miniaturadaimagem|Guitarrista da banda Holocausto Canibal Holocausto Canibal é uma banda de grindcore oriunda de Rio Tinto, Portugal. Formados em 1997, o grupo lançou uma demo, quatro álbuns de estúdio, três EPs, três splits, um álbum compilatório e são considerados uma das bandas portuguesa de música extrema mais conhecidas no cenário mundial.

O som da banda é influenciado por bandas como Carcass, Impetigo, Dead Infection, Blood e Deranged, misturando grindcore com alguns elementos de death metal, enquanto que as letras se centram em temáticas como o gore, perversão sexual e parafilias, sendo todas elas escritas e cantadas em português.

História

1997 - 2002: Primeiros tempos, primeiras reacções e "Gonorreia Visceral" Holocausto Canibal foram criados no Outono de 1997 pelo baixista Z. Pedro, que depois recrutou o vocalista Ricardo S., Nuno P. para as guitarras e J. Lamelas para a bateria, formando o primeiro line-up oficial.

O seu nome foi inspirado na obra-prima de Ruggero Deodato Cannibal Holocaust, tendo o seu logótipo sido criado por Christophe Szpajdel, artista plástico que também desenhou os logótipos de bandas como Emperor e Arcturus, entre outros. Ao escolher este nome a banda pretendeu prestar homenagem ao filme e ao seu realizador, que consideram uma das maiores influências para a sua sonoridade, estética e actuações. Ver entrevista concedida ao site "Valladolid Web Musical" (Castelhano): http://www.valladolidwebmusical.org/entrevistas/06/holocausto_canibal/Entrevista concedida ao site Xtreem Music website (Castelhano): http://xtreemmusic.com/interviews/public/view.php?id=1113

Os primeiros temas foram criados rapidamente e Holocausto Canibal concretizou a sua primeira aparição ao vivo em 22 de Março de 1998, na Discoteca Cairo, na cidade do Porto.

Após uma curta série de concertos pelo seu país nativo, a banda reuniu-se para gravar a sua primeira e única demo, intitulada "oPus I", que consistia numa gravação de ensaio do seu alinhamento actual. Lançada em 1998, "oPus I" recebeu boas críticas da imprensa local e nacional, o que rapidamente marcou o lugar de Holocausto Canibal na cena extrema portuguesa.

Ainda em 1998, Z. Pedro e Nuno P. visitaram o Instituto de Medicina Forense do Porto para uma sessão de fotos que posteriormente seria publicada no primeiro número da Loud! Magazine (maior publicação portuguesa de metal) e ali se cruzaram com o Professor José Eduardo Pinto da Costa, num momento que crucialmente influenciou a sua temática lírica na abordagem que faziam de temáticas gore e de horror. Numa conversa tida nessa sequência, o Professor ofereceu-lhes um atlas de medicina, um livro que desde então se tornou a fonte de inspiração para as suas letras, conhecidas pelo uso de termos técnicos e pela abordagem complexa que fazem da medicina.

Um ano depois o vocalista Ricardo S. abandona o colectivo e Carlos entra para o seu lugar. Nesse mesmo ano e nessa sequência Holocausto Canibal iniciou as gravações do seu primeiro longa.duração nos estúdios Rec'n'Gore. Baptizado "Gonorreia Visceral", este trabalho foi lançado em Fevereiro de 2000 pela editora So Die Music e consolidou definitivamente o estatuto da banda na cena portuguesa, numa altura em que o black metal estava em ascensão em Portugal e a maioria das bandas portuguesas de death metal estavam em hiatos indefinidos, o que lhes permitiu tocar nos maiores festivais de música extrema no seu país.

A capa de "Gonorreia Visceral" foi criada com recurso a imagens reais e não desenhos, tornando este disco no primeiro álbum de música portuguesa a exibir uma capa concebida dessa forma. Esta tornou-se uma das características principais do trabalho da banda, tendo as capas dos trabalhos subsequentes sido criadas de forma semelhante.

Graças à violência e brutalidade das suas capas, letras e actuações (conhecidas pelo uso de instrumentos cirúrgicos, sangue e carne), Holocausto Canibal rapidamente chamou a atenção dos media portugueses.

