O Schloss Horneburg é uma antiga residência aristocrática em Datteln, no Estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália. Foi a sede dos Senhores de Oer até 1418.

Origens do nome O termo Horn aparece no nome de lugares ver J.H. Gallée, Altsächsische Grammatik, Tübingen 31993, 213. e descreve um pedaço de terra que se vai estreitandover D. Berger, Duden. Geographische Namen in Deutschland, Mannheim 1993, 139.. Por exemplo, pode sobressair um campo numa florestaver H. Grochtmann, Geschichte des Kirchspiels Datteln von den Anfängen bis zur Gegenwart, Datteln o.J. , 223.. Uma outra interpretação fala duma colina elevada ou árida, sobressaindo em terreno pantanosover H. Niederding, Geschichte des ehemaligen Niederstiftes Münster, Vechta 1840, 17.. Uma terceira interpretação considera-o como um nome de água, com o significado de suja, escura, cinzenta e também, por facores ambienteais, branca e azul-pálidaver T. Baader, Örtlichkeitsnamen des Kirchspiels Datteln, in: Vestische Zeitschrift 56 (1954), pp. 5-23; reedição: Recklinghausen 1954.. Ao avaliar a etimologia é importante ter em atenção o edifício antecessor do Horneburg, o arx Horneburgensis, que ficava a norte do centro do castelo posteriorver H. Pennings, Eine alte Burganlage bei Datteln, in: Alt-Recklinghausen 5 (1924), 95f; K. Philipp, Die Vorläufer der Horneburg, in: Horneburg – Geschichte und Geschichten. Beiträge zur Orts- und Heimatkunde, ed para o 600º aniversário do Schloss Horneburg pela Comissão de Festas da Associação de Protecção do Castelo, em colaboração com o distrito de Recklinghausen, Datteln-Horneburg 1983, pp. 25–29.. Possivelmente, saxões terão trazido o nome de um lugar da sua terra natal para o Baixo Elbaver H.Wiebringhaus, Ein Beitrag zur Siedlungsgeschichte des Vestes, in: Vestisches Jahrbuch 50 (1948), 14f.. A lenda chama a um cavaleiro Goddert von Hornever Margaretha im Verlies, in: Horneburg – Geschichte und Geschichten, Datteln-Horneburg 1983, 17. Ver também H. Möllers, Untersuchungen zur Herkunft und Bedeutung des Ortsnamens „Horneburg“, in: Horneburg – Geschichte und Geschichten, Datteln-Horneburg 1983, pp. 53-59..

História A primeira prova documental que se conhece para o Horneburg aparece, em 1220, no Großen Vogteirolle do Conde Friedrich von Isenberg-Altena. Lá está indicado que pertenceu ao Oberhof Richrode Horneburchver Moritz zu Bentheim, Ed., Die Große Vogteirolle des Grafen Friedrich von Isenberg-Altena um 1220, Rheda in Westfalen 1955. Em der kleineren, älteren Vogteirolle des Grafen Friedrich von Isenberg-Altena, vor 1220, ed. v. Moritz zu Bentheim, Rheda in Westfalen 1957, também é chamado de Horneburch.. Num acordo de reconciliação entre o Arcebispo de Colónia Friedrich III von Saarwerden e o Conde Engelbert IV von der Mark, firmado no dia 29 de Outubro de 1384, o Horneburg é mencionado como parte do território eclesiástico de Vest RecklinghausenAcordo de reconciliação de 29 de Outubro de 1384, Arquivo municipal, Düsseldorf, in: T.J. Lacomblet, Urkundenbuch für die Geschichte des Niederrheins, vol. 3, 2ª divisão, Düsseldorf 1853, Nr. 885..

O mais tardar desde o final do século XII, a família von Oer esteve no comando do Reichshof Oer, ao qual o Horneburg pertencia. A renda da propriedade fluía para o capítulo da Catedral de Colóniaver Livro de Actas da Vestefália, ed. da Associação de História e Arqueologia da Vestefália, vol. 7, Die Urkunden des kölnischen Westfalens vom Jahre 1200–1300, editado pelo arquivo municipal de Münster, Münster 1908, Nr. 31.. Em 1389, Heydenrich von Oyre (Heidenreich von Oer) conseguiu adquirir o Reichshof Oer, juntamente com o Horneburg, ao capítulo da Catedral de Colóniaconforme certificado de compromisso de 10 de Março de 1389, nos Arquivos Ducais de Arenberg, no Arquivo Vestischen, Recklinghausen, excerto na herança de Theodor Esch no Arquivo Vestischen, Recklinghausen, I, Blatt 186., tendo mandado expandir e fortalecer o castelo. O seu filho, Heinrich von OerHeinrich von Oer morreu antes do final de 1422, ver colectânea de cartas de Dietrich von Oer ao Bispo de Münster e outros, 23 de Dezembro de 1422, in: Arquivo municipal, Dortmund, Divisão A, certidão Nr. 2144, tentou exercer direitos de soberania sobre as localidades circundantes. No entanto, foi derrotado em 1418 e teve que deixar o Horneburgver certificado de submissão de 18 de Junho de 1418, no Arquivo Ducal de Arenberg no Arquivo Vestischen para Recklinghausen, extracto na herança de Theodor Esch no Arquivo Vestischen para Recklinghausen II, Blatt 39f..

