A Copa Rio de Profissionais de 2009 foi a 14ª edição da Copa Rio. Nesta edição, que seguiu o padrão das duas últimas, o torneio foi disputado pelos clubes considerados "pequenos" do Estado do Rio de Janeiro, realizado com o propósito de movimentar as equipes após a disputa do Campeonato Carioca de 2009, além de oferecer ao campeão uma vaga na Copa do Brasil de 2010 e ao vice-campeão uma vaga na Série D de 2010.

O torneio foi organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e divido em 4 fases; além de ter tido jogos, em sua grande maioria, às quartas e aos sábados às 15h. A final foi disputada por Madureira e Tigres do Brasil, sagrando-se campeão o segundo time, de Xerém. Equipes envolvidas Equipes desistentes Antes de a competição começar, algumas equipes desistiram de participar, mesmo tendo direito à vaga por suas classificações nas Séries B e C do Carioca de 2008. Com isso, vagas foram abertas até que algum clube que se tivesse posicionado mais abaixo na classificação de 08 preenchesse a vaga (casos de CFZ, Fênix e Sendas). Além disso, a FFERJ diminuiu o número de participantes de 18 para 17, pois, com as inúmeras desistências dos times da Série B e a do Sampaio Corrêa, convidado mesmo sendo da Série C, não havia mais tempo para fechar o calendário.

Por fim, mais um problema. Apesar de o regulamento falar que equipes classificadas para a Copa do Brasil ou para as Série B ou C de 2009, casos de Americano e Duque de Caxias respectivamente, não pudessem disputar a Copa Rio, o clube campista entrou na competição. Isso ocorreu porque o Mesquita, que fora o antepenúltimo da 1ª Divisão de 2008 e poderia preencher a vaga faltosa de um time da Série A, desistiu e a FFERJ não aceitou o pedido de entrada do América, rebaixado no ano anterior. Assim, o time de Campos aceitou participar do torneio.

Segue a lista de desistentes:

Angra dos Reis Goytacaz Mesquita Nova Iguaçu (campeão de 2008) Olaria

Paraíba do Sul Portuguesa Sampaio Corrêa São João da Barra Teresópolis

Equipes participantes Ao contrário de 2007, quando foram 24 as equipes representantes, a FFERJ optou por reduzir o tamanho da competição para 18 participantes, sendo oito da Série A de 2008, seis da Série B e quatro da Série C. Depois das citadas desistências, fechou em 17 representantes.

Participam da primeira fase as 3 melhores equipes classificadas na 2ª Divisão do Campeonato Carioca de 2008, a partir da 2ª colocação e que estejam devidamente regularizadas junto à FFERJ, e as 3 melhores equipes classificadas na 3ª Divisão do Campeonato Carioca de 2008, a partir da 2ª colocação e que também estejam devidamente regularizadas.

Aperibeense (Aperibé) Campo Grande (Rio de Janeiro) Castelo Branco (Rio de Janeiro)

CFZ (Rio de Janeiro) Fênix (Barra Mansa) Sendas (São João de Meriti)

Entram já na segunda fase as 9 melhores equipes da 1ª Divisão do Campeonato Carioca de 2008 (à exceção do , que disputará a Série B do Campeonato Brasileiro); as 2 primeiras da 2ª Divisão do Campeonato Carioca de 2008; e a campeã da 3ª Divisão do Campeonato Carioca de 2008.

(Campos) (Rio de Janeiro) (Saquarema) (Cabo Frio) (Nova Friburgo) (Macaé)

(Rio de Janeiro) Quissamã (Quissamã) (Resende) (Duque de Caxias) (Volta Redonda) Resumo (o idealizado) Como se pode perceber no artigo segundo do regulamento, a ideia da FFERJ era que entrassem na segunda fase os campeões das Séries B e C de 2008, ou seja, Bangu, Tigres, Quissamã e Campo Grande; além dois oito times da Série A de 2008. Com as desistências supra-citadas, o Campo Grande acabou voltando para disputar a primeira fase que, ao invés de classificar três, passou a classificar quatro, deixando um dos grupos da segunda fase com dois times provindos da primeira.

