Maquela do Zombo é uma cidade e município angolano que se localiza na província de Uíge.

É limitado a norte pelo Congo-Quinxassa, a leste pelo município de Sacandica, a sul pelo município de Damba, e a oeste pelos municípios de Serra da Canda e Cuimba.

O município é constituído pela comuna-sede, correspondente à cidade de Maquela do Zombo, e pela comuna de Quibocolo. Até setembro de 2024 seu território continha as comunas de Béu, Cuilo Futa e Sacandica.

História miniatura|200px|esquerda|Ducado de Bambata em sua máxima extensão no século XVIII Foi a capital histórica do ducado de Bambata, entre o século XVI e 1914, uma das mais ricas e importantes entidades do Império do Congo. O marco da ocupação portuguesa foi instalado na localidade em 1891.

Maquela do Zombo foi também capital do distrito do Congo (atual província do Uíge) entre 1917 e 1946.

Maquela do Zombo teve papel fulcral na luta de classes pela descolonização angolana e na construção do movimento trabalhista em Angola nas décadas de 1960 e 1970, visto que três dos mais notáveis sindicalistas do país são provenientes da localidade, sendo Pascoal Luvualo, Bernardo Dombele Mbala e Pedro Fernando Mavunza.

Esteve instalado na localidade o Fortim de Maquela do Zombo e o imponente Quartel 1969 das Forças Armadas de Portugal. Esta infraestrutura militar foi vital para a manutenção do domínio português durante da Guerra de Independência Angolana e para frear a iniciativa militar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA/UPA). Ainda assim, a cidade esteve sob domínio da UPA durante os ataques ao norte de Angola em 1961. Duarente o restante da guerra anticolonial, até fevereiro de 1975, Portugal assegurou o controle de Maquela. Em fevereiro de 1975, após um incursão relêmpago, as tropas da FNLA, com o apoio das Forças Armadas Zairenses, tomaram a cidade. O novo Estado angolano independente, sob comando do MPLA, só tomou a localidade em janeiro de 1976. A partir desta data, por mais de uma década Maquela do Zombo permaneceu relativamente segura.

Durante o relaxamento militar de 1992 para realização das eleições nacionais, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) tomou de assalto a cidade, dominando-a até 1996. Em seguida, em setembro de 1998, ocorreu um dos episódios de maior destaque da história da cidade quando forças de Uganda e Ruanda, envolvidas na tentativa de golpe militar de codinome Operação Kitona, que tinha como alvo a derrubada do governo quinxassa-congolês, tomaram de ataque Maquela do Zombo com o apoio da UNITA. A cidade era estratégica graças a existência do Aeródromo de Maquela do Zombo, vital para evacuação das referidas tropas estrangeiras que haviam sido derrotadas em solo quinxassa-congolês. A pista do aerórdomo, no entanto, era muito curta e precisava ser alongada para permitir que grandes aviões de carga pousassem para completar a evacuação. Nos dois meses seguintes, as tropas estrangeiras trabalharam no alongamento da pista e tiveram que enfrentar pesados ataques militares angolanos, incluindo uma coluna de 26 veículos blindados. Somente em 24 de dezembro de 1998, todos os ruandeses e ugandenses restantes, totalizando cerca de 3.000 soldados, retornaram a Ruanda.

A UNITA somente foi expulsa pelas Forças Armadas Angolanas da zona de Maquela do Zombo em 2001, com a cidade se tornando zona segura desde então.

Infraestrutura Segurança Na cidade está a sede da 42.ª Brigada de Infantaria do Exército Angolano.

Transportes Por meio da rodovia EN-210 Uíge tem acesso às localidades de Cuimba, ao oeste, e; Sacandica, ao leste. Outra rodovia é a EN-140, que dá acesso a Damba, ao sul.

A cidade também é servida pelo Aeródromo de Maquela do Zombo.

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