thumb|220x220px|Fachada da Catedral de Siena. A construção foi abandonada em 1348 Contando o Custo, ou A parábola acerca da providência (ARC), ou As condições para ser seguidor de Jesus (NAA e NTLH) ou O custo do discipulado (NVI e NVT) são nomes geralmente dados a um par de parábolas de Jesus relatadas no Evangelho segundo .
Narrativa Segundo Lucas, as parábolas dizem:
Interpretação Joel B. Green sugere que não está claro que tipo de torre está sendo referida na primeira parábola,Joel B. Green, The Gospel of Luke, Eerdmans, 1997, , pp. 566-567. mas observa que a mensagem é que uma "fidelidade profunda à finalidade salvadora de Deus" é requerida, "aparente na identidade do indivíduo como um discípulo de Jesus". Trata de se colocar a família e os bens em segundo lugar,Charles McCollough, The Art Of Parables: Reinterpreting the Teaching Stories of Jesus in Word and Scripture, Wood Lake Publishing, 2008, , pp. 94-95. como em e .
Intensidade do discurso de Jesus miniaturadaimagem|345x345px|Jesus carregando a Cruz. Pintura de Simone Martini. Na parábola relatada em Lucas 14:25-33, Jesus compara seu discipulado com "carregar uma cruz" Craig S. Keener, ao comentar o contexto histórico-cultural desta passagem, enfatiza o profundo exclusivismo da mensagem e do discipulado de Jesus. Ele também relembra que nos versículos anteriores à esta parábola (), Jesus ensina à seus seguidores que "valorizem os necessitados acima da [própria] respeitabilidade". Levando em consideração que a honra era bastante estimada nos tempos de Jesus, essas palavras eram chocantes.
Enquanto isso, dando prosseguimento ao desenvolvimento da narrativa, Lucas relata no texto da parábola que Jesus também exige que seus seguidores valorizem mais a ele do que a seus familiares ou a si mesmos (conforme ). Keener ainda observa que os ouvintes de Jesus viviam numa sociedade que valorizava fortemente a honra e os laços familiares. A mensagem de Jesus era, portanto, tida como bastante ofensiva, desagradável e exclusivista, por conta do alto sacrifício que Cristo cobrava de seus seguidores.
"Quem não carrega sua cruz" (v. 27) A intensidade das palavras de Jesus também se manifesta quando, de acordo com , Jesus diz:" Quem não carrega a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo". Keener comenta que carregar a própria cruz (ou pelo menos parte dela) era algo feito por criminosos antes de sua crucifixão, e, em suas palavras "geralmente em meio a uma multidão zombeteira". Jesus uma situação humilhante e desagradável para ilustrar a decisão de seus discípulos em segui-lo, tendo em vista também que a cruz era vista como um instrumento de sofrimento e vergonha pública (Como disse Edwards em seu comentário ao Evangelho segundo Lucas).
Interpretação dos Pais da Igreja
Cirilo de Alexandria No século IV depois de Cristo, o Patriarca Cirilo de Alexandria cita esta parábola ao pregar argumentando sobre a importância da convicção e firmeza de espírito necessárias para proceder em empreendimentos honrados e virtuosos. Ao comentar sobre o homem da parábola, que começa a construir a torre porém não termina seu empreendimento, afirma o seguinte:
Quando Cirilo de Alexandria pregou no texto da parábola citada neste artigo, afirmou que a lição transmitida por Cristo nessa parábola é que semelhantemente ao que ele disse em seu Sermão LIX) quem deseja seguir a Cristo deve fazê-lo de forma impetuosa e com severa seriedade, sendo capaz de ignorar as coisas mundanas por amor a Cristo:
Ver também Evangelho segundo Lucas Harmonia evangélica Jesus Ministério de Jesus Parábolas de Jesus
Bibliografia
Referências
Categoria:Parábolas de Jesus Categoria:Evangelho de Lucas