Affonso Celso Ávila (Belo Horizonte, 19 de janeiro de 1928 - Belo Horizonte, 26 de setembro de 2012) foi um pesquisador, ensaísta e poeta brasileiro.Elias, Rodrigo. (1 de fevereiro de 2011). Entrevista de Affonso Ávila. Revista de História da Biblioteca Nacional, acesso em 21 de fevereiro de 2011

É considerado um dos mais importantes poetas brasileiros contemporâneos.Revista de História da Biblioteca Nacional. (1 de abril de 2007). Resíduos seiscentistas em Minas: textos do século do ouro e as projeções do mundo barroco, acesso em 21 de fevereiro de 2011

Teve participação ativa em importantes movimentos literários, foi criador do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais e de toda uma linha de pesquisas e ensaios cujo enfoque é o Barroco no Brasil, principalmente do Barroco mineiro.

Foi organizador da Semana de Poesia de Vanguarda, um importante evento realizado em 1963, e vencedor de diversos prêmios – entre eles o Prêmio Jabuti de Literatura, com O visto e o imaginado.

Vida Affonso Ávila é filho de Lindolfo de Ávila e Silva e Liberalina de Barros Ávila, viúvo da ensaísta e escritora Laís Correa de Araújo(falecida em 2006). Também é pai do poeta Carlos Ávila, da historiadora Cristina Ávila. e de Paulo, Myriam e Mônica.

Foi leitor assíduo durante a adolescência, costume que o acompanharia pelo resto da vida, como a leitura da Coleção Brasiliana e dos cadernos literários dos jornais do Rio e de São Paulo, e também o tornaria escritor.

Trabalhou como auxiliar de gabinete de Juscelino Kubitschek de Oliveira, então governador.Altman, Carlos. (25 de setembro de 2010). Manhã de poesia. Estado de Minas, acesso em 21 de fevereiro de 2011

Ao longo de sua carreira, teve contato com poetas e autores como Affonso Romano de Sant'Anna (com quem formou a revista Tendência), Haroldo e Augusto de Campos, dentre outros. Foi um dos primeiros autores a escrever sobre a obra de João Guimarães Rosa.

Em 2006, recebeu uma homenagem concedida pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais com a publicação da Fortuna crítica de Affonso Ávila.

Em junho de 2010, foi homenageado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a mais prestigiada universidade do estado, com a exposição exposição constructopoético – affonso80anosávila, realizada no Palácio das Artes, formada por livros, cartas, documentos, acervo pessoal do poeta, desenhos de outros artistas sobre a obra do escritor e pelo vídeo de Eder Santos, baseado num poema de Affonso Ávila.

Após um mês de internação no Hospital Felício Rocho, faleceu aos 84 anos em decorrência de uma parada cardíaca, na casa dele na Rua Cristina, Bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte.Lopes, Carlos Herculano (27 de setembro de 2012). Decifrador de Minas. Caderno Cultura

Carreira Foi, juntamente com Fábio Lucas, Rui Mourão, Laís Corrêa de Araújo, Cyro Siqueira e outros jovens intelectuais, fundador da revista Vocação que o levaria a ser nomeado assessor de gabinete de Juscelino Kubitschek.

A carreira de Affonso Ávila acumula trabalhos de levantamento e conservação do patrimônio artístico e arquitetônico das cidades históricas mineiras, sendo um dos marcos desse percurso a criação do Iepha.

Em 1956, passou a ser colunista do jornal O Estado de S.Paulo em assuntos sobre Minas Gerais.

Em 1957, funda a revista Tendência.

Em 1963, foi um dos organizadores da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte.

Em 1967, teve publicado o livro Resíduos seiscentistas em Minas que se tornaria um clássico nos estudos sobre a história de Minas Gerais.

Em 1969, foi lançado O poeta e a consciência crítica e Código de Minas & poesia anterior, dois livros que marcaram para sempre sua trajetória.

Em 1969, foi diretor do Centro de Estudos Mineiros (CEM) da UFMG.

Entre 1969 e 1996, dirigiu a revista Barroco, publicada pelo CEM/UFMG, que se tornou leitura obrigatória sobre o assunto.

É autor de diversos livros, alguns deles premiados, editor de revistas e colaborador de diversas publicações, como da revista Tendência, da qual fez parte da direção, e da Fundação Gulebnkian, de Portugal.

Obras Livros publicados:

O Açude, 1953 Sonetos de Descoberta, 1953 Carta do Solo, 1961 Frases feitas, 1963 Resíduos Seiscentistas em Minas, dois volumes,1967Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais. (13 de dezembro de 2006). Importante obra para a história de Minas é reeditada pelo Arquivo Público Mineiro, acesso em 21 de fevereiro de 2011 O lúdico e as projeções do mundo barroco,1971 Código de Minas, 1969 Poesia anterior, 1969 Código Nacional de Trânsito , 1972 Cantaria barroca, 1975 Discurso da difamação do poeta, 1976 Barroco mineiro: glossário de arquitetura e ornamentação, Companhia Editora Nacional, 1979 Masturbações, 1980Cançado, José Maria. (12 de fevereiro de 1995). A aventura sem fim do barroco. Folha de S.Paulo, Caderno mais! Barrocolagens, 1981 Delírio dos cinqüent'anos, 1984 O belo e o velho, 1987 O visto e o imaginado, 1990 Catas de Aluvião: Do Pensar e Do Ser de Minas, Graphia, 2000 A lógica do erro, 2002 Cantigas do Falso Alfonso El Sabio, 2006 Homem ao Termo: Poesia Reunida (1949-2005), 2008 Poeta Poente, 2010Barile, João Pombo. (25 de setembro de 2010). Affonso Ávilla: em paz com a poesia. O Tempo, acesso em 21 de fevereiro de 2011 Égloga da Maçã, 2012

Prêmios

Vencedor dos prêmios: Othon Lynch Bezerra de Mello pelo livro Sonetos da descoberta. Cidade de Belo Horizonte em 1961; Cláudio Manoel da Costa, em 1961, pela publicação do livro de poemas Carta do solo. Prêmio Jabuti na categoria Poesia: em 1991, pelo livro O Visto e o imaginado e em 2007, por Cantigas do Falso Alfonso El Sabio.

Categoria:Naturais de Belo Horizonte Categoria:Ensaístas de Minas Gerais Categoria:Poetas de Minas Gerais Categoria:Homens ganhadores do Prêmio Jabuti Categoria:Colunistas do jornal O Estado de S. Paulo

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