Mário Clemente Neto CSSp (Itaúna, 7 de agosto de 1940 - Itaúna, 8 de agosto de 2024) foi um religioso católico brasileiro, bispo emérito da Prelazia de Tefé, a qual governou de 1982 a 2000.
Biografia Clemente Neto nasceu no povoado de Capão Escuro, outrora na circunscrição do município de Itaúna e atualmente pertencente ao município de Carmo do Cajuru, criado em 1948, Estado de Minas Gerais. Ele foi o 15.º de uma família de vinte irmãos, frutos de dois casamentos do pai, Antônio Clemente Neto, com duas irmãs, Maria Francisca de Jesus (a primeira, com quem teve onze filhos) e Maria Eulália Clemente (a segunda, com nove filhos).
Iniciou seus estudos em sua cidade natal. Em 1953, foi morar com os irmãos maiores em Itaúna para continuar os estudos. Estudante do Colégio Sant'Ana, aí entrou em contato com o padre Adriano Turkenburg, da Congregação do Espírito Santo, que o influenciou a seguir a vida religiosa. Clemente Neto foi o primeiro aluno do Seminário Nossa Senhora de Fátima, que passou a funcionar anexo ao Colégio Sant'Ana, sob a direção de Turkenburg.
Após concluir o ginasial, entrou para o Seminário do Caraça, em Mariana, Minas Gerais, onde cursou filosofia por dois anos. Depois foi para Teresópolis, Rio de Janeiro, e por fim para Roma, onde cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.
De volta ao Brasil, recebeu o presbiterado em 14 de agosto de 1966, das mãos de Cristiano Portela de Araújo Pena, primeiro bispo de Divinópolis.
Atuou em Itaúna, no Colégio dos Padres Espiritanos. Na Diocese de Divinópolis, participou ativamente da Pastoral Rural e organizou e coordenou os cursos de preparação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Padre Clemente Neto esteve em Tefé na década de 1970, em companhia de confrades espiritanos, quando da implantação do projeto das igrejas-irmãs. Depois, foi trabalhar em uma paróquia confiada aos espiritanos na Lapa, São Paulo. Retornou novamente a Tefé para substituir um confrade que entrava em gozo de férias, quando chamou a atenção do bispo prelado de Tefé, o espiritano holandês Joaquim de Lange, que o indicou para ser seu substituto.
Episcopado
No dia 31 de julho de 1980, o Papa João Paulo II o nomeou prelado coadjutor de Tefé. Recebeu a ordenação episcopal no dia 19 de outubro de 1980, em Itaúna, das mãos de Dom Joaquim de Lange, prelado de Tefé, acompanhado por Dom José Costa Campos, bispo de Divinópolis, e Dom Alfredo Ernest Novak, bispo-auxiliar de São Paulo. Seu lema episcopal era “Vim para servir”.
Em 15 de dezembro de 1982, sucedeu a de Lange à frente da Prelazia. Dom Mário também atuou como vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Após vinte anos, renunciou ao múnus episcopal em 19 de outubro de 2000. Sucedeu-lhe o prelado coadjutor, Sérgio Eduardo Castriani, também espiritano, e a quem presidiu a ordenação episcopal.
Ele continuou servindo na prelazia, como vigário em uma das paróquias.
Dom Mário faleceu em Lagoa Santa, Minas Gerais, em uma casa de repouso, sendo acompanhado pela família e pelos espiritanos. Foi sepultado no Cemitério Central de Itaúna.
Obras VIM PARA SERVIR: CARTAS DE UM MISSIONÁRIO. Edições CNBB. Ligações externas
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