O foi o governo que era formado por políticos do domínio de Satsuma, domínio de Chōshū e do Imperador do Japão.

Os políticos do governo Meiji eram conhecidos como oligarquia Meiji, que derrubou o Xogunato Tokugawa.

Desenvolvimentos iniciais Após a restauração Meiji, os líderes dos samurais que derrubaram o Xogum Tokugawa não tinham um plano bem definido sobre como governar o Japão. Eles tinham várias coisas em comum - a maioria tinha entre trinta e quarenta anos e vinha dos quatro domínios tozama do oeste do Japão (Chōshū, Satsuma, Tosa e Hizen). Apesar de serem de famílias de samurais de baixo nível, eles ascenderam a papéis de liderança militar em seus respectivos domínios, e foram educados com base no confucionismo e na lealdade e serviço à sociedade. Além disso, a maioria tinha experiência com viagens para fora do arquipélago japonês ou através de contatos com os conselheiros estrangeiros no Japão. Como resultado, eles tinham conhecimento sobre a superioridade militar das nações ocidentais e da necessidade do Japão de se unificar e se autofortalecer a fim de vitar o destino colonial de seus vizinhos do continente asiático.

Entretanto, em 1867, o país possuía uma grande quantidade de domínios feudais semi-independentes colocados juntos pela força militar da Aliança Satcho e pelo prestígio da corte imperial.

No começo de março de 1868, enquanto o resultado da Guerra Boshin ainda era incerto, convocou representantes de todos os domínios para irem a Kyoto a fim de estabelecer uma assembleia nacional consultiva provisória. Em 6 de abril de 1868, a Carta de Juramento foi promulgada, na qual o Imperador Meiji definiu as linhas gerais para o desenvolvimento e modernização do Japão.Charter Oath (Japanese history) -- Britannica Online Encyclopedia . Página acessada em 05/09/2011.

Dois meses depois, em junho de 1868, o Seitaisho foi promulgado visando estabelecer a nova base administrativa do governo Meiji. Esse código administrativo foi elaborado por Fukuoka Takachika e Soejima Taneomi (ambos estudaram no exterior e tinham uma visão política liberal),Soejima, Taneomi | Portraits of Modern Japanese Historical Figures . Página acessada em 05/09/2011. e foi uma estranha mistura de conceitos ocidentais como a divisão de poderes com um ressurgimento das antigas estruturas de burocracia que datavam do período Nara. Uma estrutura governamental central, ou Daijō-kan, foi estabelecida.

O Daijō-kan tinha alguns departamentos: Legislativo (dividido em uma Assembleia Alta de burocratas indicados e uma Assembleia Baixa de representantes de domínios) Executivo Shinto Finanças Militar Relações Exteriores Relações Civis

Um Ministério da Justiça separado foi estabelecido para criar uma forma de separação de poderes à moda dos países ocidentais.

Ao mesmo tempo, a administração local consistia de territórios confiscados dos Tokugawa, que foram divididos em províncias (ken) e municipalidades (fu) administrados pelo Departamento de Relações Civis e os 273 domínios semi-independentes. Agentes do governo central foram mandados para cada domínio para trabalhar pela uniformidade administrativa e conformação às diretrizes do governo central.

No começo de 1869, a capital nacional foi transferida de Kyoto para Edo,Kobe Club - The Year 1869 and All That - The 140th Anniversary Supplement - Spotlight Online . Página acessada em 05/09/2011. que foi renomeada para Tóquio (Capital do Leste).

Abolição dos domínios

Em março de 1869, o governo central liderado por Okubo Toshimichi, de Satsuma, sentiu-se forte o suficiente para efetuar uma maior centralização.Japan: it's history and culture - Google Livros . Página acessada em 06/09/2011. Após unir os exércitos de Satsuma e Chōshū sob uma força combinada, Ōkubo e Kido Takayoshi convenceram os daimyōs dos domínios de Satsuma, Chōshū, Hizen e Tosa a se renderem ao Imperador. Outros daimyōs foram forçados a fazer o mesmo, e todos foram indicados como "governadores" de seus respectivos domínios, que agora eram tratados como subdivisões do governo central.

