Katherine Dee "KaDee" Strickland (Blackshear, 14 de Dezembro de 1975) é uma atriz americana. Ficou conhecida por interpretar Charlotte King na série de televisão Private Practice (2007–2013), transmitida pela rede de televisão ABC.

Cresceu em Patterson, Geórgia, onde era bem conhecida, pois, quando criança, começou a atuar em pequenas peças da escola. Strickland estudou artes cênicas na Filadélfia e na cidade de Nova Iorque, onde obteve papéis, principalmente pequenos, em projetos de cinema, televisão e teatro, entre eles O Sexto Sentido (1999). Sua participação nos filmes Anything Else e Something's Gotta Give (ambos de 2003) deu-lhe papeis significativos em filmes de terror como Anacondas e The Grudge (ambos de 2004). No período em que foram lançados, a atriz era referida como "o orgulho de Patterson" e pelo fandom de terror a "mais nova rainha do grito", embora suas performances em ambos os filmes tenham recebido críticas mistas.

Em 2005, recebeu críticas positivas por seu desempenho na comédia romântica Fever Pitch. No ano de 2007, foi escalada para o elenco regular na serie The Wedding Bells e, posteriormente, juntou-se ao elenco de Private Practice. Em entrevista, falou contra a ênfase dada à beleza dos atores de Hollywood, na qual afirmou que seu passado na região sul do país ajudou-a se distinguir de outras atrizes loiras. Strickland afirmou ter afinidade por seus fortes personagens femininos e que evita sexualizar ou sensacionalizar sua auto apresentação como mulher. Ela também trabalhou em estreita colaboração com a Rede Nacional de Assistência a Vítimas de Estupro, Abuso e Incesto (RAINN) depois de participar de um episódio em que sua personagem de Private Practice, Charlotte King, foi estuprada.

Início de vida e educação Strickland nasceu em Blackshear, na Geórgia, nos Estados Unidos. É filha de Susan, uma enfermeira, e Dee Strickland, um treinador, diretor e superintendente de futebol de uma escola secundária. O nome de nascimento da atriz é Katherine Dee; seus pais juntaram o K de Katherine com o nome de seu pai para formar KaDee. Ela foi criada desde pequena em Patterson, a qual ela descreveu que é uma "cidade com um [único] semáforo", e teve um emprego de coletar tabaco em uma fazenda local por oito anos. Quando criança assistiu ao filme Annie Hall (1975), dirigido pelo cineasta Woody Allen, e disse que "queria estar naquele lugar, estar completamente repleta da energia [daquelas] pessoas. Eu queria estar la". Durante sua infância, era conhecida localmente como um membro da família Strickland e por suas atividades extracurriculares e realizações (já foi a Rainha do regresso a casa no ensino fundamental e médio, presidente do conselho estudantil e líder de torcida). Ela nunca pensou em seguir carreira nas artes cênicas até sua participação em uma peça de ato único realizada por alunos do ensino médio: "[...] no momento em que pisei no palco, era isso. O destino assumiu. Sem outras opções. Senti que me encaixava, eu sabia o que faria", disse Strickland.

Depois de concluir o ensino médio, a atriz queria estudar drama em uma faculdade na cidade de Nova Iorque, mas seus pais não queriam que ela vivesse em uma megacidade tão cedo. Consequentemente, ela candidatou-se à Universidade das Artes na Filadélfia. Durante seus estudos por lá, juntou-se ao Screen Actors Guild e considerou usar seu nome, Katherine, como a primeira parte de seu nome artístico, antes de decidir que era "muito garota" para isso. Também trabalhou como garçonete a tempo parcial em um restaurante local e estagiou em uma agência de seleção de elenco, onde uma de suas tarefas era ler diálogos em audições para pequenos papéis em projetos locais de cinema e televisão; o trabalho lhe ajudou a conseguiu um papel em seu primeiro filme. Depois de se formar na universidade com um diploma de Belas Artes, foi educada na cidade de Nova Iorque e, no final de 2003, mudou-se para Los Angeles, Califórnia. Em 2006, recebeu o Prêmio Silver de Aluna destaque da Universidade das Artes.Gray, Ellen. "'Bells' role comes easy to KaDee Strickland". Philadelphia Daily News. 6 de março de 2006.

Carreira

Primeiros trabalhos A carreira de Strickland começou em 1999 com uma breve aparição no filme O Sexto Sentido, como a Visitante #5 ferida em uma festa, que ganhou o papel após impressionar o roteirista e cineasta M. Night Shyamalan ao ler diálogos para os que estavam fazendo audições para o filme. De acordo com a atriz, este papel lhe ajudou a controlar seu "choro falso". No mesmo ano, atuou como figurante no filme independente The Chase Sterling, e apareceu em um pequeno papel ao lado de Angelina Jolie e Winona Ryder no drama Girl, Interrupted.

Em sua estadia na Filadélfia, teve a oportunidade de participar de outros filmes em produção, como Train Ride, um suspense filmado em 1998 que não foi comercializado até 2005 devido a problemas financeiros. Ela também foi escalada pra o filme Diamond Men (2000), um drama com Robert Forster e Donnie Wahlberg, que foi recebido com criticas positivas, como a do critico Richard Roeper, do Chicago Sun-Times, que o descreveu como "um filme fantástico, com um ótimo elenco". Depois disso, em 2002, ela mudou-se pra Nova Iorque, onde apareceu em Bomb the System, a estreia cinematográfica de Adam Bhala Lough, que foi recebido com críticas desfavoráveis e não foi mostrado fora dos festivais de cinema até 2005.

