Lúcio Calpúrnio Pisão Frúgio () foi um político da gente Calpúrnia da República Romana eleito cônsul em 133 a.C. com Públio Múcio Cévola. É chamado por vezes de Censorino por que alguns autores acreditam que ele teria sido censor em 120 a.C.Plínio, Historia naturalis XIII 87..
Carreira Frúgio foi tribuno da plebe em 149 a.C., ano no qual aprovou a Lex Calpurnia de Repetundis, a primeira lei romana que visava punir as extorsões realizadas pelos governadores romanos nas provínciasCícero, Brutus 27.Cícero, In Verrem III, 84 ; IV, 25.Cícero, De officiis II, 21..
Em 133 a.C., foi eleito cônsul com Públio Múcio Cévola e o Senador ordenou que ele permanecesse na Itália para lidar com uma revolta entre os escravos. Pisão conseguiu derrotar os rebeldes, mas não de maneira definitiva, antes de passar o comando da campanha ao cônsul do ano seguinte, Públio RupílioPaulo Orósio V 9; Valério Máximo, Nove Livros de Feitos e Dizeres Memoráveis II 7 § 9.
Foi partidário dos aristocratas (os optimates) opondo-se com força a Caio Graco (que liderava os populares) e, especialmente, à lex Frumentar que ele patrocinava.Cícero, Pro Font. 13; Tusc. iii. 20..
Obras Foi o autor de uma obra em sete volumes chamada "Annales" que tratava da história de Roma, da origem até a sua época. Estes volumes serviram de fonte para Lívio e Dionísio de Halicarnasso na confecção de suas próprias versões da história de Roma. O conteúdo destes "Annales" se propunha a demonstrar uma pretensa honestidade existente nos períodos mais antigos em contraste com a corrupção existente em Roma na época de Pisão.
Mas era, obviamente, uma obra enviesada em seus princípios, como revela o fato de que, no ano do mandato de Pisão, ocorreu o assassinato do tribuno Tibério Graco e que, apesar da extrema gravidade da situação, que violava inclusive os preceitos sagrados da inviolabilidade pessoal que a acompanha o poder tribunício ("tribunicia potestas"), nem ele e nem seu colega nada fizeram para investigar o caso.
Foi justamente por isto que Lívio o considerava um autor menos confiável que Quinto Fábio Pictor, especialmente por seu moralismo de fachada e por sua tendenciosidade histórica. Segundo o historiador alemão Barthold Georg Niebuhr, Pisão foi o primeiro escritor romano que introduziu a prática de dar uma interpretação racionalista aos mitos e lendas da história romana.Comp. Niebuhr, História de Roma, vol I. pp. 235, 237, vol. II p. 9
Ver também
Bibliografia
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século II a.C. Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Nascidos no século II a.C. Categoria:Mortos no século II a.C. Categoria:Controvérsia dos irmãos Graco Categoria:Tribunos da plebe Categoria:Pretores da República Romana Categoria:Piso Frugi Categoria:Censores da República Romana Categoria:Analistas da Roma Antiga Categoria:Primeira Guerra Servil