Majestoso é a denominação dada à partida de um clássico de futebol brasileiro disputada entre as equipes paulistas do Sport Club Corinthians Paulista e do São Paulo Futebol Clube desde 1930. Este apelido foi dado ao confronto pelo jornalista Tommaso Mazzoni, do jornal A Gazeta Esportiva. Segundo o próprio São Paulo Futebol Clube, a agremiação tem como data de fundação o dia 25 de janeiro de 1930.

Maiores clássicos thumb|right|250px|Majestoso no Morumbi em 2009 thumb|right|250px|Majestoso na Arena Corinthians em 2015 O primeiro clássico entre o então bicampeão paulista Corinthians e o recém fundado São Paulo ocorreu em 25 de maio de 1930, no Parque São Jorge, jogo válido pelo Campeonato Paulista de 1930. O Corinthians ganhou por 2 a 1. O São Paulo chegou à última rodada do Paulista de 1931 disputando o título com Palmeiras e Santos. Enfrentaria o Corinthians, já eliminado, no Parque São Jorge, precisando vencer para ganhar seu primeiro título. Goleou por 4 a 1 e conquistou a primeira taça de sua história em 10 de janeiro de 1932. Em 1933, São Paulo e Corinthians fizeram um jogo válido pelo Campeonato Paulista e pelo Torneio Rio-São Paulo, na Chácara da Floresta, e o Tricolor venceu por 6 a 1, registrando a maior goleada da história do clássico, que seria igualada pelo Alvinegro em 2015. Foi confusa a decisão do Campeonato Paulista de Futebol de 1938. Disputado em pontos corridos, teve na última rodada, marcada para 23 de abril de 1939, um confronto entre o Timão e o Tricolor. O Coringa jogava por um empate, enquanto o Sampa precisava vencer para obrigar um jogo desempate. Com apenas dois minutos decorridos no Parque São Jorge, Mendes abre 1 a 0 para o Tricolor. Porém, a chuva interrompeu o jogo aos 21 minutos. Dois dias depois, em 25 de abril, no complemento da partida, o Corinthians empatou com Carlito, com um gol até hoje questionado se foi ou não de mão. O empate deu o título ao alvinegro. Na partida realizada em 24 de maio de 1942, pessoas compareceram ao estádio do Pacaembu, batendo seu recorde de público, e presenciaram a estreia de Leônidas da Silva pelo São Paulo. O jogo terminou em um 3 a 3. Leônidas, melhor atacante brasileiro de sua época e estrela da noite, ironicamente, não fez nenhum dos seis gols. Em 1 de janeiro de 1946, o São Paulo goleou o Corinthians por 5 a 1, pela Taça Cidade de São Paulo. Um ano depois, em 16 de maio de 1947, pelo mesmo torneio, o Corinthians goleou o São Paulo pelo mesmo placar, 5 a 1. Final do Campeonato Paulista de Futebol de 1957. O Corinthians liderava o campeonato e havia sido alcançado pelo São Paulo uma semana antes, depois de uma inesperada derrota para o Santos. Às três e meia da tarde, o São Paulo entrou no gramado do Pacaembu com Poy, De Sordi e Mauro Ramos de Oliveira; Sarará, Vítor e Riberto; Maurinho, Amauri, Gino Orlando, Zizinho e Canhoteiro. O Corinthians veio com Gilmar, Olavo e Oreco; Idário, Valmir e Benedito; Cláudio, Luisinho, Índio, Rafael e Zague. Aos cinco minutos, Gino e Luizinho se estranharam (já haviam brigado no clássico do primeiro turno). O jogo foi equilibrado, e o primeiro tempo terminou sem gols. Na etapa final, o Corinthians veio com tudo para cima do São Paulo. Mas, aos dezessete minutos, o Tricolor abriu o placar, com Amauri. Logo em seguida, Canhoteiro ampliou: 2 a 0. Mas o Corinthians reagiu e descontou, com Rafael. Três gols em apenas cinco minutos. Veio o terceiro gol tricolor, com Maurinho, que entrou com bola e tudo no gol de Gilmar. Gilmar saiu correndo atrás do ponta do São Paulo. O jogo ficou parado por dez minutos. Ao final do jogo, a Fiel começou a arremessar garrafas no gramado. Esse Majestoso ficou conhecido como "Tarde das Garrafadas". No dia 4 de Dezembro de 1966, o São Paulo venceu o Corinthians de forma heroica com três jogadores a menos no Pacaembu. Bene e Padro marcaram para o Tricolor e abriram o placar, mas Rivelino marcou para o Timão com o árbitro Armando Marques validando