Bruxelas ( ; ), oficialmente a Região da Capital Bruxelas (; ), (All text and all but one graphic show the English name as Brussels-Capital Region.) é uma região belga composta por 19 comunas, incluindo a Cidade de Bruxelas, que é a capital da Bélgica.It is the de facto city as it hosts all major political institutions—though Parliament formally votes in Strasbourg, most political work is carried out in Brussels—and as such is considered the capital by definition. However, it should be noted that it is not formally declared in that language, though its position is spelled out in the Treaty of Amsterdam. See the section dedicated to this issue. A Região da Capital Bruxelas está localizada na parte central do país e faz parte da Comunidade francesa da Bélgica.
Bruxelas cresceu de uma fortaleza no , fundada por um descendente de Carlos Magno, para uma aglomeração urbana de mais de um milhão de habitantes. A área metropolitana da região tem uma população de mais de 1,8 milhões de habitantes, o que a torna a maior do país. Population of all municipalities in Belgium, as of 1 January 2008. Acessado em 18 de outubro de 2008. Definitions of metropolitan areas in Belgium. The metropolitan area of Brussels is divided into three levels. First, the central agglomeration (geoperationaliseerde agglomeratie) with 1,451,047 inhabitants (2008-01-01, adjusted to municipal borders). Adding the closest surroundings (banlieue) gives a total of 1,831,496. And, including the outer commuter zone (forensenwoonzone) the population is 2,676,701. Publicado em 18 de outubro de 2008.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial Bruxelas é um importante centro de política internacional. A presença das principais instituições da União Europeia, bem como da sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), fez da região uma sede poliglota de muitas organizações internacionais, políticos, diplomatas e de funcionários públicos.
Embora historicamente seja uma região de falantes de neerlandês, Bruxelas tornou-se uma região com cada vez mais falantes da língua francesa ao longo dos séculos XIX e XX. Hoje, a maioria dos habitantes são falantes nativos do francês, embora ambas as línguas tenham estatuto oficial na região. Tensões linguísticas ainda se mantém e as leis que regem o uso de línguas nos municípios em torno de Bruxelas são um tema de muita controvérsia na Bélgica.
Etimologia A teoria mais comum sobre a origem do nome de Bruxelas é que ele deriva de holandês antigo "broekzele" ou "broeksel", que significa "pântano" (broek) e "casa" (zele/sel), o que resulta em "casa no pântano".Geert van Istendael Arm Brussel, uitgeverij Atlas, ISBN 90-450-0853-X A origem da localidade que se tornaria Bruxelas encontra-se na construção de São Gaugérico, uma capela em uma ilha no rio Senne, por volta de 580. São Vindiciano, o bispo de Cambrai, fez a primeira referência registrada para o lugar, chamando-o de "Brosella" em 695,Jean Baptiste D'Hane, François Huet, P.A. Lenz, H.G. Moke (1837). Nouvelles archives historiques, philosophiques, et littéraires 1. Gent: C. Annoot- Braeckman. p. 405. quando ainda era uma aldeia. A fundação oficial de Bruxelas é geralmente situada em torno de 979, quando o duque Carlos da Baixa Lotaríngia transferiu as relíquias de Santa Gudula de Moorsel para a capela de São Gaugérico. Carlos tencionava construir a primeira fortificação permanente na região.
História thumb|esquerda|Carlos da Lorena, tradicionalmente considerado como o fundador da fortaleza que daria origem a Bruxelas
Pelo , as leis de sucessão dos francos impunham que o império fosse dividido entre os netos de Carlos Magno: , e . A fortaleza de Lotário, fundada em 979, assinala a fundação oficial de Bruxelas. Anos mais tarde, o condado de Bruxelas foi atribuído a Lamberto I, conde de Lovaina, por volta do ano 1000. Em 1047, o seu filho Lamberto II de Lovaina fundou a Catedral de Santa Gúdula.
Devido à sua localização acompanhando o curso do Senne (Zenne em neerlandês) numa importante rota comercial entre Bruges e Gante, e Colónia, Bruxelas cresceu rapidamente, tornando-se um importante centro de comércio. O paralelo crescimento da população, conduziu a uma drenagem dos pântanos circundantes para permitir a expansão territorial da cidade e no foram construídas as suas primeiras muralhas.
Em 1183/1184, os condes de Lovaina tornaram-se duques de Brabante. No , emergiu um novo duque de Brabante descendente da Casa de Valois, como resultado do casamento da herdeira Margarida III da Flandres com Filipe II, Duque da Borgonha. O Barbante perdeu a sua independência mas Bruxelas permaneceu a capital dos prósperos Países Baixos e continuou a florescer.
Em 1516, Carlos I, que era herdeiro dos Países Baixos desde 1506, foi declarado Rei de Espanha na Catedral de São Miguel e Santa Gudula, em Bruxelas. Após a morte de seu avô, o sacro-imperador , Carlos se tornou o novo governante do Império Habsburgo e, posteriormente, foi eleito imperador do Sacro Império Romano como Carlos V. Foi no complexo do Palácio de Coudenberg que Carlos V abdicou em 1555. Este impressionante palácio, famoso em toda a Europa, havia se expandido muito desde que se tornou pela primeira vez a sede dos Duques de Brabante, mas foi destruído por um incêndio em 1731.
thumb|Grand Place após o bombardeamento de 1695 pelo exército francês
Em 1695 Bruxelas foi atacada pelo Marechal de Villeroy sob as ordens do rei . O bombardeamento causou uma grande destruição na cidade: mais de casas foram incendiadas, incluindo os edifícios medievais da Grand-Place.
thumb|esquerda|Episódio da Revolução Belga de 1830, Wappers (1834)
Em 1830, despoletou a Revolução Belga após a performance da ópera La Muette de Portici no teatro De Munt. A 21 de Julho de 1831, , o primeiro rei dos belgas, ascendeu ao trono, destruindo as muralhas da cidade e reconstruindo muitos edifícios. Na sequência da independência, a cidade sofreu bastantes transformações.
