O paradoxo do hedonismo, também conhecido como o paradoxo do prazer, é a ideia segundo a qual o prazer e a felicidade não podem ser obtidos diretamente, apenas indiretamente.

Vários autores afirmaram, cada um a seu modo, que fracassamos na obtenção do prazer e da felicidade quando os procuramos deliberadamente. Para os hedonistas, a busca constante por prazer pode não levar ao prazer ou a felicidade real, seja a longo ou curto prazo, pois o processo consciente de buscar prazer interfere na possibilidade de experiência prazerosa em si. O filósofo utilitarista Henry Sidgwick foi o primeiro a observar em The Methods of Ethics que o paradoxo do hedonismo é que o prazer não pode ser adquirido diretamente. Variações sobre este tema aparecem nos domínios da filosofia, psicologia e economia.

Visão geral Costuma-se dizer que falhamos em obter prazeres se os procuramos deliberadamente. Isso foi descrito de várias maneiras, por muitos: O filósofo Henry Sidgwick:

O filósofo e economista John Stuart Mill, em sua autobiografia:

Viktor Frankl em Em busca de sentido:

A felicidade não pode ser perseguida; deve ocorrer, e só o faz como efeito colateral não intencional da dedicação pessoal de alguém a uma causa maior do que ele mesmo ou como subproduto de sua rendição a uma pessoa diferente de si mesmo.Quanto mais um homem tenta demonstrar sua potência sexual ou uma mulher sua capacidade de experimentar o orgasmo, menos eles conseguem. O prazer é, e deve permanecer, um efeito colateral ou subproduto, e é destruído e estragado na medida em que se torna um objetivo em si mesmo.

Filósofo Friedrich Nietzsche em O Anticristo (1895) e A Vontade de Poder (1901) :

O que é bom? Tudo o que aumenta o sentimento de poder no homem, a vontade de poder, o próprio poder.

O que é ruim? Tudo o que nasce da fraqueza.

O que é felicidade? A sensação de que o poder aumenta - de que uma resistência é superada. [...] é significativamente esclarecedor substituir a 'felicidade' individual (pela qual todo ser vivo deve lutar) poder [...] alegria é apenas um sintoma do sentimento de poder alcançado [...] (não se busca a alegria [...] a alegria acompanha; a alegria não move)

O psicólogo Alfred Adler em The Neurotic Constitution (1912):

A "vontade de poder" de Nietzsche abrange muitas de nossas visões, que novamente se assemelham em alguns aspectos às visões de Féré e dos escritores mais antigos, segundo os quais a sensação de prazer se origina em um sentimento de poder, o de dor em um sentimento de fraqueza. O filósofo Søren Kierkegaard em "Ou isso, ou aquilo: um fragmento de vida":

O político William Bennett:

O romancista João Guimarães Rosa:

O poeta Fernando Pessoa, pelo heterônimo Alberto Caeiro, em seu poema "O Guardador de Rebanhos":

O compositor Gilberto Gil, em sua canção "Barato Total":

A escritora Ivana Arruda Leite, em seu conto "Rondó".Arruda Leite, Ivana, Rondó, in Vianna, Lúcia Helena e Guidin, Márcia Lígia, org., Contos de Escritoras Brasileiras, Martins Fontes, 2003, pp. 145-148.

Ver também Felicidade Paradoxo Serendipidade

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