O ideal, porém, diante do regulamento era que tivéssemos a seguinte configuração na segunda fase: Bangu, Boavista, Cabofriense, Campo Grande, Friburguense, Macaé, Madureira, Mesquita, Quissamã, Resende, Tigres do Brasil e Volta Redonda, mais os três classificados.

Já na primeira fase, o ideal era termos não três, mas quatro representantes da Série B de 2008: Aperibeense, Olaria, Goytacaz e CFZ. E, por fim, não três, mas dois representantes da Série C (lembrando que o Campo Grande já estaria lá na segunda fase): Castelo Branco e São João da Barra.

No final - e no total -, portanto, três clubes que deveriam originalmente estar de fora entraram: Americano, Fênix e Sendas; enquanto que outros quatro que deveriam participar originalmente não o puderam fazer, alegando problemas financeiros: Goytacaz, Mesquita, Olaria e São João da Barra.

Fórmula de disputa

Os seis times que disputam a primeira fase enfrentam-se em jogos de ida e volta, classificando-se as 4 melhores colocadas para a segunda fase.

Na segunda fase, os 4 classificados pela primeira fase juntam-se aos outros 11 times, divindo-se em três grupos de cinco equipes cada. Novamente, os clubes enfrentam-se em ida e volta, classificando-se à terceira fase os 2 melhores colocados de cada grupo, além dos 2 melhores terceiros colocados por índice técnico.

Na terceira fase, as 8 equipes são dividas em dois grupos com quatro equipes cada. Uma vez mais elas se enfrentam em esquema de ida e volta, chegando à grande final o campeão de cada chave.

A quarta fase resume-se a duas partidas, consideradas finais, com ida e volta, sendo o mandante do jogo da volta o time que tiver obtido o melhor índice técnico na soma de todas as fases anteriores.

Mando de campo Ao contrário do que ocorrera durante o Campeonato Carioca, a FFERJ liberou a maioria dos estádios, desde que atendessem ao básico do Estatudo do Torcedor, ou os jogos não tivessem público. Algumas equipes, porém, mandaram todas as suas partidas em outros estádios. Foram elas:

Boavista - Caio Martins (Niterói) Campo Grande - Caio Martins (Niterói) Castelo Branco - Edson Passos (Mesquita) Macaé - Arena Guanabara (Araruama)Houve também casos específicos:

Cabofriense (na primeira rodada da segunda fase) - Eucy Resende (Saquarema) Fênix - Centro Real (Porto Real) (turno da 1ª fase); Estádio do Trabalhador (Resende) (returno da 2ª fase) e Estádio da Cidadania (Volta Redonda)'' (returno da 2ª fase).

Primeira fase (Grupo A) A primeira fase foi realizada entre 21 de março e 22 de abril. Esta fase foi marcada pelas goleadas tomadas pelo Campo Grande, que perdeu todas as partidas que disputou (inclusive, a maior goleada da competição ocorreu no último confronto da primeira fase: Aperibeense 10 x 2 Campo Grande), além do fato de ter havido gols em todos os confrontos. O Castelo Branco, por sua vez, perdeu 6 pontos no TJD/RJ, mas, mesmo que os obtivesse de volta, estaria eliminado. Assim, o campeonato pôde prosseguir sem precisar de uma pausa para um novo julgamento. Outro detalhe da primeira fase foram os 100% de aproveitamento do CFZ como mandante, que se classificou graças a este belíssimo desempenho, já que perdeu todos os confrontos diretos como visitante (só venceu, obviamente, o Campo Grande). Classificados para a segunda fase

ClassificaçãoTime1Sendas19106132316+72CFZ18106042921+83Fênix17105232419+54Aperibeense16105142714+135Castelo Branco10104422817+116Campo Grande01000101256-44

Resultados<font color="B8860B">APECAMCASCFZFÊNSENAperibeense-10 - 22 - 02 - 16 - 21 - 2Campo Grande0 - 3-0 - 72 - 61 - 52 - 3Castelo Branco2 - 25 - 2-4 - 21 - 12 - 0CFZ1 - 06 - 24 - 3-4 - 13 - 2Fênix2 - 05 - 12 - 22 - 1-1 - 2Sendas2 - 16 - 02 - 23 - 11 - 3-

i. Punido com a perda de 6 pontos por irregularidade.