Na primavera de 1871, Ōkubo, Kido, Inoue Kaoru, Yamagata Aritomo, Saigō Takamori, Ōyama Iwao, Sanjō Sanetomi e Iwakura fizeram uma reunião secreta durante a qual foi decidido se prosseguir inteiramente com a abolição dos domínios han.Kakuei Tanaka - a political biography of modern Japan: . Página acessada em 06/09/2011. Mais tarde naquele ano, todos os ex-daimyōs foram convocados pelo Imperador, e ele outorgou um decreto convertendo os domínios em províncias lideradas por uma pessoa nomeada pelo governo central. Esse decreto resultou em 305 unidades de administração local,lgsij.pdf (objeto application/pdf) . Página acessada em 06/09/2011. que foram reduzidas a 72 províncias e 3 municipalidades no final do ano através de várias fusões.Japan in world history - Google Livros . Página acessada em 06/09/2011. Já no final de 1871, o Japão tornou-se um estado completamente centralizado. A transição foi feita gradativamente, então não houve qualquer perturbação na vida do povo, nem mesmo focos de resistência ou violência. O governo central absorveu todos os débitos e obrigações dos domínios, e muitos ex-oficiais nos domínios encontraram novos empregos no governo central.

Em 1871, o governo central apoiou a criação de assembleias consultivas nos níveis mais baixos do governo, nas aldeias, vilas e condados. Os membros das assembleias provinciais foi projetada a partir dessas assembleias locais. E como as assembleias locais apenas tinham o poder de debate, e não de legislação, elas forneceram uma importante válvula de segurança, sem a habilidade de desafiar a autoridade do governo central.

Reorganização do governo central Enquanto os domínios estavam sendo abolidos e as fronteiras administrativas locais estavam mudando, em agosto de 1869, o próprio governo central passou por uma reestruturação para reforçar a autoridade centralizada. A ideia de divisão de poderes foi abandonada. O novo governo foi baseado em uma assembleia nacional (que se reuniu apenas uma vez), um Conselho de Assessores nomeados (Sangi), e oito ministérios: Assuntos civis (Ministério da Casa a partir de 1873) Relações Exteriores Finanças Exército Marinha Casa Imperial Justiça Obras Públicas Educação

A tomada de decisões no governo era restrita a uma oligarquia fechada de cerca de 20 indivíduos (de Satsuma, Chōshū, Tosa, Hizen e da Corte Imperial). O Ministério da Casa, como ele indicava todos os governadores de província e controlava o aparato policial, era o ministério mais poderoso no governo, sendo que Ōkubo deixou o Ministério das Finanças para liderar o Ministério da Casa quando este foi estabelecido.

Eventos que levaram à renúncia de Okuma

Uma das pressões no começo do governo Meiji era a divisão entre os membros da oligarquia que apoiavam alguma forma de governo representativo, baseado em modelos do exterior, e a facção mais conservadora que desejava o controle centralizado e autoritário.

Um grande defensor do governo representativo foi Itagaki Taisuke, um poderoso líder das forças de Tosa e que renunciou de sua posição no Conselho de Estado devido ao caso coreano em 1873. Itagaki defendia meios pacíficos ao invés da rebeldia para ganhar uma voz no governo. Tais movimentos eram chamados de Movimento pelos Diretos das Pessoas e da Liberdade. Ele começou um movimento almejando a formação de uma monarquia constitucional e uma assembleia nacional. Itagaki e outros escreveram o Memorial de Tosa em 1874,Japan - The Development of Representative Government . Página acessada em 07/09/2011. criticando o poder desenfreado da oligarquia e pedindo a criação imediata de um governo representativo. Insatisfeito com o ritmo da reforma depois de ter retornado ao Conselho de Estado em 1875, Itagaki organizou seus seguidores e outros elementos democráticos no Aikokusha nacional (Sociedade de Patriotas) a fim de forçar um governo representativo em 1878. Em 1881, em uma ação pela qual ele é conhecido, Itagaki ajudou a fundar o Jiyūtō (Partido Liberal), que apoiava doutrinas políticas francesas. Em 1882, Okuma Shigenobu estabeleceu o Rikken Kaishintō (Partido Progressista Constitucional), que clamava por uma democracia constitucional ao estilo britânico. Em resposta, os burocratas do governo, oficiais dos governos locais e outros conservadores criaram o Rikken Teiseitō (Partido do Domínio Imperial), um partido pró-governista, em 1882. Inúmeras demonstrações políticas se seguiram, algumas delas sendo violentas, resultando em mais restrições políticas por parte do governo. As restrições prejudicaram os partidos políticos e levaram à divisão entre eles. O Jiyūtō, que fazia oposição ao Kaishintō, foi dissolvido em 1884, e Ōkuma renunciou como presidente do Kaishintō.