o gol que foi ilegal pois a bola chutada pelo jogador corintiano passou pelo lado de fora da rede. Os jogadores do Tricolor reclamaram e dois deles foram expulsos com a situação piorando posteriormente, pois Prado autor de um dos gols saiu do jogo machucado deixando o São Paulo com 8 jogadores em campo e restando 18 minutos para o fim da partida. Tricolor segurou o placar de 2 a 1 e venceu o Majestoso pelo Campeonato Paulista de 1966. O São Paulo, liderado por Pedro Rocha, eliminou o Corinthians na fase semifinal do Campeonato Paulista de 1975 com uma vitória por 2 a 1, dois gols de Serginho, em 10 de agosto. Na final, o São Paulo foi campeão sobre a Portuguesa. Em 7 de março de 1976 , o clássico terminou com vitória corintiana por 3 a 2, dando início a um tabu que terminaria apenas em 13 de julho de 1980, quando o Tricolor venceu o Corinthians por 2 a 1. Foram quatro anos e três meses sem derrotas do Timão no Majestoso, maior tempo de invencibilidade do Corinthians no clássico, com nove vitórias corintianas e quatro empates, totalizando treze partidas sem derrotas. No Campeonato Paulista de 1977, o Corinthians estava no mesmo grupo que o Tricolor do Morumbi na semifinal. Em 2 de outubro, o Corinthians eliminou o São Paulo com um 2 a 1, e acabaria campeão, dando fim a 23 anos de fila. Em 12 de dezembro de 1982, o time da Democracia Corintiana iria enfrentar o Tricolor, então bicampeão paulista, na finalíssima, após ter vencido a primeira final por 1 a 0. Jogando pelo empate, o Corinthians de Wladimir, Sócrates e Zenon, empatou por 0 a 0 no primeiro tempo com o Tricolor de Oscar e Serginho Chulapa, mas Biro-Biro abriu o placar e marcou o segundo gol alvinegro após o empate de Darío Pereyra; Casagrande determinou os 3 a 1 que valeram a taça ao Corinthians, impedindo o que seria o primeiro tricampeonato da história do São Paulo. Esse ano também foi um marco na história do Majestoso: até então, tinha havido poucas decisões, o que deixava o Majestoso com uma rivalidade menor que a do Choque Rei e a do Derby Paulista. Após essa final, São Paulo e Corinthians passaram a dominar o futebol paulista, aumentando em muito a rivalidade e tensão no clássico. No Campeonato Paulista de 1983, Corinthians e São Paulo se enfrentaram pela decisão do título do segundo turno e o Tricolor venceu o Timão por 3 a 2 , garantindo presença na final do campeonato contra o mesmo rival. Na decisão entre tricolor e alvinegro, após uma vitória por 1 a 0 na primeira final, em 11 de dezembro, o Corinthians jogava pelo empate em 14 de dezembro. A Democracia Corintiana levou o 0 a 0 até os 46 do segundo tempo, quando Sócrates abriu o placar. O tricolor ainda empataria aos 48 minutos, mas o título já estava ganho. O Corinthians passava a ser o maior ganhador do Campeonato Paulista de Futebol, com dezenove taças, contra dezoito do Palmeiras. No Campeonato Paulista de 1987, o tricolor eliminou o Palmeiras numa semifinal enquanto o Corinthians eliminou o Santos, que tinha a melhor campanha do campeonato, na outra. Na primeira final, em 26 de agosto, vitória são-paulina por 2 a 1. Em 30 de agosto um empate em 0 a 0 garantiu a taça para o São Paulo. No Campeonato Paulista de 1988, um dos dois quadrangulares que definiriam os finalistas teve um disputa acirrada entre os dois clubes pela vaga na final. Na primeira rodada, no Pacaembu, empate por 2 a 2; na antepenúltima, no Morumbi, outro empate, desta vez por 1 a 1, num jogo tumultuado, em que o Corinthians conseguiu o gol de igualdade por intermédio de Biro-Biro, em posição irregular. Na última rodada, o Palmeiras ajudou o Corinthians ao derrotar o São Paulo por 1 a 0 e o time do Parque São Jorge foi à final, conquistando o título contra o Guarani. Em 16 de dezembro de 1990, segundo jogo da decisão do Campeonato Brasileiro de 1990, entre Corinthians e São Paulo. No primeiro jogo, em 13 de dezembro, Wilson Mano, de joelho, fizera o tento que invertera a vantagem