Phyllomedusa é um gênero de perereca da América Central e do Sul que vive na região entre a Costa Rica até o sul da Argentina. Esse gênero possui 32 espécies. Em 2006, o gênero Phyllomedusa era composto por 28 espécies válidas, a maioria delas distribuídos em grupos de espécies: grupo P. burmeisteri; grupo P. hypochondrialis; grupo P. buckleyi; grupo P. perinesos e grupo P. tarsiana.
O grupo da espécies P. hypochondrialis foi redefinido por Caramaschi (2006) baseado em caracteres externos, osteologia e larvas, e considerou-se a ser composto por nove espécies: P. ayeaye, P. azurea, P. centralis, P. hypochondrialis, P. megacephala, P. nordestina, P. oreades, P. palliata e P. rohdei.BOLETIM DO MUSEU NACIONAL - NOVA SÉRIE RIO DE JANEIRO - BRASIL- ISSN 0080-312X (ZOOLOGIA 524 18 DE DEZEMBRO DE 2006) ULISSES CARAMASCHI, CARLOS ALBERTO G. CRUZ e RENATO N. FEIO Ao se sentirem ameaçadas emitem um som característico, muito parecido com o de filhote de gatos.
Reprodução Neste gênero de pererecas, os ovos são depositados sobre uma superfície da folha, intercalados com cápsulas de geléia hidratante. Durante o processo de acasalamento, a perereca dobra a folha em torno de seus ovos utilizando seus membros, com um lacre de uma substância pegajosa (geléia) na parte inferior da folha dobrada para evitar que os ovos caiam. No final da incubação o lacre de geléia é liquefeito, que deixa os girinos cairem através do buraco previamente ligado. Estes ninhos são feitos acima da água, então quando isso ocorre (quebradura do lacre) a queda de girinos acontece no habitat apropriado e eles começam suas vidas aquáticas como filtradores.
Secreção
Algumas espécies de Phyllomedusa produzem uma secreção de cera que reduz a perda de água por evaporação de seus corpos, impedindo assim que elas sequem.
Alguns grupos indígenas da América do Sul utilizam as secreções de Phyllomedusa bicolor em xamânica nas práticas de caça. A substância, se diz, intoxica os índios que ingerem a cera, fazendo com que eles temporariamente melhorem suas capacidades sensoriais. Baêta, D.; Caramaschi, U.; Cruz, C.A.G.; Pombal, J.P., jr. 2009: Phyllomedusa itacolomi Caramaschi, Cruz & Feio, 2006, a junior synonym of Phyllomedusa ayeaye (B. Lutz, 1966) (Hylidae, Phyllomedusinae). Zootaxa, 2226: 58-65. Abstract & excerptThe status of the amphibian nomina created by Merrem (1820) and Ritgen (1828).Dubois, A. 2009: Zootaxa, 2247: 1-36. Abstract & excerpt Essas secreções da pele são conhecidas como dermaseptin. Dermaseptin é uma classe de peptídeo antimicrobiano presente em pererecas do gênero Phyllomedusa.Dermaseptins from Phyllomedusa oreades and Phyllomedusa distincta - ANTI-TRYPANOSOMA CRUZI ACTIVITY WITHOUT CYTOTOXICITY TO MAMMALIAN CELLS [] Classificação científica O site Amphibian Species of the World, versão 6.2, considera a existência de 16 espécies de Phylomedusa:
+Nome científico e autoridadeImagemPhyllomedusa bahiana Lutz, 1925100px Phyllomedusa bicolor (Boddaert, 1772)100pxPhyllomedusa boliviana Boulenger, 1902100pxPhyllomedusa burmeisteri Boulenger, 1882100px Phyllomedusa camba De la Riva, 1999100pxPhyllomedusa chaparroi Castroviejo-Fisher, Köhler, De la Riva, and Padial, 2017100pxPhyllomedusa coelestis (Cope, 1874)Phyllomedusa distincta Lutz, 1950100pxPhyllomedusa iheringii Boulenger, 1885100pxPhyllomedusa neildi Barrio-Amorós, 2006Phyllomedusa sauvagii Boulenger, 1882100pxPhyllomedusa tarsius (Cope, 1868)100pxPhyllomedusa tetraploidea Pombal and Haddad, 1992100px Phyllomedusa trinitatis Mertens, 1926100pxPhyllomedusa vaillantii Boulenger, 1882100pxPhyllomedusa venusta Duellman and Trueb, 1967 100px
Biopirataria Essas espécies muitas vezes são alvo da biopirataria pois produzem secreções de substâncias que despertam interesses para o desenvolvimento de medicamentos, face à sua utilização medicinal entre índios da Amazônia, seringueiros, e mais recentemente por "curandeiros" nos centros urbanos.
Ver também Rãs Sapo Perereca Sapo cururu / Bufotenina Declínio das populações de anfíbios
Categoria:Phyllomedusa