É o Tchan! é um grupo musical brasileiro de pagode baiano formado em 1994 pelos cantores Beto Jamaica e Compadre Washington. Originalmente, além dos vocalistas, tinha como dançarinos Carla Perez, Débora Brasil e Jacaré, sendo que posteriormente Scheila Carvalho e Sheila Mello também se destacaram.G1 lista 15 músicas para entender o Pagode e o carnaval baiano

Foi um dos maiores fenômenos culturais do Brasil na década de 1990, dando projeção nacional ao pagode baiano, com destaque às músicas coreografadas. O grupo vendeu em torno de 16 milhões de cópias, sendo 2,7 milhões apenas do álbum É o Tchan do Brasil (1997), que recebeu disco de Diamante Duplo e se tornou um dos 20 mais vendidos da história do Brasil, na posição 14.http://www.abpd.org.br/certificados_interna.asp?sArtista=Tchan Além das vendas de discos, o grupo também teve produtos licenciados (entre calçados, roupas e brinquedos) e acumulou shows pelo Brasil e exterior, além de ter inspirado a formação de bandas com temática semelhante.

História O grupo surgiu a partir da divisão da banda Gera Samba, conjunto que era formado inicialmente por dez músicos. A banda original teve uma primeira cisão em 1994 para a formação do Terra Samba. Beto Jamaica e Compadre Washington lançaram, em 1995, o álbum É o Tchan, ainda creditado ao Gera Samba. O trabalho obteve grande sucesso, com mais de 900 mil cópias vendidas. O grupo também alçou a dançarina Carla Perez, então com 18 anos, como o mais novo símbolo sexual do Brasil.

Entretanto, os remanescentes do Gera Samba seguiram com o grupo, sendo liderados pelo empresário Esmael de Oliveira. Ele afirma que Jamaica, Washington e Luís Carlos Fernandes Adan registraram, em 1994, na Junta Comercial da Bahia, a empresa "Grupo Musical Gera", que só mudou para “Grupo Musical Gera Samba” em 27 de janeiro de 1997. Já Esmael diz que é detentor da marca desde 1985 e alegou ter sido prejudicado, já que ficou rotulado como "falso Gera Samba", com apresentações canceladas, cachês devolvidos e sem ter conseguido grandes contratos com gravadoras. A sentença sobre o caso só saiu em 2005, quando a 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anunciou uma reparação por danos morais a Esmael de Oliveira.

O grupo passou a se apresentar com o nome É o Tchan, já com a divulgação do álbum Na Cabeça e na Cintura em andamento. O segundo álbum vendeu mais de 2,3 milhões de cópias.

Em 1997, Scheila Carvalho passou a ser dançarina do grupo após vencer o concurso promovido pelo Domingão do Faustão, assumindo a vaga deixada por Débora Brasil. Na época, o grupo lançou o álbum É o Tchan do Brasil, que obteve 2,7 milhões de discos vendidos. A banda também se apresentou no Montreux Jazz Festival, na França, em um dia reservado à música nordestina.

Em 1998, Carla Perez deixou o grupo após ser agredida por Compadre Washington. Ele não teria gostado de vê-la jogar um bambolê para a plateia e colocou a perna para ela cair. Os dois se atracaram e só pararam de brigar com a intervenção dos seguranças da banda. Segundo Carla: "Jamais iria aceitar que ninguém e muito menos homem nenhum me agredisse. Eu saio hoje e vou na delegacia e presto queixa agora porque terminou de acontecer".

Sheila Mello assumiu a vaga de Carla Perez. Sheila venceu o concurso para escolher a nova "Loira do Tchan" realizado aos domingos durante o Domingão do Faustão. A paulista superou 3 mil candidatas.

O sucesso da música Ralando o Tchan (dança do ventre), do álbum É o Tchan do Brasil, fez o grupo criar outras canções temáticas. Assim surgiram É o Tchan no Hawaí, É o Tchan na Selva, Ariga Tchan (sobre o Japão) e Tribotchan (sobre os indígenas brasileiros), vendendo 2 milhões, 1,2 milhões e 500 mil cópias respectivamente.

