A diálage é uma variedade histórica de piroxena — especificamente uma forma lamelar intermédia entre a augite e o diópsido — que se destaca na mineralogia e petrologia pela sua estrutura foliada e propriedades óticas singulares. O mineral ocorre tipicamente como macrocristais tabulares em rochas ígneas plutónicas máficas e ultramáficas, como o gabro, o peridotito e o serpentinito, envolvendo frequentemente cristais de olivina. Visualmente, exibe cores que variam entre o verde-oliva, o verde-bronze e o castanho-esverdeado, sendo a sua principal característica distintiva a presença de planos de partição paralelos muito desenvolvidos e estreitamente espaçados (geralmente orientados no pinacoide frontal), os quais são frequentemente preenchidos por lamelas microscópicas de óxidos secundários, como a magnetite ou a ilmenite. Esta microestrutura particular surge através do processo de schillerização, que consiste numa exsolução e alteração secundária induzidas pelo arrefecimento lento do magma em profundidade ou por metamorfismo, conferindo às superfícies de fratura do mineral um brilho metálico, nacarado ou bronzeado muito característico (efeito de schiller). Quimicamente, trata-se de um silicato de cálcio, magnésio e ferro, onde a substituição parcial por iões trivalentes como o alumínio e o crómio é comum, modificando localmente a sua estabilidade. Embora o termo tenha sido cunhado em 1801 pelo mineralogista René Just Haüy e permaneça amplamente enraizado na literatura petrográfica clássica para descrever texturas macroscópicas e microestruturas de exsolução, a Associação Internacional de Mineralogia (IMA) descontinuou o seu uso como uma espécie mineral autónoma, classificando atualmente os seus espécimes como variedades de augite ou diópsido enriquecidas com planos de partição proeminentes.http://www.minsocam.org/ammin/am73/am73_1123.pdf
Categoria:Silicatos e germanatos