Criação de uma assembleia nacional

Os líderes do governo, muito preocupados com ameaças de violência à estabilidade e a séria divisão na liderança causada pelo caso coreano, em geral concordavam que um governo constitucional deveria algum dia ser estabelecido. Kido Takayoshi apoiava uma forma de governo constitucional desde antes de 1874, sendo que algumas propostas de garantias constitucionais foram planejadas. A oligarquia, no entanto, apesar de ter conhecimento das pressões políticas, estava determinada a manter o controle. A Conferência de Osaka de 1875 resultou na reorganização do governo com um judiciário independente e um Conselho de Anciões nomeado incumbido de analisar propostas de revisão da constituição.1-10 Osaka Conference | Modern Japan in archives . Página acessada em 07/09/2011. O imperador declarou que "o governo constitucional deveria ser estabelecido com estágios graduais", ordenando o Genrōin a projetar uma constituição. Em 1880, delegados das quarenta e duas províncias organizaram uma convenção nacional a fim de instituir o Kokkai Kisei Dōmei (Liga para o Estabelecimento de uma Assembleia Nacional).

Apesar de o governo não ser contrário ao governo parlamentar, confrontado com o movimento dos "direitos das pessoas", ele continuou a tentar controlar a situação política. Novas leis em 1875 proibiram críticas da imprensa ao governo ou discussão acerca das leis nacionais. A Lei da Assembleia Pública (1880) limitou severamente as reuniões públicas ao não permitir a participação de servidores civis e exigir permissão da polícia para todos os encontros. Dentro do círculo dirigente, no entanto, e apesar da abordagem conservadora da liderança, Okuma continuou com um defensor solitário do governo ao estilo britânico, um governo com partidos políticos e um gabinete organizado pelo partido da maioria, respondendo perante a assembleia nacional. Ele pediu por eleições a serem organizadas em 1882 e por uma assembleia nacional a ocorrer em 1883; após isso, ele precipitou uma crise política que terminou com um ato imperial em 1881 que declarava a criação de uma assembleia nacional em 1890 e sua demissão do governo.

Rejeitando o modelo britânico, Iwakura Tomomi e outros conservadores se inspiraram muito no sistema constitucional prussiano. Itō Hirobumi, um dos membros da oligarquia Meiji e nativo de Chōshū muito envolvido com assuntos do governo, foi encarregado de projetar a constituição do Japão. Ele liderou uma Missão de Estudo Constitucional no exterior em 1882, gastando a maior parte de seu tempo na Alemanha. Ele rejeitou a Constituição dos Estados Unidos como "muito liberal" e o sistema britânico como "muito pesado" por ter um parlamento com muito controle sob a monarquia; os modelos espanhol e francês foram rejeitados por terem uma tendência ao despotismo.

Fortalecendo a autoridade do estado

No retorno de Ito, um dos primeiros atos do governo foi estabelecer o sistema de kazoku com novos níveis para a nobreza. Cinco centenas de pessoas da antiga nobreza da corte, ex-daimyos, samurais e pessoas comuns, que tinham fornecido um grande serviço ao governo, foram organizados em cinco níveis: príncipe, marquês, conde, visconde e barão.