FEMEN () é um grupo feminista, fundado em 2008 na Ucrânia por Anna Hutsol, mas atualmente sediado em Paris. A organização alcançou notoriedade internacionalmente por protestar de forma controversa de topless em virtude de temas como o turismo sexual, instituições religiosas,Ukraine's Femen:Topless protests 'help feminist cause', BBC News (23 de Outubro de 2012) sexismo, homofobia, racismo, e outros problemas sociais, nacionais e internacionais.Terra Esportes: Fazendo topless, mulheres protestam contra organização da Euro

A organização se descreve como "combatendo o patriarcado em suas três manifestações - exploração sexual de mulheres, ditadura e religião" e afirmou que seu objetivo é "sextremismo, servindo para proteger os direitos das mulheres".Fearless ... and topless: Femen activists to bring 'sextremism' to the UK, theguardian.com (19 de Outubro de 2013) Ativistas do Femen são detidas regularmente pela polícia em resposta aos seus protestos.Femen activists jailed in Tunisia for topless protest, BBC News (12 de Junho de 2013)

História miniatura|esquerda|Protesto do Femen em Kiev, em 9 de novembro de 2009. Os primeiros protestos foram provocativos, mas não de topless.

Anna Hutsol é creditada como tendo fundado o movimento Femen em 10 de abril de 2008, depois de tomar conhecimento de histórias de mulheres ucranianas que foram enganadas ao ir para o exterior, e depois serem exploradas sexualmente.Feminine Femen targets 'sexpats', Kyiv Post (22 de Maio de 2009)How they protest prostitution in Ukraine, France 24 (28 de agosto de 2009) No entanto, de acordo com o documentário de 2013 de Kitty Green, Ukraine Is Not a Brothel (Ucrânia Não É um Bordel), o Femen foi fundado por Viktor Sviatsky. Em setembro de 2013, Inna Shevchenko respondeu ao documentário afirmando que Sviatsky "liderou o movimento há algum tempo. ...Aceitamos isso porque não sabíamos como resistir e combater isso. ... Foi quando decidi deixar a Ucrânia, e ir para a França para construir um novo Femen "."The man who made Femen: New film outs Victor Svyatski as the mastermind behind the protest group and its breast-baring stunts", The Independent. 3 de Setembro de 2013."Femen let Victor Svyatski take over because we didn't know how to fight it", The Guardian. 5 de Setembro de 2013. Essa mesma membra do Femen, Inna Shevchenko, discutiu sobre Sviatsky com o The Independent, em janeiro de 2014 e, embora não usasse a palavra 'fundador', disse: "Nunca negarei que ele seja uma pessoa inteligente. Ele foi a razão pela qual nos conhecemos. Ele era uma daquelas pessoas inteligentes ao nosso redor no começo, que eram mais experientes ". Desde 2013, o Femen é liderado por Inna Shevchenko.

Uma das membras fundadoras, Oksana Shachko, foi encontrada morta em Paris em 24 de julho de 2018; acredita-se que sua morte seja um suicídio. Ela estava vivendo como uma artista independente separada do grupo após disputas com outras membras.

"Femen Brazil" No Brasil, o grupo foi liderado por Sara WinterG1: Copa e Jogos levam líder do Femen no Brasil a se mudar para o Rio e contou com cerca de 15 mulheres ativistas.UOL Notícias: "Temos cérebro, além de peito", diz primeira brasileira no Femen no Dia da Mulher Sara relata que inicialmente recebeu suporte do Femen Internacional, em especial de Alexandra Shevchenko, uma das figuras centrais do grupo na Ucrânia. O autointitulado "movimento sextremista" afirmava defender uma forma de oposição ao machismo, utilizando a nudez feminina para chamar a atenção da sociedade e "vender" suas ideias. O grupo sofreu uma reviravolta com o fechamento de sua filial brasileira menos de um ano depois de sua inauguração.

Em nota oficial, a sede retirou o direito da líder brasileira Sara Winter de usar o nome Femen. Anna Hutsol ameaçou ainda “revelar o real motivo que fez Sara entrar no Femen”. Em represália, Sara teceu diversas críticas ao grupo, afirmando que tratava-se de uma empresa e uma ação de marketing ao invés de um movimento social legítimo. A ex-número dois do grupo, Bruna Themis, também pronunciou-se criticamente em relação ao Femen, afirmando que trata-se de um movimento sem propostas, que exclui mulheres que estão fora do padrão de beleza considerado "apropriado" e que encontra-se afastado dos ideais do feminismo. Bruna também acusou a ex-líder do grupo (Sara Winter) de centralização, autoritarismo e de ser simpática ao nazismo.

Ver também

Feminismo Protesto nu História do feminismo

Ligações externas

Página oficial BOL: Entrevista com Sara Winter A lógica da rebelião feminina Origem das ações do grupo feminista ucraniano FEMEN, por Carolina Garvayo, Santi Pueyo, "Gazeta Russa", 17 de outubro de 2013.

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