O Firz ou Firzan é uma peça de xadrez empregada no xatranje, antecessor do jogo de xadrez que movimenta-se em uma casa na direção diagonal e captura tomando o lugar ocupado pela peça adversária. Devido a característica de seu movimento, assim como o Bispo e o Elefante, tem a deficiência da fraqueza da cor onde seu movimento fica limitado a cor da casa de onde inicia a partida. A peça foi substituída pelo Fers por volta do século XII na Europa.Hooper (1992), p.132

O Firz era o antecessor da Dama no xatranje de origem árabe, sendo denominado com o significado de conselheiro.Murray (1913), p.423 No século X, o xadrez chegou à Europa trazido pelos árabes e no poema Versus de Scachis (c.997) é feita a primeira menção da Dama, descrita em latim como Regina (Rainha), com o movimento idêntico ao do Firz.Yalom (2004), p.17 O Libro de los juegos (1283) contém uma descrição detalhada do Firz, que na Espanha foi transliterado para Alfferza. Esta peça provém do árabe Al-firzan, que significa vizir sendo o alfferza conceitualizado como um porta-bandeira (Alfferz). Porém a figura foi passada à forma feminina, o que causou confusão sobre o gênero da peça retratado de forma abstrata nos conjuntos árabes da época.Yalom (2004), p.63

No início de uma partida, cada jogador tem um firz disposto em d1 para as brancas e d8 para as negras. Seu movimento é oblíquo, movimentando-se uma casa na diagonal, ocupando o lugar da peça adversária no tabuleiro.Hooper (1992), p.136

Ver também

Arqueologia do xadrez Civis Bononiae

Bibliografia <div class="references-small">

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Categoria:Peças não ortodoxas do xadrez