"S&M" é uma canção da cantora barbadense Rihanna, gravada para o seu quinto álbum de estúdio Loud. Foi composta por Mikkel Eriksen, Tor Hermansen, Sandy Wilhelm e Ester Dean, com a produção a cargo da equipa norueguesa Stargate e Sandy Vee. A sua gravação decorreu em 2010, nos estúdios Roc the Mic em Nova Iorque, Westlake Recording Studios em Los Angeles e The Bunker Studios em Paris. O tema foi enviado para as rádios norte-americanas a 23 de Janeiro de 2011 através da Def Jam Recordings, tornando-se o terceiro single do disco. A 11 de Fevereiro, foi disponibilizado na iTunes Store de vários países, como o Brasil, Finlândia e Portugal. Mais tarde, foi ainda editado um extended play (EP) e um pacote de remisturas a partir da original. Musicalmente, a canção deriva de géneros eurodance, eletrónica e dance-pop. Incorpora demonstrações das linhas dos sintetizadores de "Master and Servant" da banda inglesa Depeche Mode; o seu instrumental foi trabalhado com sintetizadores, baixo, teclado e guitarras. A letra da canção revela os prazeres sexuais da cantora como uma metáfora para atacar elementos mediáticos.

Os críticos de música contemporânea fizeram diversas análises à canção após o lançamento do disco, em que alguns a denominaram como o destaque do álbum. Comentaram também a vibração electrónica e de dance-pop embutida na melodia, afirmando que "deixa claro o grande salto na carreira da cantora". Outros criticaram as investidas sexuais divulgadas abertamente na letra da canção. Alcançou a primeira posição na ARIA Singles Chart da Austrália, Canadian Hot 100 do Canadá e ZPAV da Polónia. Nos Estados Unidos, chegou ao segundo lugar na Billboard Hot 100, no entanto, com as vendas combinadas de uma versão remisturada com vocais de Britney Spears, tornou-se o décimo número um de Rihanna e o quinto de Spears no país. Posteriormente a Australian Recording Industry Association (ARIA) certificou o single com seis discos de platina e a Recording Industry Association of America (RIAA) com quatro.

O vídeo musical, dirigido por Melina Matsoukas, estreou a 1 de Novembro de 2011 através do serviço VEVO. O tema retratado passa, em parte, uma espécie de resposta por Rihanna aos críticos depreciativos, além de actos sadomasoquistas e fetiches softcore. É expressa a metáfora da luta de uma celebridade contra os elementos dos média, contando com a participação do blogueiro Perez Hilton. O projecto foi banido em alguns países, sendo que era apenas transmitido à noite por algumas estações de televisão. Posteriormente ao lançamento do teledisco, o tema foi reeditado no Reino Unido e intitulado como "Come On" para as reproduções durante o período diurno. Os críticos elogiaram o uso de cores vibrantes e a sensualidade embutida no trabalho. O fotógrafo David LaChapelle entrou com uma acção judicial alegando que o vídeo incorpora ideias das suas fotografias. O caso acabou por ser resolvido em consenso com uma quantia de dinheiro não revelada. A faixa recebeu várias interpretações ao vivo como parte da sua divulgação, inclusive durante as cerimónias de entrega de prémios Brit Awards e Billboard Music Awards de 2011, além da sua inclusão no alinhamento na terceira parte da digressão mundial Last Girl on Earth Tour, e ainda durante toda a edição da The Loud Tour e Diamonds World Tour. "S&M" fez parte da Femme Fatale Tour de Britney Spears após o lançamento da remistura oficial de colaboração.

Antecedentes e lançamento

Durante a 53.ª edição dos Grammy Awards, Tor Erik Hermansen, membro da equipa de produção norueguesa StarGate, revelou que posteriormente à elaboração do CD, "Rihanna veio ter connosco antes de começarmos a gravar e disse 'Eu sinto-me óptima sobre mim mesma. Quero voltar ao tempo em que me divertia, quero fazer gravações felizes e de ritmo acelerado'". Hermansen explicou mais tarde que acederam ao pedido da jovem porque o seu álbum anterior, Rated R, não tinha temas de ritmo acelerado. "Only Girl (In the World)" tornou-se na primeira faixa a ser completada para Loud, e a intérprete escolheu-a para inclusão no disco antes mesmo de tê-la gravado. Enquanto promovia Rated R na sua segunda digressão mundial Last Girl on Earth Tour e filmava Battleship, começaram as sessões de gravação do quinto disco de originais da cantora. Mais tarde, a artista afirmou numa entrevista com a revista Entertainment Tonight, "Loud, é a palavra, o nome do álbum que reflecte definitivamente a sua atitude, é muito atrevida e namoradeira o suficiente parar chamar a sua atenção, e é por isso que gosto. Leva-vos num passeio realmente muito interessante. Muito colorido o álbum". A sonoridade difere de trabalhos anteriores de Rihanna, incluindo géneros dance-pop, electro, R&B, e marcando o retorno às origens dancehall que eram proeminentes nos seus primeiros trabalhos discográficos Music of the Sun (2005) e A Girl like Me (2006).

