Roger Caillois (Reims, 3 de março de 1913 — Paris, 21 de dezembro de 1978) foi um sociólogo, crítico literário e ensaísta francês.

Biografia Callois nasceu em Reims, mas se mudou para Paris ainda quando criança. Na infância leu milhares de livros, destacando-se As Índias Negras de Júlio Verne como influência germinal.Revista COLÓQUIO/Letras n.º 52 (Novembro de 1979). Roger Caillois e o seu duplo, pág. 23.Frequentou a Escola Normal Superior, dedicando-se desde cedo ao ensaio sobre temas sociológicos e literários. Diplomado em Gramática, num tom austero e polêmico, depois de fixar os termos da crítica literária, foi responsável por um regresso a um classicismo pautado pela razão e pelas regras, e combateu a falta de originalidade em poesia. Foi eleito para a Academia Francesa em 1971, na qual ocupou a cadeira 3.

Exílio na América Latina OLLÉ-LAPRUNE, Philippe. Cominus et eminus: Roger Caillois na Argentina. In: ______. (org.). Américas, um sonho de escritores. São Paulo: Estação Liberdade, 2022. p. 145-162. Em dezembro de 1938, em um jantar na casa de Jules Supervielle em Paris, Caillois conhece Victoria Ocampo, que o convida para visitar a Argentina.

No ano seguinte, em 11 de julho, Caillois chega à Argentina para ministrar uma série de palestras em Buenos Aires. Mas em 3 de setembro de 1939 começa a Segunda Guerra Mundial e ele não pode retornar para a Europa, permanecendo na Argentina com o auxílio de Victoria Ocampo.

Yvette Billod, a companheira de Caillois que permaneceu na França, dá à luz a sua filha em março de 1940. Com a ajuda de Victoria Ocampo, Yvette e Caillois se reúnem em Buenos Aires em março de 1941.

No exílio, Caillois atua como diretor da revista Les Lettres Françaises, publicando textos de autores franceses, como Henri Michaux. Com o apoio de Victoria Ocampo, a revista expande suas atividades e transforma-se em uma editora.

Com o final da guerra em 1945, Caillois retorna à França.

Premiações Em 1978, Caillois foi premiadoCAILLOIS, Roger. O jogo e os homens: a máscara e a vertigem. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2017. com:

Grand Prix Nacional de Letras Prêmio Europeu de Ensaio Charles-Veillon e Prêmio Marcel-Proust (ambos por sua obra Le Fleuve Alphée)

Obras principais

Le Mythe et l’Homme (1938), L’Homme et le Sacré (1939); Puissances du roman (1942), Le Rocher de Sysiphe (1945), Vocabulaire Esthétique (1947), Babel (1948), Les Impostures de la Poésie (1954), Poétique de Sant-John Perse (1954), Les Jeux et les Hommes (1957) Art Poétique (1958), Au Coeur du fantastique (1965), Cases d’un échiquier (1970), La Pieuvre, essai sur la logique de l’imaginaire (1973) Obliques (1975)

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