A imensa extensão da propriedade dos Príncipes Eleitores de Colónia era composta por terras aráveis, pastagens, florestas, edifícios, moinhos e fazendas. O uso legal privado e público requeria uma administração especial. Inicialmente, esta estava em Recklinghausen. O administrador era o Kellner Cargo medieval, com funções similares às de tesoureiro.). Em 1410, o clérigo Johann Droege foi mencionado como Kellner ver acta de 1410, Arquivo municipal, Münster, documentos relativos a Vest Recklinghausen, Repertorium 1313, Nr. 32. A transferência do Kellnerei para Horneburg (depois de 1420) foi um duro golpe para os comerciantes e artesãos, porque os agricultores, quando iam pagar os seus impostos ou cumprir os seus serviços obrigatórios, aproveitavam para efectuar diferentes compras e agora ficavam longe da cidade. Os motivos para a deslocalização foram as encurvadas e sinuosas ruas de Recklinghausen, a estreiteza das condições urbanas e a falta de edifícios adequados para a acumulação de grãos e para acomodar o numeroso gado. Em contraste, o Horneburg oferecia espaço favorável e dependências espaçosasver H. Pennings, Geschichte der Stadt Recklinghausen und ihrer Umgebung, vol. 2, Recklinghausen 1936, 261f.. Tornou-se no ponto central da administração das terras e propriedades do Rentmeisterei do principado eleitoral no Vestver H. Diekmann, Die Geschichte der kurfürstlichen Oberkellnerei auf Schloß Horneburg im Vest Recklinghausen mit besonderer Berücksichtigung des 18. Jahrhunderts, in: Vestische Zeitschrift 40 (1933), 26.. Lufdolf Hechelen foi mencionado, em 1425, como o primeiro Kellner no Schloss Horneburgver os mais antigos registos de entrada e saída do Oberkellnerei do principado eleitoral de Colónia de 1425, in: Arquivo municipal, Münster, Vest Recklinghausen, Repertorium 1313, Nr. 50. O Arcebispo de Colónia tomou posse completa do Horneburg com capela em 1431ver Actas de 1431, in: Arquivo municipal, Münster, documentos relativos a Vest Recklinghausen, Repertorium 1313, Nr. 52. Em 1473, Dirick van der Knippenborchver Casa Knippenburg foi Drost para Horneburg, tendo o cargo de Amt Cordt sido mantido pela Casa de Darle a partir de 1522ver Casa Darl.

Gebhard Truchseß Waldburg (1547–1601) foi escolhido para Arcebispo de Colónia em 1577. Em 1583 tornou-se protestante. O seu sucessor, Ernesto da Baviera (1554–1612), travou uma guerra contra ele, que venceu em 1589. Nesta Guerra de Colónia, ou Guerra Truchsessiana, estava em questão saber-se se o Arcebispado de Colónia e, portanto, o Vest, permanecia católico ou protestante. O Horneburg foi ocupado pelo Obersten truchsessiano Engelbert von der Lippe no dia 31 de Maio de 1583. No entanto, o Vest poderia ser recuperado. Ernesto da Baviera realizou um landtag no Horneburg em Maio de 1584ver M. Lossen, Der Kölnische Krieg, 2 vol., Gotha 1882. 1897..

O Horneburg foi, entre 1588 e 1590, cenário de vários julgamentos de bruxas. Foi sede do tribunal criminal e da prisão no Vestver o cálculo de salários para o carrasco no Kellnerei-Rechnungen do Horneburg nos anos 1588–1591, anexo ao: K. Philipp, So stellt man sich in der Märchenwelt die Hexe vor, in: Horneburg – Geschichte und Geschichten. Beiträge zur Orts- und Heimatkunde, ed. do 600º aniversário do Schloss Horneburg pela Comissão de Festas da Associação de Protecção do Castelo, em colaboração com o distrito de Recklinghausen, Datteln-Horneburg 1983, pp. 88–92.

