O sistema de educação na Islândia está dividido em quatro níveis: infantil, primário, secundário e superior, e é semelhante ao de outros países escandinavos. A educação é obrigatória para crianças com idades compreendidas entre 6 e 16 anos. A maioria das instituições é financiada pelo Estado; há muito poucas escolas particulares no país. A Islândia é um país com ginásio.
Antecedentes Segundo o Ministério da Educação, Ciência e Cultura:
O Ministério da Educação, Ciência e Cultura tem a competência da responsabilidade educacional. Tradicionalmente, a educação na Islândia tem estado a cargo do setor público; existe um pequeno, porém crescente, número de instituições de ensino privado no país. Ao longo dos anos, o sistema educativo tem sido descentralizado, e a responsabilidade pelas escolas de ensino primário e secundário básico é obrigação das autoridades locais. O Estado é responsável pelas instituições de ensino secundário avançado e de ensino superior.
O Ministério edita as Diretrizes Curriculares Nacional. O Centro Nacional de Materiais Educacionais publica os materiais educativos para as instituições de ensino, e as distribui gratuitamente. O Instituto Educacional de Avaliações é o único do país responsável pela emissão e estudo sistemático dos exames, em particular do sistema nacional de atribuição de notas.
Há atualmente na Islândia 192 instituições que fornecem educação primária, 42 escolas de ensino secundário e 9 instituições de ensino superior.
História thumb|150px|right|O edifício principal do Menntaskólinn í Reykjavík. O mais antigo ginásio do país é o Menntaskólinn í Reykjavík, que tem sua origem em 1056, quando uma escola foi fundada em Skálholt. A escola foi transferida para Reykjavík em 1786, mas devido à baixa qualidade habitacional do local foi forçada a transferir-se novamente em 1805 para Bessastaðir, próximo a Reykjavík. Em 1846 a escola foi transferida para a sua localização atual, e um novo edifício foi erguido para abrigá-la em Reykjavík.http://www.mr.is/jokull/jokull.php?page_id=101010000 (em islandês)
A Universidade da Islândia foi a primeira instituição de ensino superior no país, e foi criada em 17 de junho de 1911, unindo três antigas escolas islandesas: Prestaskólinn, Læknaskólinn e Lagaskólinn, que ensinavam Teologia, Medicina e Direito, respectivamente. A universidade tinha inicialmente apenas faculdades para esses três campos, além de uma faculdade de Ciências Humanas. O primeiro reitor da universidade foi Björn M. Ólsen, um professor da Faculdade de Ciências Humanas.
Níveis thumb|450px|Os níveis na forma diagramática. O sistema educacional islandês compreende quatro níveis: infantil, primário, secundário e superior.Sistema educacional < Educação na Islândia < Ministério da Educação, Ciência e Cultura
Educação infantil A educação infantil ou leikskóli , é uma educação não obrigatória para crianças com idade inferior a seis anos, e é a primeira fase do sistema educacional. A legislação atual relativa à educação infantil foi aprovada em 1994. O Ministério da Educação, Ciência e Cultura é responsável pelas políticas e métodos que o ensino infantil deve usar, e ele emite as Diretrizes Curriculares Nacional. Ele também é responsável por assegurar que o currículo seja adequado, de modo a tornar a transição para a escola primária tão fácil quanto possível. No entanto, o Ministério não implementa os regulamentos e orientações; uma vez que isto é responsabilidade da autoridade local, que financia e administra as escolas infantis. Além disso, a autoridade local contrata representantes que supervisionam as operações das escolas infantis.
Os pais devem pagar para que seus filhos frequentem as escolas infantis. Cerca de 30% dos custos de funcionamento das instituições são cobertos por estas taxas. Os honorários das escolas infantis particulares podem ser em torno de 10 a 20% mais elevados do que os das instituições públicas. Quase todas as escolas particulares recebem algum ajuda econômica do município.
Os edifícios são muitas construídos em locais onde cerca de 30 a 40m² da área de recreação fica disponível para cada criança no playground. Cerca de 6 m² por criança é disponibilizado no interior da construção. As instituições são equipadas para receberem crianças de ambos os sexos. As escolas infantis são destinados às crianças com idade inferior a seis anos; as crianças mais jovens precisam ter, pelo menos, dois anos de idade. É dado prioridade na matrícula às crianças monoparentais, ou de pais estudantes e, em alguns casos, as crianças com algum tipo de deficiência também têm prioridade. Na maioria dos casos, as crianças são divididas por faixas etárias, mas, em algumas comunidades menores, elas podem constituir um grupo único.
As crianças frequentam as escolas infantis no mínimo de quatro a um máximo de nove horas por dia.
Educação primária thumb|300px|Um gráfico mostrando como o tempo do ensino primário de uma criança islandesa será dividido ao longo de um período de dez anos. A educação primária grunnskóli (literalmente. “escola básica”), é o período de ensino, que é obrigatório para todos. A legislação relativa ao ensino primário foi aprovada em 1995 e, em 1996 os municípios assumiram a gestão do ensino obrigatório. É composto do ensino primário e do secundário básico, que frequentemente ocorre na mesma instituição. A lei estabelece que a educação seja obrigatória para crianças e adolescentes com idades compreendidas entre 6 e 16 anos. O ano escolar tem duração de nove meses, e tem início entre 21 de agosto e 1 de setembro, e encerra entre 31 de maio e 10 de junho. O número mínimo de dias letivos é de 170, mas após um novo acordo salarial de professores, esse número subirá para 180. As aulas ocorrem cinco dias por semana.
