Estratelata () era um termo grego designando um general, que também tornou-se uma dignidade honorária no Império Bizantino. No primeiro sentido, foi frequentemente aplicada para santos militares, tais como Teodoro Estratelata.

No Império Romano tardio e Império Bizantino inicial o título foi usado, junto com o anteriormente estabelecido estratego, para traduzir para grego o ofício de mestre dos soldados (magister militum). No , contudo, a Novela 90 do imperador Justiniano I atesta a existência de um título de nível honorífico médio, que foi classificado ao lado de apo eparchōn ("ex-prefeito"). Um protoestratelata ("primeiro estratelata") Teopempto é atestado em um selo do , provavelmente indicando a mais alta dignidade entre toda a classe dos estratelatas. Este estratelata foi uma dignidade puramente honorífica, ligada a nenhum ofício, e declinou mensuravelmente em prestígio durante os séculos VII e VIII: evidências sigilográficas mostram que veio a ser ostentado pelos mais baixos oficiais da burocracia imperial, como os comerciários (kommerkiarioi; supervisores aduaneiros), curadores (kouratores; supervisores dos estabelecimentos imperiais) e os notários (notarioi; secretários imperiais).

No final do , foi classificado na parte inferior da hierarquia das dignidades imperiais (junto com o apo eparchōn), como atestado no Cletorológio do Filoteu. O Cletorológio também registra que a dignidade foi conferida pela atribuição de um codicilo ou diploma (), mantendo a prática do . Nos séculos X-XI, o termo retornou para seu significado militar original, sendo usado como para generais seniores, incluindo os comandantes-em-chefe (os domésticos das escolas) do Oriente e Ocidente. Ao mesmo tempo, contudo, a presença de um tagma (regimento profissional) chamado de estratelatas é atestado na Ásia Menor no final do , formado pelo imperador João I Tzimisces .

Bibliografia

Categoria:Títulos militares bizantinos Categoria:Títulos cortesãos bizantinos