A Primeira Guerra Messênia foi a primeira das três guerras entre Esparta e a Messênia,Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XV, 66.3 e faz parte das Guerras Messênias. A guerra durou vinte anos, e terminou quando os lacedemônios capturaram a Messênia e escravizaram os messênios.

Origens da guerra Texto baseado em Pausânias, que indica sua fonte como sendo Myron de PrienePausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.6.1. Pausânias faz a divisão entre duas guerras messênias, a primeira baseada na prosa de Myron, e a segunda baseada no poema épico de Rhianus de BenePausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.6.2.

O vencedor da corrida, a única prova disputada, na quarta olimpíada, o messênio Polícares, entregou seu gado ao espartano Euefno, para que ele se alimentasse na terra do espartano, que teria uma parte da produçãoPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.4.5. Porém Euefno vendeu o gado a mercadores, e disse que ele havia sido roubado por piratas, porém foi desmentido por um dos homens que cuidavam do gadoPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.4.6. Euefno pediu perdão, e pediu a Polícares que mandasse seu filho para a Lacônia, para ele receber de volta o que ele tinha recebido pelo gado, mas Euefno assassinou o filho de PolícaresPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.4.7. Polícares foi à Lacedemônia e protestou com os reis e os éforos, mas não obtendo nada, matou todos os lacedemônios que encontrouPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.4.8.

O motivo da guerra, segundo os lacedemônios, foi porque a Messênia não entregou Polícares, e por causa do assassinato de Téleclo na geração anteriorPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.1. Os messênios diziam que não entregaram Polícares porque os lacedemônios não haviam entregue Euefno, e que haviam proposto que o caso fosse levado à arbitragem de Argos e ao Areópago de AtenasPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.2; mas os messênios também diziam que tudo isso foi um pretexto para a guerra, porque os lacedemônios cobiçavam a terra delesPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.3.

Quando uma embaixada da Lacedemônia chegou à Messênia para pedir Polícares, os dois reisPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.6, filhos de FintasPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.4.4, foram de opiniões divergentes: Andrócles defendeu a entrega de Polícares, mas Antíoco defendeu que Polícares deveria sofrer diante dos olhos de Euefno.

A discussão se tornou acalorada, e se transformou em luta, na qual morreu Andrócles; Antíoco, como único rei da Messênia, enviou mensagem a Esparta, dizendo que iria se submeter às cortes de Argos e AtenasPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.7.

Início da guerra

Após alguns meses, Antíoco morreu, e foi sucedido por seu filho Eufes, e os lacedemônios, sem nenhuma declaração de guerra, fizeram um juramento de não terminar a guerra até toda a Messênia fosse tomada pela espadaPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.8, e atacaram Anfeia à noite, apontando Alcâmenes, filho de Teleclo, como seu líderPausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.9. Quase todos os messênios foram mortos, alguns ainda dormindo, e outros que haviam pedido refúgio nos altares. Este ataque ocorreu no segundo ano da nona olimpíada.Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.5.10.

Após o ataque, os messênios se reuniram em assembleia em Esteníclero, e o rei Eufes exortou-os a não entrarem em pânico, nem a achar que a guerra já tinha sido decidida, pois se os lacedemônios tinham mais prática na guerra, os messênios tinham maior necessidade de mostrarem-se bravos, e teriam a boa vontade dos deuses pois eram homens defendendo seu país sem terem cometido uma injustiça.Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.6.6

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