A crise econômica sul-americana de 2002 foi um conjunto de perturbações econômicas que se desenvolveram naquele ano nos países do Cone Sul da América do Sul.

Histórico A economia argentina sofria um déficit sustentado e de dívidas pendentes extremamente altas, e uma de suas tentativas de reforma incluiu a fixação de suas taxas de câmbio em dólares americanos. Quando o Brasil, como seu maior vizinho e parceiro comercial, desvalorizou sua própria moeda em 1999, a atrelagem argentina ao dólar norte-americano o impediu de igualar essa desvalorização, deixando seus bens comercializáveis ​​menos competitivos com as exportações brasileiras.

Junto com o desequilíbrio comercial e o problema da balança de pagamentos, a necessidade de crédito para financiar seus déficits orçamentários tornou a economia argentina vulnerável à crise econômica e à instabilidade. Em 1999, a economia da Argentina encolheu 3,3%. O PIB continuou diminuindo: 0,8% em 2000, 4,4% em 2001 e 10,9% em 2002. Um ano antes, no Brasil, o baixo nível de água nas hidrelétricas, combinado com a falta de investimentos de longo prazo em segurança energética, forçava o país a fazer um programa de racionamento de energia, o que afetou negativamente a economia nacional.

Entrando em 2002 com a dívida pública em 54% do PIB, começou a surgir dúvidas sobre a capacidade do Brasil em honrar seus pagamentos. Com a crise argentina e a eleição presidencial daquele ano, a crescente tensão na economia levou a uma forte pressão cambial, com o país sofrendo um ataque especulativo no mercado de câmbio. De janeiro a setembro, a moeda brasileira, em relação ao dólar, desvalorizou-se em 70%, enquanto a inflação do período chegou a 12,5%. A crise foi contida por um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo governo FHC, o qual o governo sucessor comprometeu-se em cumprir.

Ver também Crise econômica argentina (1998-2002) Crise econômica no Paraguai em 2002 Crise bancária no Uruguai em 2002 Crise cambial brasileira de 2002

Ligações externas I.M.F. Loan to Brazil Also Shields U.S. Interests, The New York Times, 9 de agosto de 2002 Brazil May Not Stay Upright on a Shaky Global Stage, The New York Times, 6 de outubro de 2002 A Look at Argentina’s 2001 Economic Rebellion and the Social Movements that Led It - vídeo por Democracy Now!

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