A lista de atuações ao vivo de Rihanna, cantora barbadense, compreende cinco digressões mundiais a solo, uma em conjunto, três promocionais e outra apenas no América do Norte, além de ter participado em três como ato de abertura e realizado várias atuações em televisão. A sua primeira turné a solo, a Rihanna: Live in Concert Tour (2006), centrou-se exclusivamente na América do Norte, mercado onde se estreou inicialmente; os concertos serviram de apoio à divulgação dos seus dois primeiros álbuns de estúdio, Music of the Sun (2005) e A Girl like Me (2006). Nesse mesmo ano, a intérprete atuou como convidada especial na PCD World Tour com as The Pussycat Dolls, e na Roc Tha Block Tour com Jay-Z e Ne-Yo. Entre 2007 e 2009, realizou a mundial The Good Girl Gone Bad Tour, em suporte do seu terceiro disco de estúdio, Good Girl Gone Bad (2007). Ao longo da série de concertos, Rihanna visitou a Europa, a América do Norte, a Oceânia, a Ásia e a África, apresentando uma estética visual renovada em comparação com fases anteriores, caracterizada pela utilização frequente de indumentárias em cabedal. A digressão arrecadou um total de 15 milhões de dólares e gerou controvérsia na Malásia, onde o Partido Islâmico da Malásia recomendou a proibição do evento devido aos figurinos considerados provocatórios. O álbum de vídeo Good Girl Gone Bad Live foi lançado a 16 de junho de 2008, registando a apresentação realizada na Evening News Arena em Manchester, Inglaterra, a 6 de dezembro de 2007.
Em 2008, realizou uma série de concertos de beneficência intitulada A Girl's Night Out, com receitas revertidas para a The Believe Foundation. Entre 2010 e 2011, a artista embarcou na sua segunda turné mundial, a Last Girl on Earth Tour, promovendo o seu quarto álbum de estúdio, Rated R (2009). Compreendeu 67 espetáculos e passou pela Europa, América do Norte, Ásia e Austrália. Simon Henwood assumiu a direção criativa, tendo o conceito cénico como base os sonhos e pesadelos de Rihanna, retratando-a como a última pessoa viva na Terra. O guitarrista da banda Extreme, o português Nuno Bettencourt, integrou a banda ao vivo da cantora durante este período. O alinhamento de atos de abertura contou com os cantores norte-americanos Kesha e Travie McCoy na etapa norte-americana, Pixie Lott no Reino Unido e o produtor escocês Calvin Harris nas datas australianas. O espetáculo obteve uma receção predominantemente favorável da crítica; Neil McCormick, do periódico britânico The Daily Telegraph, elogiou os figurinos, as rotinas coreográficas e as projeções visuais dos ecrãs de palco.
No final de 2010, foi lançado o seu quinto álbum de estúdio, Loud. Para promover o projeto, iniciou o seu quarto conjunto de concertos a solo, a The Loud Tour, em junho de 2011, anunciada a 9 de fevereiro desse ano. No total, abrangeu 98 datas, divididas em 33 concertos na América do Norte, 4 na América do Sul e 61 na Europa. A estrutura cénica continha secções reservadas onde os espectadores tinham a oportunidade de assistir ao espetáculo a partir do interior do próprio palco. Originalmente, J. Cole e CeeLo Green estavam planeados como atos de suporte da fase norte-americana; no entanto, Green deixou a turné alegando conflitos de agenda. Calvin Harris participou como ato de abertura na fase europeia. O evento foi recebido positivamente pela crítica, que destacou a capacidade vocal de Rihanna e as suas coreografias. Durante o espetáculo, a artista realizava uma lapdance a um fã selecionado da plateia na interpretação de "Skin". De acordo com a publicação Pollstar, arrecadou 90 milhões de dólares a nível mundial, tornando-se a sétima digressão mais lucrativa de 2011.
