álbum é prova disso".

Em uma análise retrospectiva, Peter Fawthrop, do AllMusic, comparou o álbum ao anterior (Half-Breed), dizendo que é "mais animado". Ele também afirmou que "ela era mais íntegra e orgânica no início dos anos 1970" e, sobre as regravações, comentou que "é sempre divertido ouvir as interpretações de Cher dos clássicos".

Desempenho comercial Dark Lady estreou na Billboard 200 dos Estados Unidos na posição 191 no início de junho de 1974. Sua posição mais alta foi o número 69. O álbum estreou na posição 98 na Canadian Albums Chart no final de junho, alcançando posteriormente sua melhor colocação, o número 33, em julho.

Lista de faixas Créditos adaptados do LP Dark Lady, de 1974.

Ficha técnica Créditos adaptados do LP Dark Lady, de 1974.

Produzido por Snuff Garrett para o Garret Music Enterprises Arranjado por Al Capps Foto da capa: Richard Avedon Vestido: Calvin Klein

Tabelas Tabelas semanais +Performance semanal de Dark LadyChart (1974)PeakpositionAustrália (Kent Music Report)86Canadá (RPM)33EUA (Billboard 200)69EUA (Cashbox Top Pop Albums)39EUA (Record World Top 100 LP's)51

Categoria:Álbuns de Cher Categoria:Álbuns de 1974 Categoria:Álbuns em língua inglesa