Em Fevereiro e Abril de 2000 o baterista J. Lamelas e o vocalista Carlos, respectivamente, saíram de Holocausto Canibal. Ricardo S. foi novamente chamado para ocupar a vaga de vocalista e um novo baterista, Ivan S., foi recrutado.

Com uma formação composta por Z. Pedro no baixo, Nuno P. na guitarra, Ricardo S. na voz e Ivan S. na bateria, a banda cruzaria o seu país nativo espalhando a sua sonoridade em actuações que se tornariam infames.

2002 - 2006: "Sublime Massacre Corpóreo" e a exposição internacional Contudo, o primeiro reconhecimento internacional surgiu apenas com o segundo longa-duração, "Sublime Massacre Corpóreo", lançado em 2002 novamente pela So Die Music.

Em 2001 a banda deu entrada nos Grave Studios em Braga para gravar o álbum cujos temas como "Violada Pela Motosserra", "Porno Hardgore" e "Cadavérica Ejaculação Espasmódica" rapidamente se tornaram clássicos do género em Portugal e que contou com a participação do actual teclista dos britânicos Anathema, Daniel Cardoso, nos teclados.

"Sublime Massacre Corpóreo" definiu a sonoridade de Holocausto Canibal e foi o primeiro disco da banda a atravessar a fronteira devido à ampla distribuição pela Europa e Américas do Norte e Sul. Foi também este álbum que permitiu que a própria banda se deslocasse ao estrangeiro, desta vez com C. Guerra como vocalista, após a saída de Ricardo S. em Novembro de 2003 para dedicar o seu tempo à sua filha recém-nascida.

Abril de 2003 viu a entrada do guitarrista Nuno T., que preencheu a vaga de uma segunda guitarra e Holocausto Canibal tornou-se num quinteto pela primeira vez, mas não por muito tempo, pois Nuno T. abandonaria a banda em Julho de 2004.

Com esta formação a banda deu os seus primeiros concertos na República Checa e na Alemanha, em várias salas e festivais, tornando-se na primeira banda portuguesa a tocar em festivais de culto como o "Fuck The Commerce VII (2004] na Alemanha (que foi o seu primeiro concerto fora de Portugal e Espanha) https://www.blabbermouth.net/news/obituary-confirmed-for-germany-s-fuck-the-commerce-vii-festival/ e o Obscene Extreme Fest (em 2005) na República Checa.http://www.obsceneextreme.cz/index.php?option=com_content&view=article&id=2406:obscene-extreme-history-1999-2013&catid=14&Itemid=182&lang=en

Um ano depois, Holocausto Canibal assinou um contrato com a alemã Cudgel Agency para gravar e lançar o seu terceiro álbum de originais, "Opusgenitalia".

Em Dezembro de 2005, antecipando um longo período de digressões, a banda recrutou o guitarrista Eduardo F. formando um quinteto pela segunda vez na sua história. No entanto, mais uma vez, esta formação não duraria, uma vez que Nuno P. deixou a banda no final de 2006.

2006 - 2011: "Opusgenitalia" "Opusgenitalia" foi gravado por uma formação que consistia em Z. Pedro no baixo, Nuno P. nas guitarras e Ivan S. na bateria, mas desta vez Max T. foi chamado para captar as vozes, um convite que seria renovado em "Gorefilia" e "Larvas".

Apesar de terem escolhido novamente os Grave Studios para captar e misturar este novo trabalho, a masterização foi levada a cabo na Alemanha nos MegaWimp Studios.

Após vários atrasos causados pela natureza gráfica da sua capa (que foi constantemente censurada pelas autoridades alemãs), "Opusgenitalia" foi finalmente lançado em 2006 e exibia uma composição mais brutal e rápida, elevando a sonoridade da banda a um novo nível de agressividade e obscenidade. Temas como "Fetofilia - Incestuosa Sodomia Fetal", "Vulva Rasgada", "Amizade Fálica" e "Empalada Via Espinal Dorsal - Empalamento II" tornaram-se marcos do género em Portugal, à semelhança do que tinha acontecido anteriormente com alguns dos temas de "Sublime Massacre Corpóreo".