Bruxelas, a região capital, é habitada por belgas de língua neerlandesa e de língua francesa, apesar de o neerlandês (e as suas linguagens germânicas predecessoras) ter sido a língua histórica de Bruxelas por quase toda a sua história. O francês foi, durante séculos, apenas falado pela alta burguesia e a nobreza. Tornou-se uma língua popular sob o domínio da França, e depois de 1830, com a imigração de muitos franceses (alguns deles revolucionários) e muitos valões, africanos e árabes.
Como em 1830 apenas a alta burguesia e a nobreza (menos de 1% da população) tinha direito de voto, estes grupos quiseram moldar o novo estado de acordo com as suas preferências. Em consequência, tiveram de atrair muitos valões (de língua francesa) para trabalhar nos serviços públicos. Desde este período, a língua neerlandesa e os flamengos foram discriminados. Na atualidade, os flamengos dos municípios suburbanos (e muito mais afluentes) tentam tornar-se a nova elite da cidade.
Geografia thumb|Imagem de satélite da cidade
Localização Bruxelas situa-se a aproximadamente 50°50'N, 4°22'E, bem no centro da Bélgica. É rodeada por muitas cidades próximas, o que a faz ser o centro da economia belga. Essa região é conhecida por Bruxelas-Capital que, além de Bruxelas, inclui outros 18 municípios.
Diferentemente da maioria das outras grandes áreas urbanas na Bélgica, a aglomeração de Bruxelas não participou na fusão dos municípios em 1977, de modo que o número de municípios manteve-se inalterado. Apenas os municípios de Laeken, Haren, e Heembeek.
Relevo É uma cidade pouco inclinada, como o resto do país: a zona norte tem apenas 20 m de altitude, sem montanhas por perto.
Clima Restringindo-se à temperatura de Bruxelas, esta é quase igual a outras capitais próximas. Com uma temperatura muito baixa no inverno (3 °C) e temperada no verão (17 °C), pode ocorrer neve no local, principalmente porque é comum em janeiro as temperaturas serem inferiores a 0 °C. A máxima no verão pode atingir os 30 °C, mas raramente passa disso ou então é resultado de uma massa de ar quente. No inverno, as temperaturas podem cair para -5 °C, acontece quase todos os anos, por vezes sem necessitar de massa de ar frio.
A precipitação acontece com a mesma intensidade em todos os meses, não há período de estiagem, nem período das cheias, diferente de outras capitais europeias. A média de precipitação mensal é de aproximadamente 71 mm. A média de precipitação por ano é de 852 mm. Por causa desse fator, é uma cidade quase sempre úmida.
Demografia Bruxelas abriga um grande número de imigrantes. No censo belga de 1991, 63,7% dos habitantes de Bruxelas responderam que eram cidadãos belgas, nascidos como tal, na Bélgica. No entanto, tem havido numerosas migrações individuais ou familiares desde o final do , incluindo refugiados políticos, principalmente de países vizinhos (Karl Marx, Victor Hugo, Pierre Joseph Proudhon, Léon Daudet, por exemplo). Além de refugiados políticos, trabalhadores imigrantes, ex-alunos ou expatriados estrangeiros, e muitas famílias belgas em Bruxelas possuem ascendência estrangeira.
Em geral, a população de Bruxelas é mais jovem que a média nacional. Bruxelas tem uma grande concentração de imigrantes de países não-ocidentais, incluindo muitos de ascendência turca, marroquina e russa. Existe também uma notável comunidade latina, principalmente brasileiros e mexicanos, além de imigrantes de países que eram colônias da Bélgica, como Ruanda e Burundi.
As pessoas de origem estrangeira compõem cerca de 70% da população de Bruxelas, a maioria dos quais foram naturalizados após a grande reforma de 1991. 32% dos habitantes são de origem externa europeia, e 36% são de países não-ocidentais. Entre todos os principais grupos de imigrantes de fora da União Europeia, a maioria dos residentes permanentes adquiriram a nacionalidade belga.
Religião Embora historicamente (desde a perseguição da Contrarreforma e expulsão dos protestantes pelos espanhóis no ) a população seja, em grande parte, católica romana, a maioria destes são não-praticantes. Cerca de 10% da população frequenta regularmente os cultos da Igreja Católica. Entre as religiões, encontramos também grandes minorias de muçulmanos, ateus e agnósticos. Outras ritos protestantes (anglicanismo, luteranismo) e ortodoxos, além do judaísmo, são praticados por grupos muito menores em Bruxelas. thumb|esquerda|Igreja Real de Santa Maria, uma igreja católica romana do , em Bruxelas
A maioria dos muçulmanos residentes em Bruxelas são de ascendência turca e marroquina. A Bélgica não coleta estatísticas por etnia, por isso os números exatos são desconhecidos. Estima-se que as pessoas de fundo muçulmano representam 25,5% da população de Bruxelas, uma concentração muito mais elevada do que as das outras regiões da Bélgica.
Idiomas Desde a fundação do Reino da Bélgica, em 1830, Bruxelas, de cidade inteiramente de língua neerlandesa (dialeto brabantino para ser exato), passou a ser uma cidade multilíngue, já que hoje o francês é a língua majoritária. Esta mudança de idioma, o "afrancesamento de Bruxelas", tem suas raízes no e se acelerou depois que a Bélgica tornou-se independente e Bruxelas expandiu seus limites originais.