Alô, Alô, Carnaval é uma comédia musical brasileira, dirigida e produzida por Adhemar Gonzaga e Wallace Downey, e lançada pela produtora Cinédia.
Foi o primeiro filme brasileiro a usar playback em números musicais, apesar do recurso ter sido utilizado apenas em algumas cenas, e com o som direto ainda podendo ser ouvido em segundo plano.Castro, Ruy em "Carmen - Uma Biografia" - Companhia das Letras, 2005
Estreou no Cinema Alhambra em 20 de janeiro de 1936 no Rio de Janeiro, e em 3 de fevereiro de 1936 em São Paulo.
Com o título original de "O Grande Cassino", a ideia do filme surgiu da necessidade de se apresentar ao grande público os grandes cantores da fase de ouro do rádio brasileiro, já que não havia televisão e a população de baixa renda praticamente não tinha acesso aos cassinos.
Dentre os filmes brasileiros que a cantora Carmen Miranda participou, este é o único que sobreviveu ao tempo.
Sinopse Conta a dificuldade de dois autores (Barbosa Junior e Pinto Filho) em conseguir um empresário para sua revista chamada "Banana-da-terra". Indo a um cassino, lembram-se de que ali seria o local ideal e procuram o empresário (Jaime Costa), que recusa a oferta. Mas, como a atração contratada pelo empresário não chegara da França, ele corre em busca dos dois e aceita a revista. E durante o desenrolar do espetáculo, tudo o que existe de mais incrível acontece. A história e as partes do texto, incluindo piadas satirizando figuras e fatos da época, são pretextos para os números musicais, com os maiores nomes do rádio e do teatro.
Elenco
Jaime Costa Barbosa Júnior Pinto Filho Oscarito Jorge Murad Muraro Lelita Rosa Paulo de Oliveira Gonçalves Henrique Chaves Dario Melo Pinto Maria Gonzaga M. Pinto Luís Carlos Guimarães Hélio Barroso Neto Jaime Ferreira Olga Figueiredo Paulo Roberto Peri Ribas Alberto Rocha Ignácio Corseuil Filho Didi Viana Bernardo Guimarães Carlos de Oliveira Hervé Cordovil Joel de Almeida Lair de Barros Aniceto Almirante Bando da Lua Francisco Alves Lamartine Babo Luiz Barbosa Dircinha Batista Linda Batista Carmen Miranda Aurora Miranda Heloísa Helena Alzirinha Camargo
Irmãs Pagãs
Números musicais Título da músicaAutor(es)IntérpreteMimiAry de Calazães FragosoLuiz BarbosaPierrô ApaixonadoHeitor dos Prazeres e Noel RosaJoel & GaúchoNão Beba Tanto AssimGeraldo DecourtIrmãs PagãsSeu LibórioAlberto Ribeiro e João de BarroLuiz BarbosaMaria, Acorda Que É DiaAlberto Ribeiro e João de BarroHeriberto Muraro ao pianoMolha o PanoGetúlio Marinho e Cândido VasconcellosAurora Miranda e Regional de Benedito LacerdaNegócios de FamíliaAssis Valente e Hervê CordovilBando da LuaTempo BomHeloísa Helena e João de BarroOs BêbadosTeatro da VidaA. VítorMário ReisComprei uma Fantasia de PierrôAlberto Ribeiro e Lamartine BaboFrancisco Alves, dançando com Dulce WeytinghAs Armas e os BarõesAlberto RibeiroAlmirante e Lamartine BaboAmeiAntônio Nássara e Eratóstenes FrazãoFrancisco AlvesMuito Riso e Pouco SisoAlberto Ribeiro e João de BarroDircinha Batista e Os Quatro DiabosPirataAlberto Ribeiro e João de BarroDircinha Batista, Hervê Cordovil e OrquestraParódia da Canção do Aventureiro, de O Guarani (Carlos Gomes)Alberto RibeiroBarbosa Júnior e Muraro ao pianoCinqüenta Por Cento de AmorLamartine BaboAlzirinha CamargoNão Resta a Menor DúvidaHervê Cordovil e Noel RosaBando da LuaManhãs de SolAlberto Ribeiro e João de BarroFrancisco Alves, Hervê Cordovil e OrquestraSonhos de AmorFranz LisztJayme Costa (dublado por Francisco Alves)Cadê Mimi?Alberto Ribeiro e João de BarroMário ReisQuerido AdãoBenedito Lacerda e Oswaldo SantiagoCarmen MirandaCantores de RádioAlberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine BaboAurora e Carmen Miranda e Orquestra Simon BountmanFra DiavoloA. Martinez, Alberto Ribeiro e João de BarroMário Reis
Restauração Alô, Alô, Carnaval foi restaurado no inicio dos anos 2000. O projeto foi patrocinado pela Petrobras Distribuidora e orçado em 270 mil reais.
O projeto se fez necessário devido o estado precário em que se encontrava o filme original. Em 1952, a fita foi entregue a Cooperativa Cinematográfica Brasileira, onde foi remontado, com várias cenas retiradas. Só por ocasião da primeira recuperação em 1974, feita por Adhemar Gonzaga, foi que se conseguiu restaurar a ordem perdida. Em 1986, foram encontradas na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, as cenas do comediante Jorge Murad, que eram dadas como perdidas.
No final de 2000, o projeto ganhou o apoio financeiro da Petrobrás, sendo finalizado em março de 2002, uma nova cópia foi feita com novos padrões utilizado atualmente (antes era usada a janela 1.33; hoje o padrão é 1.66), com o som remasterizado, além do emprego de outros processos tecnológicos. Um dos fatores mais complicados durante o processo foi o encolhimento do que foi masterizado em 1974, sendo necessário uma copiagem quadro a quadro na Labocine do Brasil.
O filme foi reexibido no Sesc Ipiranga de São Paulo em junho de 2002.
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