Boliqueime é uma vila portuguesa sede da Freguesia de Boliqueime do Município de Loulé, freguesia com 46,21 km² de área e uma população de 4789 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de , o que lhe permite ser classificada como uma Área de Baixa Densidade (portaria 1467-A/2001).Teixeira, Ângelo José Lopes (2006). Tipologia sócio-económica das freguesias da Região do Algarve, 1991 - 2001, Dissertação de mest., Economia Regional e Desenvolvimento Local,Faculdade de Economia, Univ. do Algarve.
História Pela prefeitura foi esta freguesia unida ao município de Albufeira. Pela Lei de 17 de Abril de 1838 anexada ao antigo Concelho de Loulé, tendo voltado a pertencer ao Concelho de Albufeira entre 10 de Julho de 1839 e 24 de Outubro de 1855, data em que Boliqueime passou, definitivamente, a integrar o novo Concelho de Loulé onde permanece até aos nossos dias.
Boliqueime surgiu onde se encontram olhos de água. O topónimo "Boliqueime" deriva do italiano "bulicame" que significa "fonte termal", estando a criação desta aldeia ligada aos genoveses, venezianos e sicilianos que, nos séculos XIII, XIV e XV, demandavam a costa algarvia para a pesca do atum e da baleia e iam aos Olhos D’Água (ou seja a Boliqueime) carregar a indispensável água potável. Obviamente o sufixo português "-queime" substituí o falso sufixo italiano "-came", assim exprimindo o sentido do adjetivo "termal".
Este nome, que agradou aos seus naturais, foi adoptado pelos populares e ficou na povoação desde que Boliqueime se “deslocou” para onde actualmente está implantado.
No dia 4 de Outubro de 2024, Boliqueime foi elevada à categoria de vila.
Demografia A população registada nos censos foi:
Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 2001 603 474 2327 10692011 686 453 2622 12122021 645 461 2399 1284
Património A título de curiosidade, reza a história que foi na freguesia que D. João I mandou fazer as primeiras experiências de plantação de cana-de-açúcar. Afetada pelo sismo de 1755, a igreja matriz de Boliqueime teve que ser novamente edificada, sendo actualmente um dos pontos de atracção turística em Boliqueime, seguindo-se o museu e a Igreja de S. Faustino, santo a quem a população dedica uma festa e grande devoção por este ser apelidado de advogado dos quebrados.
A excelência da paisagem e o superior acolhimento da sua gente constituem, igualmente, fortes atracções para nacionais e estrangeiros que de longe a visitam e a escolhem para residência. Os valores da ruralidade caracterizam a freguesia de Boliqueime, que vive fundamentalmente da agricultura de sequeiro e de regadio, para além do comércio que se localiza próximo do aglomerado urbano e na Fonte de Boliqueime e se estende, igualmente, ao longo da EN 125.
Mantêm-se, também, ainda vivas na freguesia algumas tradições, tais como as feiras de 4 de agosto e 17 de outubro, a festa em honra de Nossa Senhora das Dores, São Luís e São Sebastião, em Setembro e a festa de São Faustino, no Domingo de Pascoela. De tradição mais recente, em meados de Junho, têm lugar no átrio da Igreja Matriz as festas populares de São João.
Realizam-se são também passeios pedestres pelas paisagens da freguesia, de onde se podem vislumbrar o mar, antigos moinhos de vento, poços de água, miradouros, ribeiras de águas límpidas e cristalinas e as mais variadas vegetações.
Figuras ilustres Boliqueime é o lugar de nascimento do político e economista Aníbal Cavaco Silva, que foi Primeiro-Ministro de Portugal entre 1985 e 1995 e Presidente da República entre 2006 e 2016. A Escola Básica Integrada de Boliqueime foi inaugurada no dia 19 de setembro de 1994 e tem o nome EBI Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva.
É também o lugar de nascimento da escritora Lídia Jorge (1946) e da escritora e ensaísta Maria Aliete Galhoz (1929).
Ligações externas
Categoria:Freguesias de Loulé