A responsabilidade fica com os pais em garantir que seus filhos frequentem e se matriculem na escola. A lei estabelece que é da responsabilidade do município instruir e financiar as instituições de ensino (isto inclui a contratação de professores titulares e substitutos, corpo administrativo e serviços especializados) e fornecer educação especial, se for necessário. Não existem requisitos para o ingresso de alunos, e a taxa de aceitação é de 100% aos seis anos de idade.Islândia - Educação
Os alunos têm o direito de frequentar uma escola na área em que vivem. O Estado exige que a escola integre os alunos deficientes às classes regulares.
O Estado é responsável pela avaliação das instituições para certificar-se de que estão operando dentro da lei e das Diretrizes Curriculares Nacional. Ele também produz materiais pedagógicos, e implementa as leis educacionais e regulamentos.
O ensino primário está dividido em dez anos. As escolas que têm todos os dez anos, do um ao sete, e do oito ao dez são comuns. Essas escolas que ensinam dos oito aos dez anos, geralmente localizam-se em áreas de maior concentração populacional. O tamanho das instituições é muito variado. Na zona urbana de Reykjavík, as escolas podem comportar no máximo 1 200 alunos. Nas zonas rurais, as escolas podem ter menos de 10 alunos, e cerca de 50% das escolas têm menos de 100 alunos. Todas as instituições do ensino primário atendem a crianças e adolescentes de ambos os sexos. Muitos serviços de consultoria estão disponíveis, incluindo ajuda com os estudos e matérias específicas; aconselhamentos psicológicos também são disponibilizados.
Cada escola deverá seguir as Diretrizes Curriculares Nacional, mas exceções são feitas para as escolas com características especiais. A escola é obrigada a criar um plano de trabalhos escolares e um calendário anual, organizar a avaliação de professores e alunos e proporcionar atividades extracurriculares. O número de aulas para cada ano é o seguinte:
Anos Faixa etária Aulas por semana 1–4 6–9 anos 30 5–7 10–12 anos 35 8–10 13–15 anos 37
Atualmente, as Diretrizes Curriculares Nacional têm provisões para ensinar islandês àqueles cuja língua materna é uma língua estrangeira e para alunos, ou que tenham a audição prejudicada. É esperado que os alunos acompanhem o ritmo do ensino; porém aqueles estudantes que encontrarem dificuldades receberão reforço sem terem que deixar as suas salas de aula. É dado ênfase para que seja fornecida uma variedade de métodos de ensino.
Avaliação Na Islândia, o sistema de atribuição de notas e avaliação dos alunos é realizado internamente, e não é normatizado entre as diferentes instituições. São apresentados durante o ano relatórios regulares dos alunos e seus progressos; mas a forma como isto é feito varia entre as escolas. Por exemplo, pode ser dado um grau numérico, ou ser feita uma avaliação oral e escrita.
Inversamente, há nacionalmente exames coordenados oferecidos no final do período de escolaridade obrigatória. Eles são opcionais. No ano letivo de 2001-2 os alunos puderam escolher entre cinco exames, língua islandesa, língua dinamarquesa (ou língua norueguesa ou língua sueca), inglês, matemática e ciências naturais. No ano letivo de 2002-3, uma opção de ciências sociais também foi adicionada. O Instituto de Avaliação da Educação compila e atribui notas a estes exames. O regime de notas varia de um a dez, dez sendo o mais elevado, baseado em critérios de avaliação referenciados. Seu principal objetivo é facilitar a transição para a fase seguinte do ensino secundário avançado e ajudar o aluno a escolher um curso de estudo. Os alunos recebem um certificado com suas notas no final do período de escolaridade obrigatória.
Além da avaliação dos alunos, a lei exige que as escolas implementem alguma forma de autoavaliação sobre a qualidade dos seus serviços e para certificar-se de que as instituições estão a funcionar dentro da lei e dentro das orientações. As escolas são avaliadas externamente a cada cinco anos pelo Ministério da Educação, Ciência e Cultura.
Professores Semelhante ao ensino fundamental em outros países, da primeira a sétima série, o mesmo professor ensina aos alunos todas as suas matérias. A partir da oitava em diante, os alunos recebem instrução de um número de diferentes professores (isto marca o limite entre o ensino fundamental e o ensino secundário básico). Os grupos podem ser misturados de ano para ano.
Os professores do ensino fundamental são aqueles que fizeram a sua formação, na Universidade da Islândia ou na Universidade de Akureyri. O curso típico dura três anos. Os professores do ensino secundário básico também podem ser formados na Universidade da Islândia. Um grau de BA ou BS é necessário nesta situação. Os cursos são concebidos para serem acadêmicos e práticos. Os municípios são responsáveis pela contratação de professores. Cursos opcionais de qualificação de professores são oferecidos anualmente.
Ensino secundário avançado thumb|300px|Uma sala de aula no ginásio Hraðbraut. O ensino secundário avançado ou framhaldsskóli (literalmente "escola continuada"), é a fase seguinte ao ensino secundário básico. Estas escolas são também conhecidas como ginásios em português. Não é obrigatório, mas todos aqueles que completaram a sua educação obrigatória têm direito ao ensino secundário avançado. A duração do curso típico é de quatro anos, para alunos com idades entre 16 e 20 anos. A duração do curso pode variar, especialmente nos cursos profissionais. Esta fase da educação é regida pelo Ato da Escola Secundária Avançada de 1996. Como todas as demais escolas da Islândia, as escolas secundárias avançadas recebem adolescentes de ambos os sexos.
Os alunos não pagam mensalidades, mas pagam uma taxa de inscrição e têm que comprar os seus próprios livros. Os alunos que se inscrevem em cursos profissionais pagam uma parte do custo dos materiais que eles utilizam.