110 metros com barreiras é uma prova olímpica de atletismo disputada apenas por homens. Seu equivalente feminino são os 100 metros com barreiras. Disputada como competição individual, também integra o decatlo como uma de suas modalidades.

A prova é disputada numa reta onde raias de corrida estão demarcadas. A largada é feita a partir de blocos de partida no chão da pista, como as demais provas de velocidade do programa olímpico. Nos seus 110 metros de extensão são dispostas 10 barreiras; a primeira surge 13,72 m depois da linha de partida, as seguintes têm 9,14 metros de intervalo entre si e depois da última barreira há um percurso livre de 14,02 m até à linha da meta. As barreiras têm 1,067 m de altura cada e são colocadas de modo a que caiam para a frente, caso sejam tocadas pelo corredor. O toque ou mesmo a derrubada de barreiras não é motivo de desqualificação já que, geralmente, afeta de forma negativa o tempo obtido pelo competidor. O atleta pode ser desclassificado caso invada a raia de outro atleta ou tenha um tempo de reação ao sinal de largada inferior a 0.1s, considerado uma largada falsa.

O atual campeão olímpico é o norte-americano Grant Holloway e o recordista mundial é o também norte-americano Ja'Kobe Tharp. Alguns dos grandes nomes na história dela são Alvin Kraenzlein, que criou a técnica moderna de dar passadas sobre a barreira ao invés de simplesmente pulá-la e de dar três passos entre cada uma delas, Roger Kingdom, Allen Johnson e Renaldo Nehemiah, o primeiro homem a correr a prova em menos de 13s e que nunca pode competir em Jogos Olímpicos por causa do boicote dos Estados Unidos à Moscou 1980, época de sua primazia no esporte.

História A história dos 100 m com barreiras remonta à Inglaterra dos anos 1830, quando corridas na distância de 100 jardas eram disputadas sobre barreiras de madeira. Os alunos de Oxford e Cambridge desenvolveram o evento, alongando a distância para 120 jardas (109.7m). Em 1888, a distância foi novamente alongada usando o sistema métrico, para 110 metros, pelos franceses e assim se estabeleceu. Nestes primeiros tempos, as barreiras eram muito mais sólidas e duras que as atuais – bater numa delas poderia significar uma séria lesão – e a técnica para transpô-las, primitiva; os saltos eram feitos com os corredores encolhendo e juntando as pernas sob seus corpos.

Mesmo com a introdução posterior de barreiras mais leves, o atleta que tocasse em três barreiras durante a corrida era desclassificado, regra que só mudou a partir de 1935, com a introdução das barreiras em "L", que caem para frente ao toque. "Caminhar" sobre as barreiras se tornou então a técnica mais comum e com o advento conjunto das pistas de atletismo sintéticas a partir dos anos 60, os recordes começaram a cair.

Recordes De acordo com a Federação Internacional de Atletismo – IAAF.

RecordeTempoAtleta País Data Local 12.75Ja'Kobe Tharp10 junho 2026Eugene12.91Liu Xiang27 agosto 2004Atenas 2004

Melhores marcas mundiais As marcas abaixo são de acordo com a Federação Internacional de Atletismo – IAAF.

PosiçãoTempoAtletaPaísDataLocal1 12.75Ja'Kobe Tharp10 junho 2026Eugene2 12.80Aries Merritt7 setembro 2012Bruxelas3 12.81Grant Holloway26 junho 2021Eugene 412.84Devon Allen12 junho 2022Nova York5 12.85Ja'Kobe Tharp14 julho 2026Budapeste6 12.86Grant Holloway28 junho 2024Eugene12.86Jamal Britt4 julho 2026Eugene 812.87Dayron Robles12 junho 2008Ostrava12.87Cordell Tinch3 maio 2025Xangai1012.88Liu Xiang 11 junho 2006Lausanne12.88Dayron Robles18 julho 2008Paris

Melhores marcas olímpicas As marcas abaixo são de acordo com o Comitê Olímpico Internacional – COI.

PosiçãoTempoAtletaPaísMedalhaLocal 1 12.91Liu Xiang ouroAtenas 2004 212.92Aries Merritt ouro Londres 2012312.93Dayron RoblesouroPequim 2008412.94Aries MerrittLondres 2012512.95Allen Johnsonouro Atlanta 1996612.98Roger Kingdomouro Seul 198812.98Grant HollowayParis 20248 12.99Grant HollowayouroParis 20249 13.00Anier GarcíaouroSydney 20001013.02Grant Holloway Tóquio 2020 * A marca de Aries Merritt (12.94) foi obtida nas semifinais de Londres 2012. As marcas de Grant Holloway (12.98 e 13.02 ) foram obtidas nas semifinais de Paris 2024 e Tóquio 2020.

Marcas da lusofonia <center>País <center>Marca <center>Atleta <center>Ano <center>Local<center>13.17 <center>Rafael Pereira<center>2022<center>Rio de Janeiro<center>13.47<center>João Almeida<center>2012<center>Lisboa<center>14.11<center> Jonas Mateus<center>1994<center>Noisy-le-Grand<center>14.73<center> Edivaldo Monteiro<center>1998<center>Lisboa<center>14.77<center> Abdul Ismail<center>1974<center>Pretória<center>15.10<center>Davidson Borges (*)<center>2012<center>Lisboa (*) - Tempo reconhecido pela Federação de Atletismo de Cabo Verde. A IAAF reconhece 13.78 de Henry Andrade em Modesto, 1996.

Ligações externas

Categoria:Atletismo