Brasil, Rússia, Índia, Chinacentro|350px|Mapa dos países BRIC

BRIC Sucessor: BRICS

Presidente (chefe de Estado e de Governo): Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente (chefe de Estado): Vladimir Putin Primeiro-ministro (chefe de governo): Mikhail Mishustin

Presidente (chefe de Estado): Draupadi Murmu Primeiro-ministro (chefe de governo): Narendra Modi

Presidente (chefe de Estado): Xi Jinping Primeiro-ministro (chefe de governo): Li Qiang Em economia, BRIC é uma sigla que se refere a Brasil, Rússia, India e China, os quais se destacam no cenário mundial como países em desenvolvimento. O acrônimo foi cunhado e proeminentemente usado pelo economista britânico Jim O'Neill,ÉPOCA, 21 de maio de 2009. 21/05/2009 Entrevista com Jim O’Neill, por João Caminoto. chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs,Goldman Sachs. Global Economics Paper No. 99, Dreaming with BRICs. em um estudo de 2001 intitulado "Building Better Global Economic BRICs",Global Economics Paper No. 99, Dreaming with BRICs [Sonhando com TIJOLOs] e Global Economics Paper 134, How Solid Are the BRICs? [Quão Sólidos São os TIJOLOs?] o que poderia ser traduzido livremente como "Construindo Melhores Tijolos Econômicos Globais", onde BRIC é um jogo com a palavra inglesa "" (tijolo), ficando no lugar de "" (bloco [econômico]), em referência aos países sendo como tijolos (partes fundamentais) de uma casa (a economia global).

O México e a Coreia do Sul seriam os únicos países comparáveis com os países BRIC, de acordo com um artigo publicado em 2005, mas suas economias foram excluídas inicialmente por serem consideradas mais desenvolvidas. O Goldman Sachs argumenta que, uma vez que estão em rápido desenvolvimento, em 2050, o conjunto das economias do BRIC pode eclipsar o conjunto das economias dos países mais ricos do mundo atual. Os quatro países, em conjunto, representam atualmente mais de um quarto da área terrestre do planeta e mais de 40% da população mundial.http://www.investordaily.com/cps/rde/xchg/id/style/801.htm?rdeCOQ=SID-3F579BCE-819F182C

O Goldman Sachs não afirma que o BRIC se organiza em um bloco econômico ou uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia. No entanto, há fortes indícios de que "os quatro países do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim convertendo "seu crescente poder econômico em uma maior influência geopolítica."BRICs helped by Western finance crisis: Goldman | ReutersRussia shows its political clout by hosting Bric summit - Times Online Em 16 de junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar.Halpin, Tony (17 de junho de 2009). "Brazil, Russia, India and China form bloc to challenge US dominance". The Times, 17 de junho de 2009. Retrieved from http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article6514737.ece. Desde então, os BRICs realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram a África do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS.S. Africa Joins; BRIC Now BRICS, 13 de abril de 2011 As relações bilaterais entre os países do BRIC tem sido conduzidas principalmente com base nos princípios de não interferência, igualdade e benefício mútuo.

Tese miniatura|esquerda|Jim O'Neill foi quem propôs a ideia dos países BRIC.

O Goldman Sachs afirma que o potencial econômico do Brasil, Rússia, Índia e China é tamanho que esses países poderiam se tornar as quatro economias dominantes do mundo até o ano 2050. A tese foi proposta por Jim O'Neill, chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs.Ask the expert: BRICs and investor strategy from the Financial Times, Monday 2006-11-06 09:55 Estes países abrangem mais de 25% de cobertura de terra do planeta e 40% da população do mundo, além de possuírem um PIB combinado (PPC) de 18.486 trilhões de dólares. Em quase todos os aspectos, essa seria a maior entidade no cenário internacional. Estes quatro países estão entre os mercados emergentes de maior e mais rápido crescimento econômico.

