430px|right|thumb|

O F-16 Fighting Falcon foi fabricado pela General Dynamics de 1974 a 1993, pela Lockheed Corporation de 1993 a 1995 e, desde 1995, é fabricado pela Lockheed Martin. A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), quatro de seus parceiros da OTAN e a Força Aérea do Paquistão (PAF), um importante aliado dos EUA fora da OTAN, são os principais operadores da aeronave. Com a evolução das vendas sob contratos de Foreign Military Sales (FMS), muitas outras forças aéreas também adquiriram e utilizam o F-16.

Muitas forças aéreas buscam substituir seus estoques obsoletos por F-16. Como a USAF tem modernizado constantemente seu inventário de F-16, às vezes vende aeronaves mais antigas que considera obsoletas como excedentes militares (Excess Defense Articles - EDA) ou como kits desmontáveis ​​para complementar peças de reposição.

Estados Unidos Diversos comandos da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), assim como da Marinha dos Estados Unidos (USN) e da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), utilizam vários modelos do F-16 Fighting Falcon.

Força Aérea A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) é o maior operador de F-16, cerca de metade do total construído, ou o equivalente à soma dos outros 24 utilizadores.Em 2007, a USAF operava 1.245 caças F-16, sendo 701 em serviço ativo, 490 na Guarda Aérea Nacional (ANG) e 54 na Reserva da Força Aérea (AFR). Esses aviões foram divididos em: 1 F-16A Bloco 15, 197 F-16C/D Bloco 25, 350 F-16C/D Bloco 30, 51 F-16C/D Bloco 32, 222 F-16C/D Bloco 40, 174 F-16C/D Bloco 42, 198 F-16C/D Bloco 50 e 52 F-16C/D Bloco 52.Air Forces Monthly, Dezembro de 2007 (em inglês), p. 43-44. A USAF recebeu um total de 2.231 caças F-16 para seu arsenal. No final de 2010, 1.049 F-16 estavam operacionais. Em 2023, a USAF operava um total de 841 caças F-16 de diferentes variantes.

Comando de Combate Aéreo 327x327px|thumb| Thunderbirds da USAF durante uma exibição em 2008O Comando de Combate Aéreo (ACC) é o resultado da fusão do Comando Aéreo Tático (TAC) e do Comando Aéreo Estratégico (SAC). O ACC é o principal operador de aeronaves de combate da USAF. Originalmente, todos os novos F-16 eram entregues ao TAC ou ACC e depois transferidos para outros comandos, mas agora as aeronaves são frequentemente entregues diretamente aos outros comandos.

20ª Ala de Caça - Base Aérea de Shaw, Carolina do Sul; 55º Esquadrão de Caça; 77º Esquadrão de Caça; 79º Esquadrão de Caça; 53ª Ala - Base Aérea de Eglin, Flórida; 85º Esquadrão de Teste e Avaliação; 422º Esquadrão de Teste e Avaliação, Base Aérea de Nellis, Nevada. 57ª Ala - Base Aérea de Nellis, Nevada; 16º Esquadrão de Armas; 64º Esquadrão Agressor; United States Air Force Thunderbirds. 495º Grupo de Caça - Base Aérea de Shaw, Carolina do Sul; 53º Esquadrão de Caça - Base Aérea de Andrews, Washington, D.C.; 306º Esquadrão de Caça - Base Aérea da Guarda Aérea Nacional (ANG) de Atlantic City, Nova Jersey; 316º Esquadrão de Caça - Base Aérea Nacional Conjunta de McEntire, Carolina do Sul; 367º Esquadrão de Caça - Base Aérea da Reserva de Homestead, Flórida; 383º Esquadrão de Caça - Base Aeroespacial de Buckley, Colorado; 384º Esquadrão de Caça - Base Aérea da Guarda Aérea Nacional (ANG) de Duluth, Minnesota.

Comando Aéreo de Educação e Treino O Comando Aéreo de Educação e Treino (AETC) é responsável pela maior parte das instalações e operações de treinamento do F-16 da USAF. O comando também oferece treinamento para forças aéreas estrangeiras que operam o F-16, com dois esquadrões dedicados ao treinamento de Singapura e Taiwan.

