Alexandre Luís de Queirós e Vasconcelos, o QuebraQuebra é uma expressão regional que significava valente, forte, respeitável (Cachoeira do Sul, 19 de abril de 1772 - 1833) foi um militar, pioneiro abolicionista e republicano brasileiro.
Filho de pai homônimo, dragão de Rio PardoSPALDING, Walter. Construtores do Rio Grande. Livraria Sulina, Porto Alegre, 1969, 3 vol., 840pp., e de Maria Emília Pereira PintoLESSA, Barbosa. Rio Grande do Sul, Prazer em Conhecê-lo.Editora AGE, 4a ed., ISBN 8574970220, ISBN 9788574970226, filha de Francisco Barreto Pereira Pinto, foi casado com a filha de um coronel.
Pertenceu ao Regimento de Dragões do Rio Pardo, chegando ao posto de major, depois desertou e uniu-se à tropa de José Borges do Canto, na expedição militar de 1801, em que portugueses retomaram dos espanhóis a zona das Missões.
Fez amizade com José Artigas e lutou pela província de Entre Ríos, contra a hegemonia de Buenos Aires, na Banda Oriental, sempre que pôde.
Teve arroubos de loucura republicana: em pleno domínio português no Brasil, em 1803, revoltou-se contra a monarquia e investiu contra a guarda estadual, liderando um grupo que, aos gritos de liberdade, libertou todos os escravos que encontrou pelo caminhoPICCOLO, Helga I. L., Da descolonização da República: a questão do separatismo versus federação no Rio Grande do Sul no século XIX., incorporando-os à sua tropa, o que aumentou consideravelmente sua força.Dominado por força superior, fizeram-no passar por 'louco varrido', 'mente insana', como registrado nos documentos da época.Núcleo de estudos da cultura gaúcha do DF Foi então trancafiado no Forte Jesus, Maria, José., para evitar o fuzilamento o comandante local, Patrício Correia da Câmara, seu parente, alegou que era insano.
Foi anistiado e exilou-se em Entre Rios, onde permaneceu nas fileiras republicanas argentinas, lutando nas campanhas de 1816 a 1820, devido a sua bravura, considerada por muitos como beirando a loucura, recebeu o posto de sargento-mor de milícias. Retornou, então, coberto de louros argentinos e se estabeleceu em Cachoeira do Sul.
Logo retomou suas atividades republicanas, arregimentando seguidores . Numa noite quente investiu contra a vila de Cachoeira, libertou todos os presos da cadeia, assim como os escravos e mandou degolar os portugueses, mas não executou a ordem. Vestiu seu escravo liberto de confiança, que o acompanhava desde os tempos da Argentina, chamado Pedro, com o fardão do comandante da Vila, José Carvalho Bernardes, e o respectivo bastão de comando, mandando que saísse pelas ruas, proclamando a igualdade de todos, na República que acabava de proclamar. A declaração para executar os portugueses provocou um escândalo na província, provocando a reunião de uma força numerosa para sua captura.. Cercaram Cachoeira e o prenderam.
Foi enviado para o Rio de Janeiro, com recomendação de seus poderosos parentes de que era louco e que tinha feito as mesmas desordens no tempo de Dom João VI e tinha sido anistiado. D. Pedro I, não se sabe porque também o indultou, podendo Alexandre Luís voltar para Cachoeira, pregando a República.
Depois da Batalha do Passo do RosárioDONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. 2a ed, IBRASA, 1996, ISBN 8534800340, ISBN 9788534800341, 593 pp., que revoltou vários rio-grandenses, levando-os a se juntar à tropa do general Alvear, levou também ao Quebra,, que prometeu organizar um corpo de Libertadores do Rio Grande, com o que contou com alguns republicanos rio-grandenses, sendo ele nomeado comandante, com o posto de coronel.Segundo Donato, op. cit., teria comandado o Regimentos de Libertadores do Rio Grande contra as tropas brasileiras, na Batalha do Passo do Rosário. A ação do Regimento ficou somente no papel, já que com a Argentina esgotada, pouco tempo depois foi assinada a paz.
Em 1830, aparece em Caçapava do Sul, onde de novo reúne escravos no campo e os liberta, proclamando idéias republicanas, aparentemente articulado com a sedição de 1830, o movimento de alguns oficiais estrangeiros, em São Leopoldo, cuja conspiração é descoberta.Segundo Piccolo, op. cit., teria sido em 1832; segundo Spalding seria 1831. Perseguido, foge para a fronteira, com Pedro e alguns escravos liberto, onde se refugia e falece em 1833.
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