são-paulina, dando ao Corinthians o direito de jogar pelo empate. Aos nove minutos do segundo tempo, Tupãzinho marcou o gol que daria ao Corinthians seu primeiro título brasileiro. No Campeonato Paulista de 1991, o Tricolor venceu a primeira final contra o Corinthians por 3 a 0, com três gols de Raí. O empate por 0 a 0 no segundo jogo garantiu o título tricolor. Em 23 de janeiro de 1992 São Paulo e Corinthians se enfrentaram com suas equipes sub-21 pela semifinal da Copa São Paulo de Futebol Junior. Tal jogo não conta nas estatísticas de jogos das equipes principais, porém entra para história não só do clássico, como também, do Futebol Brasileiro, por nele ter ocorrido o primeiro caso de assassinato de um torcedor por uma torcida adversária no Brasil. No Estádio Nicolau Alayon, uma bomba caseira, provavelmente vinda da torcida são-paulina, atingiu a cabeça do corintiano Rodrigo de Gasperi de 13 anos de idade, provocando múltiplos traumatismos cranianos e lesão cerebral. O garoto morreu seis dias depois. A FPF editou uma proibição, que se mantém até hoje, da entrada de mastros de bandeiras, instrumentos musicais e fogos de artifícios em estádios no estado de São Paulo. O São Paulo Júnior ganhou por 1 a 0 do Corinthians e foi para a final. Na fase de grupos semifinal do Campeonato Paulista de 1993, o Alvinegro venceu o Tricolor pelo placar de 1 a 0, o resultado praticamente eliminou o São Paulo da final, acabando com o sonho do inédito tricampeonato. Neto em posição duvidosa marcou o gol corintiano no Majestoso. Na rodada seguinte, a última, uma vitória do Timão sobre o Novorizontino sacramentou a classificação do alvinegro para a final. Em 1994 ocorreu o primeiro Majestoso válido por um torneio internacional oficial: a Copa Conmebol. O São Paulo ganhou o primeiro clássico, realizado em 2 de dezembro, por 4 a 3. O segundo, em 9 de dezembro, terminou com 3 a 2 para o alvinegro. Nos pênaltis, o time de reservas e juniores do São Paulo, entre eles Rogério Ceni, aos 21 anos, Denílson, aos 17, Juninho Paulista, aos 21, e Fabiano, aos 16 anos, com média de idade de 20,6 anos, eliminou o Corinthians de Ronaldo, Casagrande, Wilson Mano e Marcelinho Carioca por 5 a 4. O tricolor acabou campeão. Em 10 de março de 1996, o alvinegro goleou por 5 a 0, com três gols de Edmundo, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. O jogo foi válido pelo Campeonato Paulista de 1996. Aquela foi a maior vitória corintiana no Majestoso até 2015. Na última rodada do quadrangular final do Campeonato Paulista de 1997, o Corinthians jogou com a vantagem do empate diante do São Paulo, que precisava vencer para levar a taça. Com a presença do imperador japonês Akihito no Morumbi, o time do São Paulo pressionou, mas foi o ex-são-paulino André, do Corinthians que marcou 1 a 0. No segundo tempo, Fábio Aurélio empatou, mas o Corinthians segurou o 1 a 1 e levantou o caneco, ultrapassando o Palmeiras novamente em número de taças estaduais, com 22 títulos. No Campeonato Brasileiro de 1997, tricolor e alvinegro faziam péssimas campanhas. Haveria então um clássico no Pacaembu em 31 de agosto. Dodô marcou o gol da vitória são-paulina por 1 a 0, livrando o São Paulo do risco de cair e afundando o Corinthians, que só se livraria da degola na última rodada, diante do Goiás. Na final do Campeonato Paulista de 1998, o fato mais relevante foi o retorno de Raí. O Corinthians vencera por 2 a 1 o primeiro jogo da final. Porém o tricolor venceu o segundo por 3 a 1, com um gol de Raí na única partida que disputou naquele torneio. Em 1999, o Corinthians eliminou o São Paulo nas semifinais do Campeonato Paulista de 1999 e do Campeonato Brasileiro de 1999. No Paulista, o São Paulo tinha a melhor campanha da competição, mas na primeira semifinal, ocorrida em 6 de junho, perdeu para o Corinthians por 4 a 0, bastando um empate por 1 a 1 no jogo seguinte para a classificação corintiana às finais, nas quais foi campeão.