Strickland também adquiriu experiência em produções de teatro como A Requiem for Things Past (1999) e Women of Manhattan, de John Patrick Shanley. Em dezembro de 2002, ela atuou em um episódio da serie Law & Order: Criminal Intent e fez novas aparições em All My Children, o que lhe permitiu deixar o emprego de garçonete. Em 2003, teve um papel oposto ao de Eddie Cibrian, no episódio piloto de uma adaptação para cinema de uma pequena série do romance The Street Lawyer, de John Grisham.

A atriz apareceu em dois filmes de comédia romântica em 2003, sendo o primeiro Anything Else, escrito e dirigido por Woody Allen, no qual interpretou Brooke, a namorada de Jerry Falk, personagem de Jason Biggs. Em uma entrevista, afirmou que foi um "sonho realizado" trabalhar com Allen, de quem ela é uma fã "obsessiva e fiel". O filme foi recebido com críticas mistas e baixo desempenho comercial, embora, posteriormente, Strickland tenha se referido como sua "grande revelação". O segundo filme, Something's Gotta Give, estrelado por Jack Nicholson e Diane Keaton, foi um grande sucesso comercial e crítico, porém a aparição de Strickland foi breve. No ano seguinte, ela fez uma breve aparição no filme independente Knots, e na comédia satírica, mal recebida pela critica, The Stepford Wives, com Nicole Kidman.

Principais papéis no cinema O primeiro papel principal de Strickland foi no filme de terror Anacondas: The Hunt for the Blood Orchid, a sequência de Anaconda (1997). Sua escolha foi após o produtor Doug Belgrad ver algumas de suas gravações para o filme Something's Gotta Give, contratando também Johnny Messner e Morris Chestnut. Ela interpretou Samantha "Sam" Rogers, uma cientista de pesquisa que viaja para Bornéu juntamente com uma equipe de expedição à procura de uma espécie de orquídea que poderia aumentar a longevidade. A atriz afirmou que inicialmente não queria sair de um filme de Woody Allen e seguir para um "filme de cobra", mas mudou de ideia porque o personagem principal era uma sulista que não era "uma completa idiota" ou "uma garota estúpida que estar prestes a morrer". Embora se saiu bem na bilheteria, Anacondas não foi bem recebido pelos críticos. O elenco recebeu criticas positivas da revista Variety e de Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, porém, David Germain, em sua publicação ao San Diego Union-Tribune, disse que "de tão horrível que foi o roteiro [assim] como o desempenho do elenco, tornou-se, sem querer, engraçado", e descreveu o trabalho da atriz e de seus colegas de elenco como uma "variedade de péssimos [desempenhos]". Slant Magazine publicou que "[o filme é] estrelado por um grupo de anônimas, atraentes e talentosas pessoas de Los Angeles". Durante o mesmo período, The Florida Times-Union referiu-se à Strickland como "o orgulho de Patterson".

Seu próximo trabalho foi em The Grudge (2004), refilmagem do filme de terror Ju-On (2003), dirigido por Takashi Shimizu. Strickland interpretou Susan Williams, uma empresária americana que mora em Tóquio, cujos parentes emigram dos Estados Unidos. Ela recebeu o papel através de uma audição com o produtor Sam Raimi, que a escolheu pelo trabalho desempenhado em Anacondas e por sua vontade de trabalhar longe de casa por longos períodos. Em entrevista, declarou que o Japão e seu cinema sempre lhe fascinaram, e que queria fazer "parte desse mundo", no qual os cineastas transmitem suas histórias através da ação e não do diálogo; também destacou a importância de ser "capaz de explorar o lugar errado no momento errado sem [ser vista como] um objeto sexual ou donzela em perigo". The Grudge foi um sucesso comercial, chegando ao número um da bilheteria dos Estados Unidos e rapidamente se tornou um dos filmes mais rentáveis do ano, mas as críticas foram mistas. The Charlotte Observer chamou o elenco de "entediante e sem vida", e que ganhou "nada além de deméritos". Sua presença em Anacondas e The Grudge fez com que os fãs de terror chamassem-na de "a mais nova rainha do grito"; com ela afirmando que escolhe um filme se o roteiro, personagens e diretor forem bons, dizendo que "isso não se ver com frequência", mas se for o caso, "participo com prazer. São sempre bem-vindos." Pela cena em que seu personagem se esconde debaixo das cobertas, quando perseguido pelos fantasmas, Strickland recebeu uma indicação aos Prêmios Teen Choice de 2005 na categoria de "Melhor Cena Assustadora".

No final de 2004, a atriz embarcou no que chamou de "o trabalho mais louco que já tive":Evans, Jen. "Sweet Peach". Brentwood Magazine. Abril de 2005. um papel na comédia romântica de basebol Fever Pitch, com Drew Barrymore e Jimmy Fallon, baseada no livro Febre de Bola, do escritor Nick Hornby. Strickland disse que foi "um desafio" interpretar um personagem "tão maníaco", principalmente depois de retratar personagens emocionalmente traumatizados em Anacondas e The Grudge. Após o lançamento do filme em 2005, ela recebeu elogios da revista PopMatters, que a descreveu como "irreprimível" em seu papel, e da MSNBC, que disse que ela e JoBeth Williams "às vezes resgatam o filme de seus momentos difíceis". O filme elevou ainda mais sua fama, apesar de sua resposta crítica ter sido mista e uma arrecadação moderada nas bilheterias. Strickland apareceu como a advogada Richie's attorney no filme American Gangster (2007), estrelado por Russell Crowe e Denzel Washington.

Papéis na televisão