O rio Itacaiúnas é um curso de água que nasce na serra da Seringa no município de Água Azul do Norte, estado do Pará, e é formado pela junção de dois rios, o rio da Água Preta e o rio Azul. Desemboca na margem esquerda do rio Tocantins, na sede da cidade de Marabá.
O rio teve uma importância muito grande na formação econômica da região sudeste do Pará. Grandes reservas de castanha-do-pará e caucho, que foram sustentáculos econômicos locais, existiam ao longo das margens do rio.
Com a intensa devastação da floresta e a prospecção mineral junto às cabeceiras dos afluentes do rio, na serra dos Carajás, o Itacaiúnas corre grande risco de secar e por fim morrer.Américo, Vanda. O Desfecho do Rio Itacaiúnas: Discurso na Câmara Municipal de Marabá. Marabá, 2006. Há ainda um projeto de desvio do seu curso normal, para crescimento urbano da cidade de Marabá, outro fator que coloca em risco à sua sobrevivência.
Expedição Coudreau: 118 anos depois
Em 2015 a Fundação Casa da Cultura de Marabá promoveu uma expedição, capitaneada pelo biólogo e presidente da instituição, Noé von Atzingen, inspirado no raro exemplar do livro “Viagem a Itaboca e ao Itacaiúnas”, escrito pelo francês Henri Coudreau, em 1897, que teve a ideia de explorar e pesquisar o rio Itacaiúnas.
Coudreau foi incumbido pelo então governador do Pará, Paes de Carvalho, de fazer investigações científico e geográficas da região do rio Tocantins e seus afluentes. O pesquisador foi acompanhado de sua esposa e de três canoeiros experientes. Ele navegou a extensão do rio Itacaiúnas em uma canoa. Como grande pesquisador, Coudreau fez anotações no campo da geografia, etnografia, além das ciências naturais.
A expedição constatou o que muitos ambientalistas vêm alertando há mais de uma década em Marabá: o rio está secando e praticamente morto em suas cabeceiras. Em alguns lugares completamente cortado e sem força. Como relata Atzingen:
Floresta Nacional do Itacaiunas Em 2 de fevereiro de 1998, por meio de um decreto presidencial foi criada a Floresta Nacional do Itacaiunas, nas linhas divisórias dos municípios de Marabá e São Félix do Xingu. A floresta tem por objetivo o manejo de uso múltiplo e de forma sustentável dos recursos naturais renováveis, a manutenção da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a recuperação de áreas degradadas, a educação florestal e ambiental, a manutenção de amostras do ecossistema amazônico e o apoio ao desenvolvimento sustentável dos recursos naturais das áreas limítrofes à Floresta Nacional.
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