Afonso Bandeira Florence (Salvador, 15 de outubro de 1960) é um historiador, professor universitário e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. É deputado federal pela Bahia desde 2011.
Biografia Florence é graduado em história pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, instituição que trabalhou como técnico administrativo entre 1981 a 2001, e foi professor da Universidade Católica do Salvador, entre 1994 e 2007, quando deixou o cargo para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia.
Pertence à corrente democrática socialista do Partido dos Trabalhadores, foi secretário no primeiro mandato do governo Jaques Wagner, ocupando tal tarefa até 2010, quando foi eleito deputado federal. No ano seguinte, empossado deputado, se tornou ministro do Desenvolvimento Agrário do governo da então presidenta Dilma Rousseff, cargo ocupado até 14 de março de 2012, quando deixa o Ministério.
Em abril de 2017, votou contra a Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017, votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer. Em outubro de 2022 foi reeleito para seu quarto mandato como deputado federal pela Bahia, com 118.021 votos.
Condenação por propaganda eleitoral antecipada contra ACM Neto Em junho de 2026, Afonso Florence foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ao pagamento de multa de R$ 5 mil por propaganda eleitoral antecipada negativa contra ACM Neto. A decisão teve origem em publicações divulgadas em suas redes sociais contendo uma montagem que simulava um abraço entre o ex-prefeito de Salvador, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador e pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro, acompanhada das expressões "Nem pai, nem filho, nem neto" e "Sem pai, sem filho, sem neto". O processo foi movido pela Federação União Progressista (União Brasil/PP), que alegou a prática de propaganda eleitoral antecipada e a divulgação de conteúdo inverídico com potencial de influenciar o eleitorado.
A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Isaías Vinícius de Castro Simões, que entendeu que as publicações ultrapassaram os limites da crítica política ao sugerirem uma aproximação formal inexistente entre ACM Neto e integrantes da família Bolsonaro. Segundo o relator, a utilização de montagens visuais com finalidade eleitoral poderia induzir o eleitorado a uma percepção distorcida da realidade política, caracterizando propaganda eleitoral negativa antecipada. Além da multa, o TRE-BA determinou a remoção definitiva das postagens consideradas irregulares.
Em sua defesa, Florence sustentou que as publicações estavam protegidas pela liberdade de expressão e possuíam caráter de crítica política e sátira. O parlamentar também alegou imunidade parlamentar em razão do exercício do mandato. Os argumentos, contudo, foram rejeitados pela Justiça Eleitoral, que concluiu que o conteúdo divulgado extrapolava o debate político legítimo e possuía finalidade eleitoral. O episódio ganhou repercussão durante a pré-campanha das eleições estaduais de 2026 na Bahia e tornou-se um dos primeiros casos de judicialização envolvendo a disputa entre grupos políticos ligados ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ex-prefeito ACM Neto.
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