Turismo 2.0 é a inserção das informações, práticas e serviços ligados a atividade turística na era da comunicação digital e da Internet. Mais especificamente, turismo 2.0 está diretamente ligado ao conceito de web 2.0, no qual não há estruturas fixas para o uso da internet e a interatividade entre os internautas e a plataforma é o carro chefe. Sendo assim, o termo Turismo 2.0 não se baseia apenas no uso da internet para prestação de serviços em turismo e sim em todos os efeitos que a organização da informação de forma radicular, a interatividade e poder do usuário tiveram nesse mercado.
Origem A origem do termo turismo 2.0 é difusa e não se aplica a nenhum autor específico. O termo aparece em várias citações pela rede e em inglês pode ser adaptado para Travel 2.0. Turismo 2.0 é uma personalização do termo web 2.0 para o turismo.
Evolução do Turismo na internet Com a aceitação da :internet como novo canal de distribuição de informação muita coisa mudou. As empresas tiveram de se adaptar ao meio on-line, mudando estratégias e investimentos; clientes e potenciais turistas ganharam um canal de fácil acesso, economizando em tempo e podendo pesquisar e comparar em um número maior de fontes, a hora que desejassem.
A internet, enquanto TI (tecnologia da informação), também teve suas ferramentas evoluindo constantemente. Aos poucos, a forma de como as pessoas interagiam no ambiente virtual mudou. E as novas maneiras de interatividade apresentadas na web estão estritamente ligadas ao que chamamos de web 2.0.
O advento da web 2.0 não foi repentino, houve um caminho percorrido, ou seja, a evolução da tecnologia da internet trouxe o ambiente virtual como plataforma, mas não de forma súbita. Os sites com informações turísticas surgiram junto com a popularização da internet, entre 1995 e 1996. Eles tinham a função apenas de passar as informações que as pessoas conseguiriam visitando a empresa ou destino, telefonando ou através de folheteria. Ou seja, a internet era utilizada para colocar em modo virtual os catálogos de serviços e produtos, e como vantagem, estariam a disposição do consumidor a qualquer momento. Para realizar reservas a pessoa teria de mandar e-mails, preencher cadastros e, provavelmente, confirmá-las através de visitas ou contatos diretos por telefone.
A transição para a web 2.0 veio no final dos anos 90. Os sites ampliaram seus serviços on-line, realizando reservas ao invés de apenas informar. Nesse período deu-se o crescimento do número de internautas, a internet se tornou mais acessível, ficou mais barata e surgiram os primeiros serviços de banda larga (maior velocidade de conexão).PONS, J.; MALDONADO, T. Introducción al web 2.0 aplicado al turismo. 24 de janeiro de 2007 Com a massificação da internet, o usuário começou a tomar conta da web, criando seus próprios sites e comunidades virtuais que buscavam sintonia com grupos de mesmo interesse, trocando informações sobre o mais diversos assuntos, inclusive sobre viagens, experiências turísticas, sugestões etc.
Para não perder público, pois os internautas começaram a procurar webs “não oficiais” (não relacionadas às companhias do setor), as empresas desenvolveram suas páginas on-line de forma mais interativa, permitindo que os internautas trocassem experiências, dicas e emitissem sua opinião sobre determinada questão. Ao adotar esse estilo de maior interação dentro do meio ambiente virtual, os conceitos da web 2.0 foram permeando o setor turístico e se firmando como nova tendência.Longarço, Breno. “Turismo e web 2.0: características e conexões”. São Paulo, 2009.
Prós e contras do turismo 2.0 Os usuários da internet se aproximaram mais um dos outros, compartilhando associações mentais e organizando automaticamente o conteúdo on-line. O setor turístico, agência de viagens e portais de informação também se inseriram por essa nova maneira de se comunicar via web. Mas com tal grau de liberdade, como prevenir o ambiente virtual de ser atacado por pessoas que querem lesar os outros ou que não tem interessam em utilizar a internet para o bem e utilidade de todos? Como o turista que busca informações na internet, em diversas fontes, pode separar o dado correto do ilícito ou irregular e que realmente tem o intuito de prejudicar tirar vantagem das pessoas?
Da mesma maneira que o compartilhamento de experiências e informações em rede permite a democratização das opções turísticas, criação de novas demandas, comparação de preços e pacotes mais efetivamente e etc., a grande quantidade de informação circulante e a credibilidade dúbia de suas origens pode deixar o internauta vulnerável às informações errôneas e/ou de má índole.
Possível solução A própria estrutura participativa das ferramentas web 2.0 cria mecanismos para se proteger de mal intencionados usuários.PRIMO, A. “O aspecto relacional das interações na Web 2.0”. Revista da associação nacional dos programas de pós-graduação em comunicação. 2007 Os ambientes liberados para compartilhamento de conteúdo e formados de forma colaborativa possuem sempre algum tipo de moderação. Essa é feita, muitas vezes, por um próprio usuário, mantendo o mesmo nível dos outros internautas; em outras ocorre uma gestão coletiva, onde o bom senso da maioria trabalha para a manutenção da ordem.
A partir de recursos da web 2.0, potencializa-se a livre criação e a organização distribuída de informações compartilhadas através de associações mentais. Nestes casos importa menos a formação especializada dos membros individuais. A credibilidade e relevância dos materiais publicados é reconhecida a partir da constante dinâmica de construção e atualização coletiva. Mesmo assim, é comum que mal intencionados consigam driblar esse mecanismo. É preciso que haja uma educação coletiva de como e para que usar os recursos da internet, de forma que os usuários possam entender de fato sua dinâmica para cercarem-se de cuidados e se protegerem da informações duvidosas.
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