thumb|250px|O "Curral do Mendonça" em foto de 2010. Antônio Mendonça de Barros (Pouso Alegre, 15 de maio de 1909 — Campinas, 2 de setembro de 1989) foi um escritor, jornalista, advogado e político brasileiro, mais conhecido por ter sido vereador e prefeito de Campinas, município do interior do estado de São Paulo.
Biografia Filho de Archiminio de Barros e Ricardina Mendonça, nasceu no município mineiro de Pouso Alegre, no dia 15 de maio de 1909, em meio a Primeira República.
Aos cinco anos de idade, mudou-se com seus pais para Campinas, município do interior do estado de São Paulo onde se radicou e viveu a maior parte de sua vida.
Foi aluno do Colégio Culto à Ciência, tradicional escola da cidade.
Em 1928, graduou-se em Ciências e Letras. Cerca de cinco anos depois, mudou-se para São Paulo para cursar Direito.
Para custear seus estudos, trabalhou como professor, além de atuar como revisor, repórter e cronista no Diário do Povo, de Campinas, e jornais paulistanos Diário da Noite, Diário de São Paulo e Folha da Tarde. Como cronista, escrevia sob o pseudônimo de "Simplício da Saudade".
Voltando a Campinas, abriu um escritório de advocacia, sendo pouco tempo depois nomeado juiz de paz.
Entre 1935 e 1943, foi advogado do Sindicato dos ferroviários da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Também atuou, entre 1937 e 1939, como advogado da "Caixa dos Ferroviários", um fundo de pensão dos trabalhadores ferroviários da mesma companhia. Nos dois casos, Mendonça exerceu a advocacia sem remuneração.
Ainda, foi diretor da Maternidade de Campinas, além de presidente do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas (CCLA).
Vida pessoal Casou-se a primeira vez em 15 de setembro de 1934, com Adilles Ladeira, que veio a falecer dois anos mais tarde.
Em 15 de novembro de 1938, casou-se com Maria Antonina Cintra Pereira, com quem teve três filhos, embora o primeiro tenha falecido no mesmo dia de seu nascimento. A segunda esposa de Mendonça veio a falecer em 15 de março de 1971.
Carreira política Em 1936, elegeu-se vereador de Campinas, pelo Partido Constitucionalista, que viria a ser dissolvido no ano seguinte com pelo Estado Novo. Elegeu-se prefeito de Campinas nas eleições de 1951, exercendo mandato no período de 1952 a 1955. Encerrado seu mandato como prefeito, abandonou a política, alegando prejuízos à sua saúde e atividade profissional.
Emancipação de Sumaré e Valinhos Durante o seu mandato, movimentos políticos favoráveis à emancipação dos distritos de Sumaré e Valinhos pressionaram a Prefeitura para que se fizesse um plebiscito nos locais. Finalmente, efetivou-se a emancipação dos distritos, por meio da "Lei Municipal n.° 1.037, de 3 de dezembro de 1953".
Obra na Avenida Anchieta, o "Curral do Mendonça" O trecho final da Avenida Anchieta, no qual o Córrego do Tanquinho corre a céu aberto pouco antes de se juntar ao Córrego Serafim, possui um guarda-corpo que, por se assemelhar a uma cerca de curral, recebeu o apelido de "Curral do Mendonça".
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