Alípio de Alexandria (Alypius, ) foi um escritor grego sobre música, que floresceu no século IV d.C. De suas obras, somente um pequeno fragmento foi preservado, sob o título de Introdução à Música ().

Obras A obra de Alípio consiste, na totalidade, com exceção de uma breve introdução, de listas dos símbolos utilizados (tanto para voz quanto para instrumento) para denotar todos os sons nas quarenta e cinco escalas produzidas ao tomar cada um dos quinze modos nos três gêneros (diatônico, cromático, enarmônico). Trata, portanto, na verdade, de somente um (o quinto) dos sete ramos onde o assunto é, como de costume, dividido na introdução; e pode ser somente um fragmento de uma obra maior. Teria sido muito valioso se nos tivesse sido deixado um número considerável de exemplos do uso real do sistema de notação descrito nele; muito poucos permanecem,Charles Burney, History of Music, vol. i. p. 83 e parecem pertencer a um estágio anterior da ciência. Porém, o trabalho de Alípio continua sendo a melhor fonte de conhecimento moderno sobre as notas musicais dos gregos, incluindo um relato abrangente do sistema grego de escalas, transposições, e notação musical, e permite lançar alguma luz sobre a obscura história dos modos.Philipp August Böckh, De Metris Pindari c. 8. p. 235, c. 9. 12

O texto, que parecia irremediavelmente corrompido para seu primeiro editor contemporâneo, o estudioso clássico Johannes Meursius, foi, no entanto, restaurado, aparentemente com sucesso, pelo estudioso dinamarquês Marcus Meibomius.Antiquae Musicae Auctores Septem, ed. Marc. Meibomius, Amstel. 1652Aristoxenus, Nicomachus, Alypius, ed. Joh. Meursius, Lugd. Bat. 1616. A Introdução à Música foi impressa com as tabelas de notação no Antiquae Musicae Scriptores, de Meibomius, (em quarto, Amsterdã, 1652). Meibomius não só utilizou o manuscrito pertencente a Joseph Justus Scaliger,"Alypius". (2006). In Encyclopædia Britannica. Retrieved September 26, 2006, from Encyclopædia Britannica Online: http://www.britannica.com/eb/article-9005972 mas também outros existentes na Inglaterra e Itália. Karl von Jan publicou uma edição autorizada em Musici Scriptores Graeci, 1895–1899.

Identidade Não há motivos suficientemente seguros para identificar Alípio com qualquer uma das várias pessoas que levaram esse nome na época dos últimos imperadores e cuja história é conhecida. Jean-Benjamin de La Borde o situa no final do século IV.Jean-Benjamin de la Borde, Essai sur la Musique, iii. 133 Conforme a conjectura mais plausível, ele era aquele Alípio que o escritor Eunápio, em sua Vida de Jâmblico, celebra por seu intelecto aguçado () e estatura diminuta, e que, sendo amigo de Jâmblico, provavelmente floresceu sob o governo do imperador Juliano, o Apóstata e seus sucessores imediatos, isto é, durante o século IV.Eunápio, Vida de Jâmblico e nota vol. ii. p. 63, ed. Wyttenbach Este Alípio era natural de Alexandria, onde morreu em idade avançada, e, portanto, dificilmente pode ter sido a pessoa a quem o historiador romano Amiano Marcelino chamou de "Alypius Antiochensis", que foi empregado pelo imperador Juliano em sua tentativa de reconstruir o templo judeu.Amiano Marcelino, xxiii. 1. § 2 Juliano endereçou duas epístolas (29 e 30) para Alípio (), em uma das quais ele lhe agradece por um tratado geográfico ou mapa,Juliano, o Apóstata , Epistulae xxix. xxx. e nota p. 297, ed. Heyler parece provável que este foi Alípio de Antioquia, em vez do Alípio de Alexandria, embora Johannes Meursius suponha que ambos sejam a mesma pessoa.Meursius, Not. ad Alyp. p. 186, &c.

Jâmblico escreveu uma biografia de Alípio de Alexandria, embora ela não exista mais.

Bibliografia

Tradução deste livro em grego moderno, juntamente com comentários e notas de explanação, por Athanasios G. Siamakis, Archimandritis, publicado por Prespes 2003, segunda edição. páginas 140.

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