Em 2000, Beto Jamaica deixou o grupo. Na época, a imprensa informou que o cantor teria se desentendido com Compadre Washington após o companheiro de banda ter faltado a um show no Rio — fato negado pelo artista. Por ser sócio da Bicho da Cara Preta, empresa dona da marca É o Tchan, Beto continuou à frente dos negócios do grupo.

Renatinho da Bahia assumiu a vaga de Beto Jamaica no É o Tchan. Ele aparece a partir do álbum Tchan.com.br, que vendeu meio milhão de cópias. Em 2001, a banda lançou um CD temático de funk ao aproveitar o sucesso do ritmo no começo daquela década, mas o álbum não obteve resposta positiva e vendeu 70 mil cópias. O É o Tchan lançou no mesmo ano o álbum “A Turma do Batente”, que obteve melhor repercussão ao vender 100 mil cópias, mas as menções à enfermagem fez o Conselho Regional de Enfermagem obter uma liminar na Justiça por considerar a capa do álbum ofensiva à profissão.

Tony Salles ocupou a vaga de vocalista em 2001, no lugar de Compadre Washington. O cantor aparece a partir do álbum É o Tchan Ao Vivo, de 2002. Em 2003, Silmara Miranda passou a ser dançarina do grupo no lugar de Sheila Mello. Dessa vez, o concurso para a nova loura do Tchan aconteceu no Domingo Legal, do SBT.

Em 2004, os antigos integrantes do É o Tchan fizeram uma reunião comemorativa dos dez anos da banda — apenas Sheila Mello não participou. Em 2005, o grupo teve as entradas das dançarinas Aline Rosado e Juliane Almeida, que empataram no concurso da nova morena do Tchan, do Domingo Legal, ocupando a vaga de Scheila Carvalho. Um encerramento do É o Tchan chegou a ser anunciado em 2006, mas o grupo retornou em 2007 com as entradas de Johny Lopes e Jack Fiaes como vocalistas, mantendo apenas Aline e Juliane como dançarinas. De 2009 a 2010, Kléber Menezes ocupou a posição de cantor.

Beto Jamaica e Compadre Washington retomaram a parceria em 2010. O novo grupo teve seis dançarinas, incluindo Juliane Almeida, remanescente da formação anterior.

Em 2014, o É o Tchan voltou a ficar em evidência após Compadre Washington aparecer em um comercial do serviço de vendas Bom Negócio. O bordão "Sabe de nada, inocente!" se transformou em uma música da banda — nessa época, Joyce Mattos e Elisangela Pereira eram as dançarinas do grupo.

Em 2016, a banda conseguiu emplacar um hit no carnaval de Salvador. Bota a Cara no Sol foi a vencedora do Troféu Band Folia.

O É o Tchan celebrou seus 30 anos em 2023, trazendo as voltas de Scheila Carvalho, Sheilla Melo e Jacaré. Carla Perez não participou do reencontro, mas fez uma aparição em 2024 durante um show em Salvador.

Integrantes Vocalistas Beto Jamaica Compadre Washington

Antigos Renatinho da Bahia Tony Salles

Dançarinos Antigos Débora Brasil Carla Perez Jacaré Scheila Carvalho Sheila Mello Silmara Miranda Aline Rosado Juliane Almeida Julie Pinho Gabriella Zecchinelli Karol Loren Lelê Pingo de Mel Juliana Chocolate Joyce Mattos Zanza Pereira

Linha do tempo

Discografia

É o Tchan (1995) Na Cabeça e na Cintura (1996) É o Tchan do Brasil (1997) É o Tchan no Hawaí (1998) É o Tchan na Selva (1999) Tchan.com.br (2000) Funk do Tchan (2001) Turma do Batente (2001) Ligado em 220V (2003) Desafio do Manequim (2017)

Ver também Lista de recordistas de vendas de discos no Brasil

Ligações externas

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