L’Express é uma revista de notícias semanal francesa, pertencente ao Grupo Express-Roularta.
História O primeiro número de L'Express foi lançado em 16 de maio de 1953, como suplemento semanal do jornal Les Échos. Foi criado por dois jornalistas de talentos complementares: Françoise Giroud, então diretora da revista Elle e Jean-Jacques Servan-Schreiber (JJSS), antigo editorialista do Monde.
L'Express se propunha a ser uma publicação generalista e de apoio a Pierre Mendès France e suas idéias reformistas. Por suas posições anticolonialistas, agradou o público jovem. Foi um dos únicos veículos da imprensa francesa a denunciar a tortura praticada pelo exército francês durante a Guerra da Argélia. Também por suas posições, a revista foi várias vezes censurada, durante a Quarta República
Graças ao prestígio do seu diretor, Jean-Jacques Servan-Schreiber (JJSS), L'Express atraiu ilustres colaboradores, como Albert Camus, Jean-Paul Sartre, André Malraux, François Mauriac e Françoise Sagan.
Em 1964, L'Express adotou o modelo de revista semanal de informação, semelhante a Der Spiegel e Time. Essa profunda mudança provocou a saída de um dos seus principais destaques, o jornalista Jean Daniel, que retorna ao France Observateur para transformá-lo em Le Nouvel Observateur.
A tiragem crescia a cada semana. L'Express era o grande sucesso da imprensa dos anos 1960. A partir de 1966, torna-se politicamente "neutra," embora Servan-Schreiber continuasse sendo considerado um editorialista político de centro-esquerda.
Uma crise importante ocorre em 1971, quando JJSS decide ingressar na vida político-partidária. Na ocasião, muitos jornalistas deixam a revista, acompanhando Claude Imbert, que irá fundar Le Point
Nessa época, L'Express torna-se novamente uma publicação engajada, agora contra o gaullismo, então encarnado pelo Presidente da República, Georges Pompidou. Em 1974, JJSS volta à revista.
Em 1977, Servan-Schreiber vende inesperadamente L'Express ao financista Jimmy Goldsmith. Jean-François Revel assume a direção de L'Express, tendo Olivier Todd como redator chefe. Ambos estiveram na origem da revelação de que Georges Marchais teria sido voluntário do Serviço do Trabalho Obrigatório (STO), instituído à época da ocupação alemã, o que provocou um escândalo, pouco antes das eleições presidenciais de 1981. Posteriormente, por uma cobertura considerada desfavorável ao presidente Valéry Giscard d'Estaing, Todd é despedido pelo proprietário, Goldsmith. Solidário, Jean-François Revel pede demissão. O jornal muda então sua orientação editorial, para se posicionar claramente à direita, no início dos anos 1980.
L'Express pertenceu sucessivamente aos grupos Alcatel, Dassault. Desde 2006, pertence ao grupo belga Roularta Media Group.
Antigos dirigentes Françoise Giroud, diretora de 1969 a 1975. Pierre Viansson-Ponté, redator chefe de 1953 a 1958 Jean Ferniot Claude Imbert, redator chefe de 1964 a 1971 Philippe Grumbach, diretor de 1975 a 1978 Jean-François Revel, diretor 1978 a 1981 Olivier Todd, redator chefe de 1978 a 1981 Yann de l'Écotais, diretor da redação de 1987 a 1994 Christine Ockrent 1994 a 1996 Denis Jeambar, diretor de 1996 até agosto d 2006
Colaboradores famosos François Mauriac Albert Camus André Malraux Jean-Paul Sartre François Mitterrand Pierre Mendès France Françoise Sagan Pierre Salinger entre 1973 et 1978 Madeleine Chapsal Roger Priouret Alfred Sauvy Pierre Péan Jean Daniel Raymond Aron Fernando Arrabal Jacques Attali Jacques Derogy, de 1959 à 1987
Circulação
Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Tiragem 551 875 546 302 542 891 540 498 538 617 550 334 FONTE: OJD, 2007.
Ligações externas
Lexpress.fr Site da revista
Categoria:Revistas da França