A Diamonds World Tour (2013) decorreu em apoio ao seu sétimo álbum de estúdio, Unapologetic (2012), convertendo-se no projeto do género mais lucrativo da sua carreira artística ao arrecadar mais de 140 milhões de dólares em receita de bilheteira. O itinerário abrangeu 96 datas de concertos distribuídas pela América do Norte, Europa, África e Oceânia, integrando apresentações em grandes arenas e estádios mundiais. Em agosto de 2014, a cantora associou-se ao rapper norte-americano Eminem para a minidigressão conjunta de estádios The Monster Tour; a série de seis concertos esgotados — divididos por Pasadena, East Rutherford e Detroit — reuniu mais de 580 mil espetadores e faturou mais de 36 milhões de dólares, figurando entre os eventos musicais mais rentáveis desse ano. Por fim, a Anti World Tour (2016) serviu de suporte ao seu oitavo trabalho de estúdio, Anti (2016), contando com o patrocínio da multinacional Samsung e apresentações de abertura asseguradas por artistas como Travis Scott e Big Sean. A comitiva realizou 75 atuações na América do Norte, Europa e Médio Oriente, totalizando receitas de bilheteira superiores a 110 milhões de dólares.
Paralelamente, a intérprete protagonizou diversas atuações televisionadas em cerimónias de entrega de prémios e transmissões especiais. Entre as apresentações contam-se as passagens pelos Grammy Awards, destacando-se as colaborações ao vivo em "Love the Way You Lie" com Eminem em 2011 e "FourFiveSeconds" ao lado de Kanye West e Paul McCartney em 2015, além do dueto com Britney Spears na remistura de "S&M" nos Billboard Music Awards de 2011. Nos MTV Video Music Awards de 2016, a artista assinalou a receção do galardão honorário Michael Jackson Video Vanguard Award com quatro blocos performativos distribuídos ao longo da emissão, revisitando as várias fases da sua carreira. Em 2023, liderou a solo o espetáculo de intervalo do Super Bowl LVII no Arizona, além de realizar a interpretação de "Lift Me Up" na 95.ª edição dos Óscares.
Digressões individuais Ano(s) Título Duração Número deatuações 2006 Rihanna: Live in Concert Tour 30 de junho de 2006 – 29 de setembro de 2006 36 Foi a primeira digressão de Rihanna, apenas em território norte-americano. A cantora revelou que estava bastante "contente" com a sua primeira tournée, que estava a ser preparado "algo muito grande e novo" agregando "novas experiências e novos modelos de concertos" para fugir à rotina de outras performances. Ciara e Sean Paul foram alguns dos nomes que fizeram a abertura desta série de concertos. 2007-2009 The Good Girl Gone Bad Tour 15 de setembro de 2007 – 24 de janeiro de 2009 80 A cantora embarcou no final do ano de 2007 na sua primeira digressão mundial, em promoção do disco Good Girl Gone Bad. Akon foi seleccionado para abrir os concertos no Canadá e Estados Unidos, enquanto que Ciara pela segunda vez abria na Europa, em conjunto com David Jordan. Chris Brown colaborou durante a fase na Oceânia.
O concerto consistiu em várias alterações de vestuário, embora tenham sido feitas várias alterações nas diversas fases. A lista original incluía quinze canções, com uma versão da música "Is This Love" de Bob Marley. Os críticos atribuíram revisões mistas à tournée. A 17 de Junho de 2008, Good Girl Gone Bad Live foi lançado com gravações de um dos espetáculos com mais adesão pelo público, lucrando ainda 15 milhões de dólares americanos. 2010-2011 Last Girl on Earth Tour 16 de abril de 2010 – 12 de março de 2011 73 O evento foi anunciado oficialmente a 9 de dezembro de 2009, durante as gravações do vídeo musical de "Hard". Rihanna anunciou algumas datas para a parte europeia no seu sítio oficial. A cantora e compositora britânica Pixie Lott foi selecionada para abrir os concertos no Reino Unido, juntamente com Tinchy Stryder e Tinie Tempah.