Segunda fase A segunda fase foi realizada entre os dias 25 de abril e 30 de maio. Sua primeira rodada ficou marcada pelos primeiros jogos sem gols na competição: os confrontos Macaé x Tigres do Brasil e Resende x Fênix terminaram empatados por 0 a 0. Por sua vez, o Grupo C ficou marcado pelas confusões de tabela envolvendo o Americano, o que levou a um atraso no calendário da competição. A maior goleada foi Cabofriense 5 a 1 no Bangu, ocorrida na terceira rodada.

Classificados para a terceira fase

Grupo B Foi composto por Macaé, Tigres, Madureira, Friburguense e o segundo colocado na primeira fase, o CFZ.

A primeira troca de técnicos no grupo e a segunda na competição ocorre após o primeiro tuno: Mário Marques, com apenas quatro pontos conquistados dos doze disputados, sai do Macaé para o time de juniores do Fluminense. O seu substituto é justamente Toninho Andrade, que saíra do Americano dias antes. O Tigres classificou-se com uma rodada de antecedência, ao derrotar o CFZ em casa por 1 x 0.

O grupo caracterizou-se por ser o mais disputado dentre os três, pois até a penúltima rodada todos ainda podiam se classificar ou ser eliminados, como primeiro, segundo ou terceiro colocados; e mesmo na última rodada, Macaé, Madureira e Friburguense não tinham nada garantido. Ao término, pesou o espetacular aproveitamento do Madureira em casa - 4 vitórias e apenas 1 gol sofrido.

ClassificaçãoTime1148422148+62148422119+2313841386+2488224812-45CFZ78215713-6

Resultados<font color="B8860B">CFZFRIMACMADTIGCFZ-2 - 32 - 12 - 10 - 4Friburguense0 - 0-2 - 11 - 10 - 1Macaé2 - 11 - 0-2 - 10 - 0Madureira2 - 13 - 01 - 0-3 - 0Tigres1 - 03 - 20 - 22 - 2-

Grupo C Foi composto por Americano, Boavista, Quissamã, Resende e o terceiro colocado na primeira fase, o Fênix.

Já na segunda rodada, surge uma polêmica. Prevendo que nenhuma equipa pequena fosse se classificar às finais do Campeonato Carioca nem chegar às oitavas-de-final, no mínimo, da Copa do Brasil, a FFERJ apertou o calendário e marcou jogos para quartas e sábados sucessivos, sem intervalos. Com isso, jogos não poderiam ser remanejados para datas futuras. Ocorreu que o Americano, após ter eliminado o Botafogo na segunda fase, iria enfrentar a Ponte Preta no dia 29 de abril pela Copa do Brasil, às 19h30 em Campos, e tinha compromisso marcado contra o Fênix, em Barra Mansa, para o mesmo dia às 15h. Como resolução, a FFERJ adiou a partida para o dia seguinte, 30 de abril, às 15h30, o que gerou protestos da comissão técnica campista.

Por conseguinte, a partida entre Boavista e Fênix, originalmente marcada para 2 de maio foi remanejada para 3 de maio, de forma que todas as demais equipes do Grupo ficassem com no mínimo dois dias de intervalo entre as partidas, como é instituído nas competições nacionais. O Americano, por sua vez, teve de jogar 2 de maio, dessa vez com mais de 24 horas de diferença entre duas partidas, contra o Resende, pois o confronto de volta contra a Ponte Preta seria a 5 de maio, em Campinas.

Resumindo, o time campista teve confrontos 29/04 (Copa do Brasil, em Campos), 30/04 (Copa Rio, em Barra Mansa), 02/05 (Copa Rio, em Campos) e 05/05 (Copa do Brasil, no interior do estado de São Paulo), ou seja, quatro partidas em sete dias, tendo lançado mistos de reservas com juniores (pois o regulamento da competição determina um máximo de 4 juniores) nos dois confrontos da Copa Rio, tendo perdido as duas partidas; além de ter sido eliminado da competição nacional. Como consequência, o clube sofreu uma debandada, com a saída de destaques, como Éberson, Ernani e Kieza; além do técnico Toninho Andrade. Este iria para o Macaé algumas rodadas depois e foi substituído por Rafael Soriano, na primeira troca de treinadores dentro da competição.