Soneto 19 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare.
Como nos sonetos 1 a 126, apresenta o Conde de Southampton como alvo principal, diferentemente dos seguintes, do 127 ao 154 onde musa preferida é the dark lady (a Dama Morena).SHAKESPEARE, William - Sonetos de William Shakespeare / tradutor: Milton Lins. Recife: FacForm, 2005. ISBN 978-85-98896-04-5
Traduções Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta Tempo voraz, corta as garras do leão, E faze a terra devorar sua doce prole; Arranca os dentes afiados da feroz mandíbula do tigre, E queima a eterna fênix em seu sangue; Alegra e entristece as estações enquanto corres, E ao vasto mundo e todos os seus gozos passageiros, Faze aquilo que quiseres, Tempo fugaz; Mas proíbo-te um crime ainda mais hediondo: Ah, não marques com tuas horas a bela fronte do meu amor, Nem traces ali as linhas com tua arcaica pena; Permite que ele siga teu curso, imaculado, Levado pela beleza que a todos sustém.
Embora sejas mau, velho Tempo, e apesar de teus erros, Meu amor permanecerá jovem em meus versos.Thereza Christina Rocque da Motta (tradutora), SHAKESPEARE, William. 154 Sonetos. Em Comemoração Aos 400 Anos Da 1ª Edição 1609-2009. Editora Ibis Libris, 1ª edição, 2009. ISBN 8578230264
Tradução de Milton Lins Tempo voraz, amputa as garras do leão, E a terra faz comer a própria descendência; Tira os dentes do tigre, anula a sua ação, A fênix torna em cinza, apaga a sua essência;
Faz clima ledo ou mau enquanto tu deslizas, E qualquer coisa mais que os pés possam querer Para o entorno do mundo e suas doces brisas; Mas um hediondo crime eu paço não fazer:
Das horas não dispor para o meu bem rugar, Nem nele desenhar com plumas do começo; Permite em teu setor a sua tez poupar, Como um belo padrão aos homens de sucesso.
Velho tempo, provoca o que tens de mais rude - Em meu verso meu bem manter a juventude.
Tradução de Ivo Barroso Tempo voraz, ao leão cegas as garras E à terra fazes devorar seus genes; Ao tigre as presas hórridas desgarras E ardes no próprio sangue a eterna fênix. Pelo caminho vão teus pés ligeiros Alegres, tristes estações deixando; Impões-te ao mundo e aos gozos passageiros, Mas proíbo-te um crime mais nefando: De meu amor não vinques o semblante Nem nele imprimas o teu traço duro. Oh! permite que intacto siga avante Como padrão do belo no futuro.
Ou antes, velho Tempo, sê perverso: Pois jovem sempre há-de o manter meu verso.
Bibliografia Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916. Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950. Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977. Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881. Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952. Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge. Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt. Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.
Ligações externas Análise do soneto
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