Florípides Paiva Guimarães, conhecida popularmente como Dona Flor, é a personagem-protagonista do livro Dona Flor e Seus Dois Maridos, do escritor brasileiro Jorge Amado, publicado originalmente em 1966. Nascidos de um caso "verídico", segundo o biógrafo de Jorge Amado Itazil dos Santos, no ano de 1933, quando Jorge Amado ouviu do poeta Álvaro Moreyra o relato da viúva de um jornalista que se casou com um comerciante português e, sendo espírita, "...via o ex-marido toda noite querendo deitar-se com ela...".Revista Entre Livros, nº 20, pg. 76. Editora Duetto. São Paulo (2006)
Flor sofre por amar dois homens. Vive tentando equilibrar-se entre dois universos antagônicos: o da lei, da moral e do espaço público e o da intimidade - o desejo de conciliar as "duas posições" - o ilícito e o regular. Segundo o antropólogo Roberto DaMatta, no posfácio do romance (1966), o que há no livro, assim como na sociedade brasileira, é o desejo de conciliar "posições polares": "Dona Flor não comete o erro político das sociologias brasileiras de supor que o novo faça desaparecer automaticamente o velho. Muito pelo contrário, ela descobre que há conflito entre os dois. Por isso, a solução não é tratar Vadinho como real em todas as esferas de sua vida. Sabendo que não pode destruir o reprimido que retorna, conhecendo o valor da tradição que faz parte de si mesma, ela deixa que Vadinho exista em alguns lugares de sua vida, pois descobre a impossibilidade de bani-lo(...)".
Adaptações A adaptação mais famosa de Dona Flor é na adaptação cinematográfica homônima de Bruno Barreto, onde a personagem é interpretada pela atriz Sônia Braga. O papel rendeu a Braga uma indicação ao BAFTA na categoria Melhor Revelação. A performance de Sônia Braga ainda fez a personagem entrar na lista dos 10 personagens mais marcantes do cinema brasileiro, do site Papo de Cinema.
Dona Flor foi interpretada por Giulia Gam na minissérie da TV Globo de 1998, com Ana Serradilla interpretando a personagem na adaptação mexicana da minissérie. Na adaptação para o cinema de 2017, é interpretada por Juliana Paes.
No teatro, Dona Flor já foi interpretada por Carol Castro e Fernanda Paes Leme.
Ligações externas "De como a emérita cozinheira Dona Flor aporta na Guanabara" - Por Benedito Veiga "O Brasil best seller de Jorge Amado: literatura e identidade nacional - Por Ilana Seltzer Goldstein" "Dona Flor da Cidade da Bahía" - Por Benedito Veiga
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