Este disco foi massivamente distribuido pelo mundo e apresentou a banda a novos públicos, permitindo-lhes tocar em novos países, como Eslováquia, Hungria, Finlândia, Itália, Áustria, em festivais como o Antitrend Bizarre Leprous Fest 2, Fekal Party 9 (República Checa),http://www.fekalparty.cz/images/flyers/fekalparty2007.jpg Fuck The Commerce XI (desta vez como co-cabeças de cartaz),https://scontent-a-lhr.xx.fbcdn.net/hphotos-prn2/t1.0-9/253198_259669960726290_5962269_n.jpg Deathfeast Open Air 2008 (Alemanha),http://userserve-ak.last.fm/serve/252/5495453.jpg Tattoo Deathfest 2010 (Itália) , entre outros.

De Abril a Junho de 2006, o baterista Ivan S. foi forçado a sair temporariamente da banda para recuperar de uma lesão na perna. Diogo P. (que na altura tocava bateria em Fetal Incest, onde Z. Pedro também tocava baixo) foi recrutado como baterista para assegurar os concertos que estavam confirmados naquele período.

A primeira incursão transatlântica estaria quase a acontecer em 2008, uma vez que Holocausto Canibal foram confirmados para tocar o Central Illinois Metalfest, em Illinois, Estados Unidos da América a 19 de Julho, mas devido a uma recaída da lesão de Ivan S. esta aparição acabou por não acontecer. Ver resposta dada numa entrevista concedida à SoundZone Webzine em Dezembro de 2013 (apenas em português): http://www.soundzonemagazine.com/2013/12/entrevista-tertulia-canibal-holocausto-canibal-anatomia-grinder-capitulo-2.html

Ivan S. deixou a banda em Setembro de 2009 e Diogo P. entrou como baterista oficial. Nesta altura a formação estava completa com Z. Pedro no baixo (e único membro fundador), C. Guerra na voz e Eduardo F. na guitarra, tendo começado a preparar o seu quarto longa-duração.

Em Abril de 2011 a banda recrutou António C. como guitarrista de sessão.

Alguns meses depois, Holocausto Canibal foram convidados pelo realizador Tiago Pereira para participar no projecto "A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria"", um arquivo online de vídeos criado por Tiago Pereira e Joana Barra Vaz para demonstrar a diversidade da música portuguesa. . As imagens eram captadas ao ar livre e em locais estranhos, completamente distanciados da sonoridade dos artistas. Holocausto Canibal tornou-se na primeira banda de música extrema a fazer parte do projecto, participando com o tema "Gorgasmos - Orgásmicos Espasmos Gore" do seu primeiro álbum.

2011 - 2014: "Gorefilia" 2011 foi também o ano que marcou o regresso da banda ao estúdio para gravar o seu novo longa-duração, o quarto da sua carreira. Tendo escolhido os 213 Studios e o produtor Bruno Silva para as captações e os Hertz Studios na Polónia e os produtores residentes Slawek e Wojtek Wieslawski (conhecidos pelo seu trabalho com bandas como Vader, Behemoth e Decapitated) para mistura e masterização, "Gorefilia" foi lançado em 2012 pela espanhola Xtreem Music (distribuição mundial) e Raising Legends/Raging Planet Records (distribuição em Portugal). https://www.blabbermouth.net/news/holocausto-canibal-signs-with-xtreem-music/

"Gorefilia" é o trabalho mais maduro, completo e negro da banda, sendo descrito pelos próprios como um álbum conceptual baseado em parafilias.https://www.blabbermouth.net/news/holocausto-canibal-gorefilia-artwork-unveiled/

Sendo o regresso de Holocausto Canibal aos longa-durações, seis anos após o lançamento de "Opusgenitalia", "Gorefilia" foi bem recebido pelos críticos, tendo sido altamente recomendado pela Terrorizer Magazine (a maior publicação de metal extremo a nível mundial) - "“A nasty helping of Portuguese gore Metal, anyone? Look no further than these mighty legends, brootal is an understatement!” ("Alguém quer uma porção desagradável de Gore Metal Português? Então fiquem com estas grandes lendas, brutal é um eufemismo!" em português), escreveram. - e permitiu-lhes gravar os seus primeiros videoclipes, para os temas "Objectofilia Platónica" e "Lactofilia Destalhada" .

O vídeo do primeiro single, "Objectofilia Platónica", estreou no programa "Curto Circuito"" (Sic Radical" em 22 de Novembro de 2012.https://www.blabbermouth.net/news/holocausto-canibal-objetofilia-plat-nica-video-released/