No dia 25 de Julho de 1646, o marechal francês Henrique de La Tour d’Auvergne, Visconde de Turenne, mandou queimar o palácio e o povoado anexo devido a uma derrota no campo de Lünen-Hamm, mas também para vingar um ataque à sua retaguardaver relatório de 1646, Arquivo Ducal de Arenberg no Arquivo de Vest para Recklinghausen, II G, Nr. 21, Blatt 63. No dia 22 de Outubro de 1658, Johan Mathias Pranghe foi apontado como o novo Kellner do Horneburgver decreto de nomeação de 22 de Outubro de 1658, Arquivo Ducal de Arenberg no Arquivo de Vest para Recklinghausen, II A, Nr. 61, Blatt 174ff.. Ele afirmou que tinha entrado numa casa inóspita saqueada, vandalizada, com janelas e portas partidas. No estábulo não encontrou nem mesmo uma manjedoura, o apartamento do Kellner tinha apenas uma pequena sala e recebia o fumo vindo da cozinhaver relatório de 4 de Dezembro de 1658, Arquivo Ducal de Arenberg no Arquivo de Vest para Recklinghausen, II A, Nr. 10, Blatt 8f.19v.23.. Pelos seus esforços para reorganizar a administração, foi-lhe cncedido o título de Oberkellnerem 1665ver. relatório de 1665, Arquivo Ducal de Arenberg no Arquivo de Vest para Recklinghausen, divisão 2, caixa 83, Nr. 6, Fasciculum 1, Blatt 46..

Depois da Guerra dos Trinta Anos, a destruída secção principal do castelo (hauptburg) não foi reconstruída. No entanto, o antigo Vorburg (pátio externo) foi reconstruído como uma casa senhorial com as dimensões de um palácio e, mais tarde, foi usada como edifício administrativo. No dia 23 de Maio de 1698, o Czar Pedro I esteve em Horneburg na sua viagem de Amesterdão para Vienaver S. Luber, Die Reiserouten Peters des Großen 1697–1698 und 1716–1717, in: Palast des Wissens. Die Kunst- und Wunderkammer Zar Peters des Großen, ed. v. B. Buberl u. M. Dückershoff, vol. 1: Katalog, Munique 2003, 45.. Entre 1907 e 1959, funcionou no palácio uma escola de governo doméstico para as filhas dos agricultores. Entre 1959 e 1965, a Caritas diocesana de Münster manteve no palácio uma casa de convalescença para mães. O edifício pertence ao Recklinghausen e é usado como um internato de educação especial.

Capela palaciana

Na acta de 8 de Janeiro de 1332, foi mencionado como testemunha o Senhor Engilbertus, chamado de Pastor do Hornenburg (dictus de Hornenburg)ver acta de 8 de Janeiro de 1332, in: Arquivo do Vest, Recklinghausen, documentos Flaesheimer, Nr. 91. Havia ali uma frase modesta. Bernardo de Claraval escreveu: Bernhardus, abbas dictus de Claravalle (Bernardo, dito Abade de Claraval)Berardo de Claraval, Liber de diligendo Deo (Livro sobre o amor de Deus), Prólogo, in: Bernhard von Clairvaux, ed. v. J. Leclercq u. G.B. Winkler, vol. 1, Innsbruck 1990, 74. Bernardo foi juridico-formalmente e de facto Abade de Claraval, embora tenha usado uma forma retórica humilde. Ver E.R.Curtius, Europäische Literatur und lateinisches Mittelalter, Berna 51965, pp. 93-95..

Em 1610, a igreja em Horneburg recebe o direito de ministrar o baptismo. Isso aconteceu sob Heinrich Barckhoff (cerca 1610–1650), que mais tarde também foi reitor e comissário do Vest. Sob esse clérigo capaz e enérgico, a igreja foi reconstruída e ampliadaOs relatórios da visitação de 1630 (no Arquivo diocesano, Münster, Horneburg A 2) descrevam a igreja como nova.. Na escola, fundada por H. Barckhoff em 1610, ele mesmo chegou a ser professor por dois anos. Ensinou, entre outras coisas, gramática, latim e religião, mas também uma introdução à filosofia. Em 1632, foi deportado como prisioneiro, com o Kellner, pelas tropas de Hesse e, em 1635, esteve preso em Dorsten por três semanas. No mesmo ano foi nomeado pastorvgl. H.Grochtmann, Geschichte des Kirchspiels Datteln von den Anfängen bis zur Gegenwart, Datteln o.J. , 228..

Em 1672, a igreja recebeu direitos pastorais ilimitados. Até 1965, foi a Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena. Desde 1968 é a Igreja da Comunidade Russa dos Santos Boris e Gleb.