54º Grupo de Caça (GSU) - Base Aére de Holloman, Novo Mexico; 8º Esquadrão de Caça; 311º Esquadrão de Caça; 314º Esquadrão de Caça; 56ª Ala de Caça - Base Aérea de Luke, Arizona; 21º Esquadrão de Caça; 309º Esquadrão de Caça; 425º Esquadrão de Caça;

Comando de Material da Força Aérea O Comando de Material da Força Aérea (AFMC), descendente da fusão do Comando de Sistemas da Força Aérea (AFSC) e do Comando de Logística da Força Aérea (AFLC), é responsável por fornecer, testar e manter os equipamentos da USAF. Dessa forma, desempenha um papel fundamental no programa F-16, tanto nos testes da aeronave quanto de seus sistemas de armas. Utiliza o F-16 em inúmeros testes de armamentos que equipam diversas aeronaves da USAF. Além disso, opera programas de revisão geral para manter a frota de F-16 não apenas da USAF, mas também de várias forças aéreas estrangeiras.

96ª Ala de Provas - Base Aérea de Eglin, Flórida; 40º Esquadrão de Provas em Voo; 412ª Ala de Provas - Base Aérea de Edwards, Califórnia; 416º Esquadrão de Provas em Voo;

Comando da Reserva da Força Aérea A entrega do F-16 ao Comando da Reserva da Força Aérea (AFRC) marcou a primeira vez que um determinado tipo de aeronave foi entregue novo, alterando a antiga política de simplesmente repassar aeronaves mais antigas das forças ativas para a Reserva da Força Aérea. O AFRC opera atualmente aeronaves dos Blocks 25, 30 e 32.

482ª Ala de Caça - Base Aérea da Reserva de Homestead, Flórida; 93º Esquadrão de Caça; 926ª Ala 706º Esquadrão Agressor; 944ª Ala de Caça - Base Aérea de Luke, Arizona; 69º Esquadrão de Caça;

Guarda Aérea Nacional 430px|right|thumb|F-16C da USAF sobrevoando o Iraque em março de 2003Assim como ocorreu com a AFRC, o F-16 marcou a transição da Guarda Aérea Nacional (ANG) para uma força de combate viável e complementar às unidades da ativa, em oposição à força de segunda linha composta por aeronaves obsoletas que havia sido até então. O F-16 permanece uma peça fundamental na estrutura de forças da ANG.

Guarda Aérea Nacional do Arizona (AZ ANG) 162ª Ala de Caça - Aeroporto Internacional de Tucson; 148º Esquadrão de Caça; 195º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional do Colorado (CO ANG) 140ª Ala - Base Aeroespacial de Buckley; 120º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional do Distrito de Columbia (DC ANG); 113ª Ala - Base Aérea de Andrews, Washington, D.C.; 121º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional da Indiana (IN ANG) 122ª Ala de Caça 163º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional do Minnesota (MN ANG) 148ª Ala de Caça - Aeroporto Internacional de Duluth; 179º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional de Nova Jersey (NJ ANG) 177ª Ala de Caça - Aeroporto Internacional de Atlantic City; 119º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional do Ohio (OH ANG) 180ª Ala de Caça - Aeroporto Express de Toledo; 112º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional do Oklahoma (OK ANG); 138ª Ala de Caça - Aeroporto Internacional de Tulsa; 125º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul (SC ANG); 169ª Ala de Caça - Base Aérea Nacional Conjunta de McEntire; 157º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional da Dakota do Sul (SD ANG); 114ª Ala de Caça - Aeroporto Regional de Sioux Falls; 175º Esquadrão de Caça; Guarda Aérea Nacional do Texas (TX ANG); 149ª Ala de Caça - Kelly Field Annex 182º Esquadrão de Caça;

Forças Aéreas do Pacífico miniaturadaimagem|Um F-16C da PACAF durante demonstrações aéreas, 2025 As Forças Aéreas do Pacífico (PACAF) foi uma das primeiras a receber o F-16 e opera os modelos mais recentes da aeronave atualmente.

8ª Ala de Caça - Base Aérea de Kunsan, Coréia do Sul; 35º Esquadrão de Caça; 80º Esquadrão de Caça; 35ª Ala de Caça - Base Aérea de Misawa, Japão; 13º Esquadrão de Caça; 14º Esquadrão de Caça; 51ª Ala de Caça - Base Aérea de Osan, Coréia do Sul; 36º Esquadrão de Caça; 354ª Ala de Caça - Base Aérea de Eielson, Alasca; 18º Esquadrão de Caças Interceptadores;

Forças Aéreas dos Estados Unidos na Europa Assim que a PACAF começou a receber seus F-16, as Forças Aéreas dos Estados Unidos na Europa (USAFE) também passaram a receber a aeronave. Os F-16 da USAFE têm participado ativamente da maioria das operações militares americanas mais recentes na Europa e no Oriente Médio.

