thumb|Natacha, c. 1928, têmpera sobre tela, 162 x 125 cm António Soares (Lisboa, 1894–1978) foi um ilustrador e pintor português. Pertence à primeira geração de pintores modernistas portugueses.França, José-Augusto - A Arte em Portugal no Século XX . Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 153, 154. ISBN 972-25-0045-7

Biografia/Obra Nascido num meio humilde, não teve formação académica. Construiu uma carreira "de certo modo jogada entre valores contraditórios de modernismo e de academismo".França, José-Augusto – A arte em Portugal no século XX . Lisboa: Livraria Bertrand, 1991, p. 160. ISBN 972-25-0045-7

Apresenta pela primeira vez o seu trabalho na II Exposição dos Humoristas, Lisboa, 1913; expõe também na I Exposição dos Humoristas e Modernistas, 1915, e na II Exposição dos Modernistas, 1916, Porto. Expõe pela primeira vez individualmente em 1921 na Galeria do Século / Ilustração Portuguesa (também em 1930 e 1932); a partir daí realiza numerosas mostras individuais, nomeadamente na Casa Jalco, Galeria do Diário de Notícias, S.N.I., etc.

Em 1925 viaja até Paris, onde visita a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas; o estilo Art Déco sensibiliza o artista, impulsionando-o na renovação do gosto no âmbito das arte decorativas, do design e da publicidade.Candeias, Ana Filipa - "António Soares". In: A.A.V.V. - Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão: Roteiro da Coleção. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, p. 44

Além da sua atividade como pintor, António Soares trabalhou em artes gráficas e ilustração, fazendo capas de livros, cartazes, anúncios. Destaca-se a sua colaboração em revistas como Ilustração e Magazine Bertrand, para as quais criou, a par de Jorge Barradas, algumas das melhores capas.França, José-Augusto – A arte em Portugal no século XX . Lisboa: Livraria Bertrand, 1991, p. 104, 158. Colaborando ainda para o cinema e teatro como cenógrafo, nomeadamente na revista Chá de Parreira que passou pelo Teatro Variedades em 1929.

Entre outras, colaborou também na revista luso-brasileira Atlantida (1915-1920).

"Desenhador requintadamente mundano", a sua pintura revela uma "elegância expressiva" através da qual procura "modernizar uma visão pictórica e espiritual aprendida na obra de Columbano". Uma das suas obras de referência, Natacha, 1928, "é, sem dúvida, dos melhores retratos mundanos e espetaculares da pintura portuguesa". Os anos de 1930 começam, segundo José-Augusto França, a ser-lhe desfavoráveis, correspondendo ao seu progressivo isolamento e a um "amaneiramento da sua pintura".França, José-Augusto - A Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 . Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 154, 159, 160

Prémios e Reconhecimento Venceu um Grande Prémio na Exposição Internacional de Paris, 1937. Recebeu por duas vezes o Prémio Columbano, nas Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I. (1935 e 1948). Em 1958 foi-lhe conferido o grau de Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada e em 1962 recebeu o Prémio Diário de Notícias.A.A.V.V. - Arte Portuguesa Contemporânea: pintura, desenho e gravura da coleção C. Gulbenkian (exposição itinerante; Açores, Madeira). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1962.

Apesar dos prémios recebidos nas décadas finais, António Soares "terminou a sua carreira num relativo esquecimento, alheado, até à data da sua morte em 1978, das manifestações mais importantes da arte portuguesa dos anos 50 em diante".Candeias, Ana Filipa - "António Soares". In: A.A.V.V. - Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão: Roteiro da Coleção. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, p. 45

Ligações externas

Arquivos RTP | Rubrica Arte num minuto: “Retrato de uma Bailarina” da coleção Gulbenkian (2017)

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