A estação ferroviária de Barca da Amieira - Envendos, originalmente designada apenas como de Barca da Amieira (nome frequentemente grafado como "Barca d’Amieira") e por vezes ainda assim referida, em abreviatura ("Barca Amieira"), é uma interface ferroviária da Linha da Beira Baixa, que serve nominalmente as freguesias de Amieira do Tejo (mun. Nisa) e Envendos (mun. Mação), em Portugal.
Descrição Localização e acessos Esta interface localiza-se junto à linha de água do Rio Tejo, onde este faz fronteira entre os municípios de Nisa, na margem esquerda, a sudeste, e de Mação, na margem direita, a noroeste — situando-se a infraestrutura ferroviária nesta última, incluindo a via férrea e todas as estruturas de apoio, nomeadamente o edifício de passageiros e respetivos arruamentos anexos. Estes, mormente a EM359, com um pendor inicial apreciável,Folha 323 - Amieira (Niza) (Série M888) Centro de Informação Geoespacial do Exército: Lisboa. Carta geográfica 1:25000: Desnível de 60 m entre os (200 m ), (140 m ), e (80 m ) da EN359. comunicam por via rodoviária esta estação com o restante da freguesia de Envendos e do seu município de Mação; deste lado, para nordeste, a localidade mais próxima, a cerca de dois quilómetros, é São José das Matas.: 2200 m: desnível acumulado de +178−13 m A localidade nominal secundária, Envendos, situa-se a distância considerável, para nornoroeste, a cerca de nove quilómetros, variando consoante o percuso escolhido.: 9490 m: desnível acumulado de +316−129 m: 9780 m: desnível acumulado de +352−165 m: 8500 m: desnível acumulado de +346−158 m
thumb|left|Atravessamento fluvial em 2023 (com a estação à direita, fora do enquadramento). Na margem oposta do Rio Tejo, que tem aqui cerca de 100 m de largura, situa-se a localidade nominal primária, Barca da Amieira, sendo o atravessamento feito por via fluvial, para peões e veículos ligeiros, a pedido e em regime gratuito, sete horas por dia de quarta‑feira a domingo, de abril a outubro, num percurso que em 2020 durava cerca de três minutos; daqui, a EM359 segue para sudeste, ligando a Amieira do Tejo (antiga sede da freguesia local) a menos de quatro quilómetros, e daí para Arez (sede da freguesia local desde 2012) e Nisa (sede do município local).: 3780 m: desnível acumulado de +221−62 m Não se pode considerar que haja atravessamento rodoviário/penonal alternativo via qualquer das pontes sobre o rio Tejo: A Ponte de Belver situa-se cerca de quatro quilómetros a montante do local da estação mas dista quase catorze por via rodoviária;: 13 890 m: desnível acumulado de +452−435 m já a Ponte do Fratel, a pouco menos de treze quilómetros a jusante do local da estação, dista por sua vez quase 21 km por via rodoviária.: 20 720 m: desnível acumulado de +568−563 m Dado o declive acentuado da margem direita, onde se situa, esta estação encontra-se pois singularmente isolada: Com efeito, um dos principais acessos, ao longo da sua história, foram os serviços de barcas que atravessavam o rio.
Infraestrutura O edifício de passageiros situa-se do lado noroeste da via (lado esquerdo do sentido ascendente, para a Guarda). Esta interface apresenta quatro vias de circulação, identificadas como I, II, I-A, e II-A, com comprimentos de 466 e 624 m, respetivamente duas-a-duas; destas são as duas primeiras acessíveis por plataforma de 150 m de comprimento e 685 mm de altura; existe ainda uma via secundária, identificada como III, com comprimento de 92 m; todas estas vias estão eletrificadas em toda a sua extensão.
Serviços Esta estação é utilizada por comboios Regionais, assegurados pela operadora Comboios de Portugal.
História
Esta interface situa-se no lanço entre e da Linha da Beira Baixa, que começou a ser construído nos finais de 1885, e entrou em exploração no dia 6 de Setembro de 1891. Foi uma das estações inaugurais deste lanço, sendo então Amieira do Tejo considerada como o ponto de partida de «uma bôa estrada para Niza e outros pontos da Beira».
Em 1932, empreenderam-se obras de melhoramento da toma de água, e em 1934 foi aprovado um projecto para obras de ampliação da estação.
Num diploma publicado no Diário do Governo n.º 240, II Série, de 15 de Outubro de 1949, o Ministério das Comunicações aprovou o processo de expropriação de duas parcelas de terreno entre os e , para a construção de habitações para o pessoal, na estação de Barca de Amieira.
Em 2004, esta interface possuía a classificação de Estação, e dispunha de duas vias de circulação. Em Janeiro de 2011, continuava a apresentar duas vias de circulação, ambas com 466 m de comprimento; as plataformas tinham ambas 150 m de extensão, e 70 cm de altura. — valores entretanto (em 2017Diretório da Rede 2019. I.P.: 2017.12.07 ou anteriormente) alterados/ajustados para os atuais.
Depois de ter sido o principal acesso à estação durante o século XX, os serviços fluviais entraram em declínio devido à massificação do transporte automóvel e à introdução das barragens, embora continuem em uso, com regulamentação relegislada em 2024.“Regulamento 483/2024, de 29 de Abril: Aprova o Regulamento de Funcionamento do Transbordador «Barca d’Amieira».” Diário da República, 2.ª série N.º 82 (29 de abril de 2024). (Arq. C.M.; arq. Tretas) Com efeito, nos finais da década de 2010 foi introduzida uma nova embarcação, depois da antiga ter ficado apeada num local elevado nas margens, na sequência de cheias. Neste período, a estação foi também atingida por incêndios, que levaram à destruição de estruturas em madeira.
Ver também Transporte ferroviário em Portugal História do transporte ferroviário em Portugal
Ligações externas
Barca da Amieira-Envendos Barca da Amieira-Envendos Categoria:Envendos Categoria:Fundações em Portugal em 1891 Categoria:Estações ferroviárias inauguradas em 1891