31ª Ala de Caça - Base Aérea de Aviano, Itália; 510º Esquadrão de Caça; 555º Esquadrão de Caça; 52ª Ala de Caça - Base Aérea de Spangdahlem, Alemanha; 480º Esquadrão de Caça;

Marinha miniaturadaimagem|Dois F-16A e um F/A-18A da NSAWC voando em formação, 2005 Embora a Marinha dos Estados Unidos (USN) tenha escolhido o concorrente McDonnell Douglas F/A-18 Hornet para desenvolvimento como caça de ataque baseado em porta-aviões, o serviço ainda precisava de uma aeronave adversária para complementar as aeronaves Douglas A-4 Skyhawk e Northrop F-5E Tiger II que simulavam caças inimigos para ajudar no treinamento de pilotos da Marinha em combate aéreo dissimilar (DACT).

O leve F-16 era ideal para a tarefa, e a versão F-16N foi desenvolvida especificamente para esse fim. Com a remoção do canhão interno (compensada por lastro) e toda a capacidade de transporte de armamento externo, o F-16N (monoposto) e o TF-16N (biposto) serviram por vários anos antes de serem aposentados em 1998, devido a fissuras nas longarinas.

O F-16 foi reintroduzido em 2003 na função de adversário para a USN com a aquisição de algumas aeronaves F-16A/B Block 15OCU paquistanesas, que estavam embargadas antes de serem entregues àquele país, e permanecem em uso até hoje no Centro de Ataque Naval e Guerra Aérea (NSAWC) na Base Aeronaval de Fallon, Nevada.

NASA Embora não seja uma força militar, a NASA desempenha um papel vital na pesquisa e desenvolvimento de tecnologia aeroespacial. Sua frota inclui dois modelos exóticos do F-16 (retirados da USAF), o F-16XL e o F-16A AFTI, ambos envolvidos na pesquisa de tecnologias avançadas para aplicação não apenas no F-16, mas também em outras aeronaves. Além disso, vários F-16 padrão foram operados pela NASA como aeronaves de escolta e plataformas de teste de motores.

Parceiros originais da OTAN Após ser selecionada pelos Estados Unidos, decidiu-se formar uma parceria entre a USAF, que então iniciava o desenvolvimento da aeronave para serviço, e as nações da OTAN que tinham uma necessidade semelhante de um caça leve. Quatro dessas nações optaram por participar do esforço de desenvolvimento, envolvendo-se na produção e na subcontratação. Os quatro parceiros europeus, conhecidos coletivamente como Governos Europeus Participantes (EPG), são Bélgica, Dinamarca, Noruega e Países Baixos; suas forças aéreas são igualmente denominadas Forças Aéreas Europeias Participantes (EPAF).

Bélgica miniaturadaimagem|F-16 da Força Aérea Belga durante o RIAT de 2017 A Bélgica foi a maior compradora inicial do F-16 entre os quatro parceiros originais da OTAN. Sua empresa aeronáutica, a SABCA, foi uma das principais produtoras da aeronave como parte da parceria. A encomenda inicial da Bélgica incluía 116 aeronaves F-16A/B nos Blocks 1, 5, 10 e 15. As entregas começaram em 1979 e foram concluídas em 1985. Uma encomenda subsequente de 44 aeronaves F-16A/B Block 15OCU foi concluída em 1991.

Os F-16 belgas sofreram modificações, como a instalação do sistema de contramedidas eletrônicas integrado Loral RAPPORT III e a integração do casulo de reconhecimento Oude Delft Orpheus, vindos do Mirage 5BR (substituídos pelo casulo MRP, produzidos pela Terma).

Os F-16 belgas passaram pelo programa MLU, sendo a modernização feita nas instalações da SABCA, iniciando em 1993. Devido aos drásticos cortes no tamanho da Força Aérea Belga, o número de F-16 destinadas à modernização havia sido inicialmente reduzido para 48. Em 1997, foram concedidos fundos para modificar mais 24 F-16, enquanto o destino das 18 aeronaves restantes seria decidido posteriormente. No início de 1998, foi tomada a decisão de modificar também as últimas 18 aeronaves, visto que o custo de manutenção de dois tipos diferentes de F-16 seria muito alto.

54 unidades se mantem em serviço até 2028, tendo o restante sido estocado, desmantelado ou vendido (como as 14 unidades vendidas a Jordânia). As unidades restantes podem ser destinadas a Ucrânia até 2029.

Unidades

1ª Ala - Base Aérea de Beauvechain (deixou de operar o F-16 em 1996);