Não é a intenção da Goldman Sachs argumentar que esses quatro países são uma aliança política (como a União Europeia) ou algum tipo de associação comercial formal, como a ASEAN. Entretanto, os países BRICs têm tomado medidas para aumentar a sua cooperação política, principalmente como uma forma de influenciar a posição dos Estados Unidos sobre acordos comerciais importantes, ou, através da ameaça implícita de cooperação política, como uma forma de extrair concessões políticas dos EUA, como a proposta de cooperação nuclear com a Índia.

De acordo com um artigo publicado em 2005, o México e a Coreia do Sul foram os únicos outros países comparáveis ​​aos BRICs, mas suas economias foram inicialmente excluídas por serem considerados já mais desenvolvidas, uma vez que já eram membros da OCDE. Vários dos mais desenvolvidos países P-11, em particular a Turquia, México, Nigéria e Indonésia, são vistos como possíveis candidatos ao BRICs. Alguns outros países em desenvolvimento que ainda não atingiram o nível econômico dos P-11, como a África do Sul, aspiram o estatuto de BRIC. Os economistas da 2011 Reuters Investment Outlook Summit, realizada nos dias 6 e 7 de dezembro de 2010, rejeitaram a ideia de unir a África do Sul ao BRIC.Reuters 2011 Investment Outlook Summit, London and New York, 6-7 December 2010 Jim O'Neill, disse à cúpula que ele estava sendo constantemente pressionado sobre o BRIC por vários países. Ele disse que a África do Sul, com uma população de menos de 50 milhões de pessoas, era muito pequena como economia para se juntar aos países BRIC.Reuters 2011 Investment Outlook Summit, London and New York, 6–7 December 2010

A Goldman Sachs tem argumentado que, uma vez que os quatro países do BRIC estão se desenvolvendo rapidamente, em 2050, suas economias combinadas poderá eclipsar o conjunto das economias dos países mais ricos do mundo atual. Estes quatro países, juntos, respondem atualmente por mais de um quarto da área terrestre do mundo e mais de 40% da população mundial.

Sonhando com os BRICs: A caminho de 2050 (2003) miniatura|São Paulo, Brasil. miniatura|Moscou, Rússia. miniatura|Bombaim, Índia. miniatura|Xangai, China.

A tese BRIC reconhece que Brasil, Rússia, Índia e China mudaram os seus sistemas políticos para adotar o capitalismo global. A Goldman Sachs prevê que a China e a Índia, respectivamente, vão se tornar os principais fornecedores mundiais de produtos manufaturados e serviços, enquanto Brasil e Rússia se tornarão dominantes da mesma forma como fornecedores de matérias-primas. Note-se que, dos quatro países, o Brasil continua a ser a única nação que tem a capacidade de prosseguir com todos os elementos econômicos, ou seja, fornecendo bens da indústria, serviços e recursos simultaneamente. A cooperação é, portanto, a hipótese de ser o próximo passo lógico entre os BRICs, porque o Brasil e a Rússia formam os fornecedores mais óbvios de commodities para a Índia e a China. Assim, os BRICs têm potencial para formar um bloco econômico poderoso, excluindo os Estados modernos atualmente dominantes, formado pelo "Grupo dos Oito". O Brasil é dominante na soja e no minério de ferro, enquanto a Rússia tem enormes reservas de petróleo e gás natural.Five Years of China's WTO Membership. EU and US Perspectives on China's Compliance with Transparency Commitments and the Transitional Review Mechanism, Legal Issues of Economic Integration, Kluwer Law International, Volume 33, Number 3, pp. 263-304, 2006. by Paolo Farah

Após o fim da Guerra Fria, ou mesmo antes, os governos que compreendem todos os BRIC iniciaram reformas econômicas ou políticas para permitir que seus países entrassem na economia mundial. Para competir, esses países têm simultaneamente salientado a educação, o investimento estrangeiro, o consumo interno e o empreendedorismo nacional.

