A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) foi uma central sindical brasileira. Era uma das seis centrais sindicais brasileiras que atingiram os critérios de reconhecimento após a aprovação da Lei nº 11.648, publicada no Diário Oficial da União em 31 de março de 2008. A CGTB deixou de atender os critérios de reconhecimento do Ministério do Trabalho em 2011. O último presidente da entidade foi Ubiraci Dantas de Oliveira, eleito em novembro de 2011.
A CGTB se considerava herdeira dos princípios defendidos pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), entidade que existiu entre 1953 e 1964, defendendo políticas nacionalistas e varguistas. Porém, quem de fato precedeu a criação da CGTB foi a criação da Central Geral dos Trabalhadores (CGT) em 6 de novembro de 1983.
Em setembro de 1988 houve uma mudança de nome de Central Geral dos Trabalhadores para "Confederação Geral dos Trabalhadores", mantendo a sigla CGT. Porém, no ano seguinte, surgiu uma forte uma divisão interna entre o grupo tradicional de Joaquim "Joaquinzão" dos Santos Andrade e a tendência intitulada "Sindicalismo de Resultados" liderada por Antônio Rogério Magri e Luiz de Medeiros (que majoritariamente se deslocaria para a Força Sindical em 1991). O grupo de Magri havia conseguido assumir o comando da CGT em maio de 1989. Isso levou o grupo de Joaquinzão, apoiado fortemente pelas tendências sindicais do MR-8 e do PCB que estavam na CGT, a buscar a reativação da Central Geral dos Trabalhadores, o que fez com que passassem a existir duas CGT's. No movimento sindical, para que houvesse uma separação entre as duas, criou-se a terminologia da "CGT do Magri", ou seja, a Confederação, e da "CGT do Joaquinzão", ou seja, a Central. O icônico Joaquinzão morreu enquanto ocupava a cadeira de presidente honorário da instituição em 1997.
Em 2004 a "CGT do Joaquinzão" mudou seu nome para "Central Geral dos Trabalhadores do Brasil" (CGTB). Entre 1993 e 2011, a CGTB foi presidida por Antonio Neto, que depois tornou-se presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), fundada em 4 de março de 2008.
A CGTB aprovou em seu 8º Congresso, realizado em 2020, o processo de unificação com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), efetivamente concluído em 14 de agosto de 2021.
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