Meruzanes I Arzerúnio (; ) foi um nacarar armênio do da família Arzerúnio que foi citado em duas ocasiões nas fontes do período, em 363 e 381.

Nome

Meruzanes (, Merouzánēs), Maruzas (, Marouzãs) são as formas gregas do armênio Meruzã (, Me(h)ružan / Merhužan) e Meuzã (, Mehužan), que originou-se no persa médio Mitruchã (Mitrūčan) ou no parta Mirozã (Mihrozan). Todos esses nomes parecem ter se originado no iraniano antigo *Mitrabaujana (*MiΘra-bauǰ-ana-), "prazer, aproveitamento de Mitra", que por sua vez havia sido helenizado como Mitrobuzanes (, Mitrobouzánēs).

Vida

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Nenhum documento dá seu parentesco, mas sabe-se que ca. 350 Savaspes era o único membro da família Arzerúnio a sobreviver ao massacre encabeçado pelo rei e se casou com uma filha de . Cronologicamente, Meruzanes só poderia ser filho desse casal. Embora a Armênia se converteu ao cristianismo desde 302 com , Meruzanes permaneceu zoroastrista. Quando o xá invadiu o país, Meruzanes apoiou o invasor pelo fato de compartilharem a mesma fé e inclusive relevou suas tentativas de converter o país. O rei fugiu, mas a invasão foi repelida pelo asparapetes (generalíssimo) Vasaces I.

Para muitos historiadores é tido como um traidor, a quem Sapor II prometeu propriedades e o governo do país. Mas outros veem-no como líder legítimo e que suas ações lhe permitiriam lutar contra o cristianismo. Segundo o historiador Tomás Arzerúnio, Meruzanes foi morto durante a restauração do rei Papa , filho de Ársaces II, pelo general armênio que depositou em sua cabeça uma coroa de ferro vermelha. Segundo Moisés de Corene, na invasão sitiou a rainha Farranzém em Artogerassa. Christian Settipani dá a data de 381 para sua morte e Cyril Toumanoff dá a data de 380. Essa diferença se dá por associarem-no ao homônimo que lutou com Manuel Mamicônio.

Segundo Fausto, o Bizantino, em 378 invejando o apreço que Sapor nutria por ele, bem como dos inúmeros presentes que recebia da Pérsia, tramou um plano contra Manuel. Fez com que acreditasse que o marzobã Surena planejava matá-lo, o que levou Manuel a atacar e destruir o destacamento de 10 mil cavaleiros persas na Armênia, embora permitiu que Surena fugisse. Em resposta, vários oficiais persas foram enviados contra a Armênia, mas todos foram derrotados. Essas vitórias garantem 7 anos de paz à Armênia que só terminaria com nova invasão, desta vez sob o comando de Meruzanes, que rebelou-se contra o rei, convertendo-se ao zoroastrismo e pondo-se a disposição persa à captura ou destruição de Manuel. Muitas vezes guiou tropas persas contra o país, trazendo grandes males. Sem autorização do xá, organizou grande exército e marchou contra o país. Uma grande batalha ocorreu no distrito de Bagrauandena, onde Manuel mais uma vez saiu vitorioso e Meruzanes foi decapitado.

Bibliografia

Categoria:Família Arzerúnio Categoria:Armênios do século IV Categoria:Família Mamicônio