Sérgio Rodrigues (Muriaé, 1962) é um escritor, jornalista e crítico literário brasileiro, vencedor do 12° Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura (2014) nas categorias Romance e Grande Prêmio pelo livro "O drible" (Companhia das Letras), um drama de família que tem como pano de fundo cinco décadas de história do futebol brasileiro.Sérgio R vence Telecom Folha de S. Paulo

Radicado no Rio de Janeiro desde 1979, é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor de diversos livros, foi editor-executivo da revista eletrônica "NoMínimo" e trabalhou como repórter, editor e colunista nas principais empresas de comunicação do país. Atualmente é colunista semanal do caderno Cotidiano do jornal Folha de S. Paulo e roteirista do programa Conversa com Bial, da TV Globo. O trabalho como pesquisador e colunista nas áreas de gramática e linguística rendeu um de seus livros mais recentes, o almanaque "Viva a língua brasileira!", publicado em setembro de 2016.

O romance "O drible" (2013) foi lançado em abril de 2014 na Espanha, com o título "El regate" e tradução de Juan Pablo Villalobos, e em francês como "Dribble" no ano seguinte, traduzido por Ana Sardinha e Antoine Volodine. Saiu ainda em Portugal. Segundo o jornalista João Máximo, trata-se do "melhor romance já escrito sobre futebol em qualquer idioma".

Durante a Copa do Mundo de 2014, publicou no jornal francês Le Monde um folhetim policial em 24 capítulos chamado "Jules Rimet, meu amor", sobre o roubo da taça da FIFA conquistada definitivamente pela seleção brasileira em 1970. O folhetim foi publicado em português como novela no livro "A visita de João Gilberto aos Novos Baianos".

O romance "Elza, a garota" foi publicado também em Portugal, em 2010, e lançado nos EUA, com tradução de Zoë Perry e o título "Elza: the girl", em setembro de 2014. “A esquerda apagou a história de Elza de forma deliberada e consciente, para ocultar um crime que a deixava mal”, explicou Sergio, em entrevista sobre o livro, que reacende o debate sobre o assassinato de uma militante inculta assassinada pelos comunistas liderados por Luiz Carlos Prestes, que chegou a ser responsabilizado e depois absolvido pelo crime.

Pelo conjunto da obra, Rodrigues recebeu o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro 2011 na categoria Literatura.

Obras O homem que matou o escritor (contos, 2000) Manual do mané (humor, 2003), em coautoria com Arthur Dapieve e com Gustavo Poli. What língua is esta? (crônicas e artigos, 2005) As sementes de Flowerville (romance, 2006) Elza, a garota (romance, 2009) Sobrescritos: 40 histórias de escritores, excretores e outros insensatos (contos, 2010) O drible (romance, 2013) Jules Rimet, meu amor (novela, 2014) Viva a língua brasileira! (almanaque, 2016) Cartas brasileiras (coletânea, 2017), organizador A visita de João Gilberto aos Novos Baianos (contos, 2019) A vida futura (romance, 2022)

Ligações externas

Coluna na Folha de S.Paulo

Sérgio Rodrigues lê trecho do livro "Elza, a garota"

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