Relatório de acompanhamento (2004) A equipe econômica mundial do Goldman Sachs divulgou um relatório de acompanhamento ao seu estudo inicial sobre os BRICs em 2004. O relatório afirma que nos países BRIC, o número de pessoas com renda anual superior a um limite de 3.000 dólares, vai duplicar em número dentro três anos e chegar a 800 milhões de pessoas dentro de uma década. Este relatório prevê um aumento maciço no tamanho da classe média nesses países. Em 2025, calcula-se que o número de pessoas nas nações BRIC ganhando mais de 15 mil dólares pode chegar a mais de 200 milhões. Isso indica que um aumento enorme na demanda não será restrito aos bens básicos, mas terá impacto em bens mais caros também. Segundo o relatório, a China em primeiro lugar e, em seguida, uma década depois, a Índia vão começar a dominar a economia mundial.

No entanto, apesar do crescimento, balançando tão decisivamente para as economias do BRIC, o nível de riqueza média dos indivíduos nas economias mais avançadas vai continuar a superar em muito a média econômica dos BRICs. O Goldman Sachs estima que em 2025 a renda per capita nos seis países mais populosos da UE vai ultrapassar os US$ 35.000, enquanto que apenas cerca de 500 milhões de pessoas nas economias do BRIC terão níveis de renda semelhante.

O relatório destaca também a grande ineficiência da Índia no consumo de energia e menciona a dramática sub-representação destas economias nos mercados mundiais de capitais. O relatório também enfatiza as enormes populações que existem no seio das nações BRIC, o que torna relativamente fácil que a riqueza agregada desses países supere a do G7, enquanto os níveis de renda per capita ainda serão muito inferiores do padrão dos países industrializados atuais. Este fenômeno também afeta os mercados mundiais, visto que as corporações multinacionais tentarão tirar proveito dos enormes mercados potenciais nos países do BRIC, produzindo, por exemplo, carros muito mais baratos e outros produtos manufaturados a preços acessíveis para os consumidores dentro dos BRICs, em vez dos modelos de luxo que atualmente trazem mais renda para os fabricantes de automóveis. Índia e China já começaram a fazer sentir a sua presença nos serviços e na indústria transformadora, respectivamente, no cenário global. As economias desenvolvidas do mundo já notaram esse fato.

Segundo relatório de acompanhamento (2007) Este relatório foi compilado pelos autores Tushar Poddar e Eva Yi é dá ênfase ao "Potencial de Crescimento da Índia". Ele revela dados atualizados de projeções atribuídas à crescente tendência de crescimento na Índia durante os últimos quatro anos. O Goldman Sachs afirma que "a influência da Índia na economia mundial será maior e mais rápida do que implícita em nossa pesquisa sobre os BRICs publicada anteriormente". Eles observaram áreas significativas como pesquisa e desenvolvimento e da expansão que está acontecendo no país, o que conduzirá à prosperidade da crescente classe média.

Na revisão dos números em 2007, com base em um crescimento maior e sustentável, com mais investimentos estrangeiros diretos, o Goldman Sachs prevê que o "PIB per capita da Índia irá quadruplicar entre 2007-2020, em US$", e que a economia indiana vai superar a Estados Unidos (em US$) em torno do ano 2043. O relatório afirma que as quatro nações, como um grupo, vão ultrapassar os países do G7 em 2032.

EM Equity in Two Decades: A Changing Landscape (2010) Segundo um novo relatório do Goldman Sachs, publicado em 2010, a China poderia ultrapassar os Estados Unidos em termos de capitalização de mercado de capital em 2030 e se tornar o maior mercado acionário único no mundo. Em 2020, o PIB dos EUA pode ser apenas ligeiramente maior do que o PIB da China. Juntos, os quatro BRICs podem ser responsáveis ​​por 41% da capitalização de mercado do mundo em 2030, segundo o relatório.Goldman predicts: onwards and upwards for emerging markets, beyondbrics blog