El llano en llamas (Portugal: A planície em chamas, Brasil: Planalto em chamas, Chão em Chamas) é um livro de contos do escritor mexicano Juan Rulfo, lançado em 1953. O original trazia apenas 15 contos. A partir da segunda edição, de 1970, acrescentaram-se mais 2.

Trata-se de uma obra regionalista. Todos os contos do livro utilizam uma narrativa bastante direta e lançam mão frequentemente de uma escrita coloquial e de termos típicos regionais nas vozes dos personagens, focalizando aspectos do semi-árido mexicano, em especial da região natal do autor, o estado de Jalisco: a pobreza, a morte, a violência, a distância e a omissão do governo, a falta de esperança e de perspectivas. A época é incerta, mas algumas histórias referem-se diretamente à Revolução Mexicana e à Guerra Cristera.

El llano en llamas foi o livro de estréia de Rulfo. As qualidades e a originalidade do livro tornaram seu autor famoso. Diferentemente da sua outra obra mestra, Pedro Páramo, aqui Rulfo não emprega o Realismo mágico, e sim um realismo bastante cru, beirando por vezes o naturalismo.

No Brasil, o livro foi lançado em duas edições: Planalto em chamas, com tradução de Eliane Zaguri, pela Paz e Terra, em 1998 Chão em chamas, com tradução de Eric Nepomuceno, pela Editora Record, em 2004 O título da primeira traduz por Planalto, que pode referir-se à região central do Brasil, o termo Llano, que corresponde à região mexicana onde se passam as histórias narradas. Já o título da segunda preserva a aliteração do título original.

Os contos que compõem a obra são os seguintes: Macario Nos han dado la tierra La cuesta de las comadres Es que somos muy pobres El hombre En la madrugada Talpa El llano en llamas Diles que no me maten Luvina La noche que lo dejaron solo Acuérdate ¿No oyes ladrar a los perros? Paso del Norte Anacleto Morones La herencia de Matilde Arcángel El día del derrumbe

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