Em entrevista à MTV, a cantora afirmou: "Foram... saindo ideias diferentes e coisas interessantes que podemos fazer. Coisas que nunca vimos antes, mais ousadas - mas agora é quando realmente começam os ensaios e entramos no âmago da questão e dos detalhes", descreveu ainda a tournée como "ousada". A intérprete continuou a afirmar que os espectadores "podem esperar algumas surpresas sexy quando for para o Reino Unido". "Vou sair em digressão, esperando trazer até ao Reino Unido alguns festivais", acrescentou.
Foram realizados quatro segmentos, em que cada um deles incluía um vídeo de interlúdio, em que o primeiro demonstrava os sonhos da última rapariga à face da terra, cujo música de fundo era "Mad House", e foram sete as indumentárias diferentes. Ao longo de todo o evento, os cenários iriam mudando em conjunto com o aparecimento de dançarinos e outros elementos produtivos. A bateria e a guitarra foram dois instrumentos presentes durante as performances, sendo que artista teve aulas antes do início da digressão. Os críticos contemporâneos descreveram o evento como uma entrada no "mundo de Rihanna", realçando a afirmação de uma enorme evolução comparando ao ano em que "Pon de Replay" foi lançado em 2005, no início da carreira. 2011 The Loud Tour 4 de junho de 2011 – 22 de dezembro de 2011 98 A terceira digressão mundial de Rihanna decorreu em 2011, com término dezembro. CeeLo Green esteve presente como ato de abertura no Norte da América. A revista norte-americana Billboard revelou que a cantora tinha falado sobre a digressão pela primeira vez a 9 de fevereiro de 2011, dizendo que "Estamos a criar uma digressão incrível. Eu estou animada para fazer-me à estrada e partilhar a minha nova música deste álbum". Nós vamos passar um tempo maravilhoso, e eu sei que meus fãs estão prontos para fazer barulho!"
Na passadeira vermelha da cerimónia Grammy Awards, a cantora confidenciou com Ryan Seacrest que "a digressão começaria em junho nos Estados Unidos. É a era "Loud", será fabuloso, novas cores, novos palcos e novos concertos..." Devido à elevada aderência do público, a cantora teve de adicionar mais datas à digressão algumas vezes.
O sítio Pollstar divulgou as vinte cinco digressões mais lucrativas de 2011, e a The Loud Tour ocupou a 7.ª posição com 90 milhões de dólares arrecadados de 98 apresentações relatadas e uma audiência total de 1.200.800 pessoas. 2013 Diamonds World Tour 8 de março de 2013 – 15 de novembro de 2013 96 A quarta digressão mundial para promover o seu sétimo álbum de estúdio, Unapologetic, foi anunciada a 7 de setembro de 2012, um dia após a artista vencer o prémio Vídeo do Ano na cerimónia MTV Video Music Awards com "We Found Love". A venda de bilhetes para o evento começaram a 14 de setembro de 2012.
A fase norte-americana da turné começou a 8 de março de 2013 em Buffalo na arena First Niagara Center, com final planeado para 14 de novembro do mesmo ano em Houston. Em novembro de 2011, foram reveladas as datas da parte europeia do espetáculo, com paragens em cidades como Alemanha, França e Portugal, com início a 26 de maio de 2013 e término em precisamente dois meses depois. Segundo a revista Billboard, a digressão arrecadou 137.982.530 dólares em 87 concertos e foi a quinta digressão mundial com maior receita de bilheteira de 2013. 2016 Anti World Tour 12 de março de 2016 – 27 de novembro de 2016 75 A quinta digressão mundial lançada para promover o seu oitavo álbum de estúdio, Anti (2016), foi oficialmente anunciada em novembro de 2015, com o patrocínio global da marca Samsung na sequência de um contrato multimilionário focado na divulgação do projeto e do telemóvel Samsung Galaxy. A turné arrancou em Jacksonville, percorrendo extensamente as arenas da América do Norte antes de iniciar a etapa europeia em junho de 2016 em Amesterdão, culminando num concerto final no final do ano em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Artistas como Travis Scott, Big Sean e DJ Mustard serviram como atos de abertura durante as várias fases do espetáculo.
Digressões em conjunto