Ainda antes da data de lançamento do disco, a música foi divulgada na Internet a 5 de Novembro de 2010, juntamente com algumas outras faixas do alinhamento. Durante uma entrevista no programa Elvis Duran and the Morning Show, Rihanna afirmou que queria que os seus fãs escolhessem entre "S&M" e "Cheers (Drink to That)" como possível foco de promoção. Posteriormente, a jovem optou pela primeira opção, e em entrevista com a Rolling Stone falou sobre o seu interesse em actividades sadomasoquistas e de bondage, temas centrais na obra: "Eu gosto de assumir o comando, mas adoro ser submissa... ser submissa no quarto é muito divertido. Transformar-nos em pequenas senhoras, ter alguém macho e que assuma o controlo". Dean, uma das compositoras da canção, explicou a sua concepção e as letras sexualmente sugestivas ao repórter Gail Mitchell da revista Billboard:

Rihanna explicou numa entrevista à publicação Spin que a letra era metafórica. A artista disse que a música tratava sobre como ter confiança na própria identidade e ser imune a boatos e críticas. O tema foi enviado para as rádios norte-americanas a 23 de Janeiro de 2011 através da Def Jam Recordings, tornando-se o terceiro single do disco. A 11 de Fevereiro, foi disponibilizado na iTunes Store de vários países, como o Brasil, Finlândia e Portugal. Mais tarde, foi ainda editado um extended play (EP) e um pacote de remisturas a partir da original. Na Europa, nomeadamente na Alemanha, foi comercializado um CD single também para promover a obra.

Estilo musical e letra

"S&M" é uma canção que combina estilos eurodance e electrónicos com fortes elementos de dance-pop, produzida pela equipa norueguesa Stargate e pelo francês Sandy Vee. Incorpora ainda demonstrações da linha de sintetizadores da canção de 1984 "Master and Servant" da banda inglesa Depeche Mode, que também contém conteúdo lírico relacionado com o sadomasoquismo. A sua gravação decorreu em 2010 nos estúdios Roc the Mic em Nova Iorque, Westlake Recording Studios em Los Angeles, na Califórnia e The Bunker Studios em Paris, na França. A sua composição foi construída através de acordes de guitarra e vocais fortes. Consiste ainda no uso de bateria, baixo e teclado. Os vocais da artista foram gravados por Kuk Harrell e produzidos por Harrel, Josh Gudwin e Marcos Tovar, com a assistência de Bobby Campbell em todo o processo. O tema foi misturado por Vee nos The Bunker Studios e por Phil Tan no The Ninja Beat Club em Atlanta, Geórgia. Todo o instrumental foi fornecido por Eriksen, Hermansen e Vee, enquanto que Dean também providenciou vocais de suporte. Segundo Becky Bain do sítio Idolator, a faixa apresenta batidas que soam como uma "mistura entre "Only Girl (In the World)" e "Shut Up and Drive"". Da mesma opinião que Becky, Chris Ryan do MTV Buzzworthy adjectivou a sonoridade como "ameaçadora, através dos sons do teclado". O jornal nova-iorquino The New York Times chegou à conclusão que a sua estrutura musical era "digna de uma pista de dança de uma discoteca", se conjugada com "o refrão de "Let's Go to Bed" pela banda The Cure". Stacey Anderson da revista Spin acrescentou que "a voz dela [Rihanna] tem um efeito estratosférico sob impulsos electromagnéticos".

A letra foi escrita por Eriksen, Hermansen, Sandy Wilhelm e Ester Dean. Liricamente, a faixa trata assuntos como o sexo, sadomasoquismo, bondage e fetiches BDSM, além de retratar fantasias sexuais e a excitação do parceiro. De acordo com a partitura publicada pela Peer International Corporation, a música é definida no tempo de assinatura moderado dance groove com um metrónomo de 128 batidas por minuto. Composta na chave de mi menor com o alcance vocal que vai desde da nota baixa de dó, para a nota de alta de ré. O tema começa com o gancho "Na, na, na, c'mon", e durante o refrão, Rihanna interpreta "friamente" os versos, "Posso ser má, mas sou perfeitamente boa ao sê-lo / Sexo no ar, não me importa, adoro o seu cheiro". Os média consideraram "provocante, namoradeira e sexualmente aventureira" e elogiaram a sua proeza sexual. De acordo com Jake Conway da revista Q, as letras são culpadas de "despojamento de emoção sexual" e reencarnar a violência como fetiche. Conway observou que a cantora homenageia os actos sexuais numa forte dança com humor de discoteca. Ryan da MTV também comentou o conteúdo lírico, descrevendo a canção como sendo sobre "actividades sujas, feias e ilícitas no quarto". A BBC Radio 1 recusou-se a reproduzir o trabalho antes das 19 horas, devido à sua letra "provocadora". Um porta-voz da estação disse que estariam "à espera de uma versão editada antes de decidir se a faixa seria tocada durante o dia". O single foi reeditado e renomeado para "Come On" pela rádio do Reino Unido.

Recepção pela crítica

As críticas após o lançamento da faixa geraram diversas opiniões. Andy Kellman da Allmusic denominou "S&M como uma das melhores canções dance-pop de Loud pelo "equilíbrio eficiente do lado lúdico e sinistro de Rihanna", contudo concluiu que "não era tão boa como o seu single anterior, "Rude Boy". Leah Greenblatt da revista Entertainment Weekly achou que a música era extremamente "marota" e que era "explicitamente carnal". Sal Cinquenmani da Slant Magazine e Thomas Conner do Chicago Sun Times, notaram ambos que era uma reminiscência musical dos temas obscuros de Rated R. Cinquenmani acrescentou que a canção é uma ode ao sadomasoquismo, "que animaria várias partes do corpo de Janet [Jackson]". James Skinner de BBC Music sentiu que a música "perdeu um pouco do apelo que alguns dos trabalhos do álbum anterior tinham". Skinner criticou o uso da "letra sadomasoquista", pois não era um "sinónimo do percurso de Rihanna". Steve Jones do diário USA Today realçou a falta do "tom sexualmente agressivo" apesar de "sacudir a nuvem escura da violência doméstica de 2009". Jones constatou ainda que a cantora "deixa claro o salto na sua carreira, e os caminhos que está a seguir".{